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Aconteceu

Casa de luxo de goiano com praia artificial e cinema na Bolívia

Reprodução

Engri Junior de Almeida Maia, de 37 anos e natural de Trindade, na Região Metropolitana de Goiânia (GO), foi baleado e preso no último sábado (24/10) durante uma operação policial em Concepción, no departamento de Santa Cruz, Bolívia. Ele é apontado pelo Ministério Público de Goiás como um dos fundadores e líderes da facção criminosa Amigos do Estado (ADE), ligada ao Primeiro Comando da Capital (PCC).

No momento da abordagem, Engri estava em uma caminhonete com outros três homens, apresentando documentos falsos sob o nome de Julio Salles Barbosa. Houve troca de tiros entre os suspeitos e a Força Especial de Luta Contra o Narcotráfico (FELCN). Ele foi atingido, mas os outros homens fugiram. Engri continua internado em estado estável na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

A operação foi resultado da cooperação entre a Polícia Federal de Goiás e as autoridades bolivianas. Durante buscas na residência do suspeito, os agentes encontraram uma propriedade de alto padrão, com lazer e segurança avançados.

Detalhes da propriedade

  • Piscina com telão grande
  • Praia artificial privativa
  • Deque de madeira com acesso ao rio
  • Jet skis estacionados em carretas
  • Quadra esportiva e garagens amplas
  • Área externa com palmeiras e vias pavimentadas
  • Cinema particular
  • Espaço para karaokê
  • Academia equipada
  • Salas com mesas de sinuca e pebolim
  • Sistema de câmeras de vigilância e sensores

Os agentes também encontraram um quadro do narcotraficante colombiano Pablo Escobar, cercado por imagens de cédulas com a frase em espanhol: “Quem não assume grandes riscos jamais obterá grandes recompensas”.

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Histórico e acusações

Engri Junior, conhecido pelos apelidos de “Cabeção” e “Maluco”, estava foragido da Justiça brasileira desde fevereiro de 2017, quando escapou da Colônia Agroindustrial de Aparecida de Goiânia. Ele chegou a constar na lista vermelha da Interpol.

Ele possui condenações que somam 16 anos, segundo o Superior Tribunal de Justiça (STJ). Em setembro de 2026, o STJ decidiu que o prazo prescricional da pena vai até outubro de 2027.

O Ministério Público de Goiás oferece denúncia contra 57 membros da ADE, acusados de movimentar cerca de R$ 14 milhões entre julho de 2023 e maio de 2024 por meio de tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e falsidade ideológica.

A Polícia Federal monitora os processos diplomáticos e jurídicos para tentar garantir a extradição de Engri para o Brasil.

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