Neste sábado de Carnaval, a Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) reforçou ações para prevenir doenças e garantir que os foliões aproveitem a festa com segurança. No Bloco do Amor, realizado na Plataforma Carnaval Monumental, no Museu Nacional da República, foi oferecida distribuição gratuita de preservativos, gel lubrificante, autotestes de HIV e materiais educativos em um estande próximo ao palco principal.
Essa ação faz parte de um conjunto de medidas para prevenir infecções sexualmente transmissíveis (ISTs). Até terça-feira, mais de 90 mil unidades desses itens serão distribuídas aos organizadores dos blocos carnavalescos. A entrega acontece no Espaço Acolher, uma estrutura montada para atender os foliões durante os quatro dias de festa, onde também são oferecidas orientações sobre saúde sexual, redução de riscos e prevenção à importunação sexual.
A produtora responsável pelo espaço, Cristiane Dionísio, destaca que o objetivo é ampliar o acesso à informação e prevenção. Ela ressalta que o Espaço Acolher estará aberto para todos os blocos da Plataforma Monumental, oferecendo materiais informativos sobre cuidados durante o Carnaval, com orientações sobre hidratação, proteção contra o sol e uso correto dos preservativos.
A rede pública de saúde do DF também oferece profilaxia pré e pós-exposição ao HIV, conhecidas como PrEP e PEP, em diversas unidades. Essas estratégias fazem parte da prevenção combinada, que integra métodos biomédicos e comportamentais para reduzir a transmissão das ISTs.
Beatriz Maciel Luz, gerente de Vigilância das Infecções Sexualmente Transmissíveis e Tuberculose da SES-DF, reforça a importância da testagem. Ela explica que o diagnóstico precoce possibilita iniciar o tratamento rapidamente, mesmo quando não há sintomas. A especialista orienta que pessoas com maior risco usem a PrEP e que, em situações de exposição, busquem atendimento para avaliação da PEP.
Segundo dados do último Boletim Epidemiológico da SES-DF, a maioria dos casos de HIV está entre jovens de 20 a 29 anos. Entre 2020 e 2024, essa faixa etária representou 42,6% das infecções por HIV e 30% dos casos de aids no Distrito Federal.
No total, foram registrados 3.838 casos de HIV e 1.177 de aids entre residentes do DF no mesmo período. Embora os casos de HIV estejam estáveis, o índice de aids tem diminuído, passando de 8,5 para 5,3 casos por 100 mil habitantes de 2020 a 2024. As ações do Carnaval buscam ampliar a prevenção e ajudar a reduzir a transmissão dessas infecções.
