Delegada Katarina destacou que a legislação atual tem se mostrado insuficiente para frear a violência contra as mulheres. Na próxima quarta-feira (8), a Câmara dos Deputados realizará uma comissão geral para debater os avanços e as deficiências no enfrentamento ao feminicídio.
A deputada, que também é 3ª secretária da Mesa Diretora da Câmara, sugeriu a criação de uma comissão externa. Esta comissão teria a missão de investigar os crescentes índices de feminicídio no Brasil e propor ações legislativas e administrativas para combater esse grave problema.
“Embora a lei que definiu o feminicídio como crime tenha sido um passo importante, os números revelam que apenas essa medida não conseguiu evitar o aumento da violência”, afirmou Delegada Katarina. Ela ressaltou ainda que a comissão seria uma resposta urgente e responsável para essa situação alarmante.
Em sua fala, a deputada relatou que, em apenas dois dias, seu estado, Sergipe, registrou três feminicídios e uma tentativa, o que ilustra a gravidade da questão.
Objetivos da Comissão Externa
- Analisar políticas públicas direcionadas ao enfrentamento da violência contra mulheres;
- Investigar possíveis falhas institucionais;
- Acompanhar o andamento dos casos;
- Promover o diálogo entre órgãos e diferentes níveis de governo;
- Sugerir medidas legislativas e administrativas eficazes para reduzir os feminicídios.
Estatísticas alarmantes
Em 2025, o Brasil contabilizou 6.904 casos de feminicídio consumado e tentado, o que representa um acréscimo de 34% em comparação a 2024, que registrou 5.150 ocorrências. Entre esses, 4.755 foram tentativas e 2.149 mulheres foram assassinadas, correspondendo quase a seis vítimas por dia no país.

