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Câmara aprova novo marco legal do mercado de câmbio

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Entre outros pontos, o projeto facilita o uso da moeda brasileira em transações internacionais. Oposição teme que novo marco do câmbio incentive endividamento em dólar

O projeto será enviado ao Senado (Ricardo Moraes/Reuters)

A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (10) o novo marco legal do mercado de câmbio (PL 5387/19, do Poder Executivo). Entre outros pontos, a proposta abre espaço para bancos e instituições financeiras brasileiros investirem no exterior recursos captados no País ou no exterior, além de facilitar o uso da moeda brasileira em transações internacionais. O projeto será enviado ao Senado.

A oposição marcou posição contra o novo marco regulatório do câmbio (PL 5387/19) que, entre outros pontos, amplia a autorização para pagamento em moeda estrangeira de obrigações devidas no território nacional e para manutenção de conta em dólar no Brasil. Oposição teme que novo marco do câmbio incentive endividamento em dólar dos brasileiros.

Viajantes

Para os viajantes, o texto propõe o aumento do limite de dinheiro vivo que cada passageiro pode portar ao sair do Brasil ou nele entrar. Em vez dos atuais R$ 10 mil serão 10 mil dólares (cerca de R$ 50 mil ao câmbio atual) ou o equivalente em outra moeda.

Negociações de pequenos valores entre pessoas físicas também serão liberadas. Entretanto, o relator diminuiu o limite para elas de mil para 500 dólares.

Assim, não será mais proibido comprar ou vender até o equivalente a 500 dólares (cerca de R$ 2,5 mil) em qualquer moeda, dispensando-se ainda exigências de identificação e de taxações se isso ocorrer de forma eventual e não profissional. A medida pode impulsionar o desenvolvimento de plataformas peer-to-peer para negociação de câmbio, como visto em outros países.

Alencar retirou do texto a permissão dada ao Banco Central de rever o valor em razão da conjuntura econômica.

Conta em moeda estrangeira

Apesar de a matéria já ser regulada pelo BC, o projeto deixa claro que compete a essa autarquia regulamentar quem pode deter conta em moeda estrangeira no Brasil e quais são os requisitos.

Ao abrir essa possibilidade, futuramente a autarquia poderá autorizar pessoas físicas a manter contas em dólar no Brasil.

Pagamento em moeda estrangeira

A proposta aumenta os casos em que será permitido o pagamento em moeda estrangeira de obrigações devidas no território nacional. Passam a ser permitidos os pagamentos de contratos de arrendamento mercantil (leasing) feitos entre residentes no Brasil se os recursos forem captados no exterior.

Nessa situação e na de contratos e títulos referentes ao comércio exterior ou a sua garantia e financiamento, o pagamento em moeda estrangeira será liberado inclusive quando houver cessão dos créditos ou transferência ou modificação das obrigações.

Outro caso incluído explicitamente na legislação refere-se à exportação indireta, que ocorre quando produtores de embalagens, montadores ou vendedores de insumos fornecem esses materiais ou serviços para empresa exportadora. Os pagamentos de linhas externas (com dinheiro estrangeiro) de crédito para as transações desses empresários poderão ser feitos em moeda estrangeira.

O relator incluiu ainda o caso dos contratos entre exportadores e empresas que exploram setores de infraestrutura, como portos, seja por meio de autorização, concessão, permissão ou arrendamento.

O Conselho Monetário Nacional poderá prever demais situações permitidas se o pagamento em moeda estrangeira puder diminuir o risco cambial ou “ampliar a eficiência do negócio”.

Dinheiro de exportação

O projeto permite aos exportadores usarem recursos mantidos no exterior e oriundos de exportação para empréstimo ou contrato de mútuo. Atualmente, a legislação permite o uso em investimentos, aplicação financeira ou pagamento de obrigação própria do exportador.

Ordens de pagamento em reais

Segundo o governo, as mudanças propostas pretendem ainda aumentar a aceitação do real em outros países. Uma das iniciativas para isso é a inclusão na lei da permissão para o recebimento de ordens de pagamento de terceiros do exterior a partir de contas em reais mantidas no Brasil por meio de bancos estrangeiros.

A matéria já tem regulação pelo Banco Central, mas o projeto determina que os bancos autorizados a operar no mercado de câmbio, quando realizarem essa correspondência bancária internacional em reais, deverão obter informação sobre o banco estrangeiro para “compreender plenamente a natureza de sua atividade, sua reputação e a qualidade da supervisão a que está sujeita”.

A intenção é remeter a esses bancos o primeiro nível de controle em matéria de combate à lavagem de dinheiro e ao financiamento do terrorismo.

Remessas ao exterior

Empresas que remetem dinheiro ao exterior a título de lucros, dividendos, juros, pagamento por royalties e outras finalidades regulamentadas poderão fazê-lo sem a necessidade de registro perante o Banco Central, como ocorre atualmente. A única exigência passa a ser o pagamento do imposto.

O projeto revoga ainda a proibição da remessa de royalties pelo uso de patentes de invenção e de marcas de indústria ou de comércio entre filial ou subsidiária de empresa estabelecida no Brasil e sua matriz com sede no exterior. Atualmente, isso é proibido pela Lei 4.131/62.

Imposto suplementar

Nessa mesma lei, o projeto revoga outros dois dispositivos. Um deles é a cobrança de imposto suplementar sobre a renda obtida com a venda de imóveis quando o proprietário for pessoa física ou jurídica residente ou com sede no exterior. Esse imposto varia de 40% a 60%.

O segundo item a ser revogado é o que proíbe bancos estrangeiros de comprar mais de 30% das ações com direito a voto de bancos nacionais se a matriz do comprador for em país no qual a legislação imponha restrições ao funcionamento de bancos brasileiros.

Arrendamento mercantil

Quanto ao arrendamento mercantil (leasing), o projeto acaba com a necessidade de registro perante o Banco Central, assim como com a necessidade de autorização para a cessão do contrato de arrendamento a entidade domiciliada no exterior.

Essas exigências constam da Lei 6.099/74.

Regulação

Várias atribuições do Conselho Monetário Nacional (CMN) passam para o Banco Central, tais como regular operações de câmbio, contratos futuros de câmbio usados pelo Banco Central para evitar especulação com o real (swaps) e organização e fiscalização de corretoras de valores de bolsa e de câmbio.

Estatísticas

A proposta permite ao Banco Central pedir informações de residentes para a compilação de estatísticas macroeconômicas oficiais. O texto determina a guarda do sigilo sobre as informações individuais, que poderão ser fornecidas, sem identificação do titular, para fins de pesquisa e estudos a interessados.

Quem se recusar a prestar as informações requeridas poderá sofrer sanções, como multa e proibição de realizar determinadas atividades ou modalidades de operação.

Documentação de clientes

Quanto ao relacionamento das instituições autorizadas a operar no mercado de câmbio com seus clientes, o projeto proíbe que elas exijam documentos e dados que já constem de seus bancos de dados.

Caberá ainda a esses clientes a responsabilidade por indicar a finalidade da operação de câmbio e, para isso, as instituições deverão prestar orientação e suporte técnico, inclusive por meio virtual, para aqueles que necessitarem de ajuda nessa classificação.

Outra novidade no texto aprovado é que as contas em reais de residentes e de não residentes deverão ter o mesmo tratamento.

Contrato de câmbio

O projeto também limita o valor que a operadora de câmbio (banco ou corretora, por exemplo) tem de depositar no Banco Central se um contrato de compra de moeda estrangeira for cancelado.

Esse tipo de contrato, chamado de Adiantamento sobre Contrato de Câmbio (ACC), é feito entre o exportador e uma instituição financeira com o objetivo de adiantar o recebimento dos valores pelo produto exportado.

Assim, a instituição cobra uma taxa de juros menor do exportador e fica com a garantia de receber o pagamento, em moeda estrangeira, a ser feito pelo importador para pagar pelo produto ou serviço exportado.

O texto limita o encargo a ser depositado no Banco Central a 100% do valor adiantado.

Caberá ao CMN regulamentar o assunto, definindo a forma de cálculo e as situações em que o recolhimento será dispensado, proibido o tratamento diferenciado em razão do setor produtivo.

Atualmente, uma circular do Banco Central determina o uso de uma fórmula para calcular esse encargo que leva em conta a variação cambial do período entre o fechamento do contrato e seu cancelamento, a variação da Letra Financeira do Tesouro (LFT) e o número de dias do período, entre outros fatores.

Jogo sobre o câmbio

Dentre as várias mudanças feitas por meio de 38 revogações na legislação, o projeto acaba com restrições a operações cambiais que antigamente eram consideradas ilegais por envolverem possíveis manipulações de trocas cambiais.

Essas operações, conhecidas como “jogo sobre o câmbio”, passam a ser permitidas conforme regulamentação do BC, que, com base na legislação atual, já entendeu muitas vezes haver indício de que as operações de câmbio eram praticadas apenas com o objetivo de proporcionar ao contratante ganho correspondente à diferença das taxas de câmbio praticadas nos dois mercados (brasileiro e da moeda negociada), e não para proporcionar os pagamentos demandados pelos negócios envolvidos nos contratos.

Entretanto, o Conselho de Recursos do Sistema Financeiro Nacional (CRSFN) tem sistematicamente rejeitado as decisões da autarquia, firmando o entendimento de que o jogo sobre o câmbio não está tipificado de forma adequada na legislação e que, portanto, não seria possível a aplicação de penalidades pelo Banco Central com base nessa suposta infração

 

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Toque de recolher vai alterar o transporte público no DF

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Com o lockdown decretado na última quinta-feira (25/2), o funcionamento dos meios de transporte no DF deve ser alterado para cumprir a nova norma

O lockdown vai alterar a circulação do transporte público na cidade – (crédito: Marcello Casal JrAgência Brasil)

A partir da próxima segunda-feira (1º/3), todas as atividades econômicas ficarão suspensas das 20h às 5h, com exceção de serviços essenciais. O decreto foi assinado pelo governador do Distrito Federal Ibaneis Rocha (MDB) na noite da última quinta-feira (25/2). Com o lockdown, o funcionamento dos meios de transporte no DF deve ser alterado para cumprir a nova norma.

A Companhia do Metropolitano do DF (Metrô-DF) não sofrerá mudanças no funcionamento. De acordo com a secretaria de comunicação do órgão, o número de vagões continuará o mesmo, mas, para atender à população, poderá ampliar ou antecipar o horário de pico em que os 24 carros rodam.

De acordo com o órgão, as mudanças de horário ocorrerão caso o Centro de Controle Operacional do metrô-DF verifique que há grande demanda na estação. A companhia informa ainda que, caso o horário mude permanentemente durante o lockdown, voltará a divulgar informações.

Procurada pelo Correio, a Secretaria de Transporte e Mobilidade do DF (Semob-DF) informou, em nota, que as mudanças no sistema de transporte público coletivo da capital ainda estão sendo definidas.

Com o novo toque de recolher, a previsão é que a fiscalização de movimentações proibidas pelas ruas da capital fique mais endurecida. O Departamento de Estradas de Rodagem (DER-DF) ressaltou que, a princípio, não haverá qualquer alteração nas rodovias do DF. Já o Departamento Estadual de Trânsito (Detran-DF) informou que seguirá o que for determinado em decreto para definir as normas quanto à circulação de veículos nas vias urbanas.

 

 

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Idosos relatam dificuldades no acesso ao site para agendar a vacinação

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Idosos relatam problema para agendar vacina contra a Covid-19. Alguns tentaram por 4 horas para conseguir marcar a vacinação

Filha e neta de Wilma Alves Cavalcante, 77 anos, levaram quatro horas para conseguir o agendamento – (crédito: Edis Henrique Peres)

Os problemas no agendamento de vacina contra a covid-19 no Distrito Federal persistem na manhã desta sexta-feira (26/2) no Distrito Federal. Na capital, tornou-se obrigatório marcar data, hora e local para receber a primeira dose ou o reforço.

Entre as dificuldades relatadas ao Correio estão, mensagens de erros e exclusão do Plano Piloto da lista de regiões administrativas. Em outros casos, quando a pessoa finalmente consegue preencher o formulário e clica em finalizar, o site reinicia o processo. Na tarde de ontem, quando começou a funcionar, a página ficou temporariamente fora do ar.

Ao percorrer os postos de saúde na manhã desta sexta (26/2), a reportagem encontrou idosos que madrugaram para conseguir uma vaga no primeiro dia de vacinação para quem tem entre 76 e 78 anos. É o caso da moradora do Cruzeiro Velho, Isabel Mota Cabral, 76 anos. Após o esforço para ser imunizada logo no primeiro dia, o sentimento era de alívio. “Acordei às 4h da manhã e só conseguir depois de muitas tentativas. Mas valeu a pena”, disse

Alguns dos idosos contaram com a ajuda de familiares para fazer o cadastro. Wilma Alves Calvacante, 77, recebeu ajuda da filha e da neta. “Elas ficaram das 16h às 20h até concluir o procedimento.

Por conta da instabilidade do sistema, a Secretaria de Saúde do DF (SES-DF) informou que os postos de vacinação vão receber doses extras para as pessoas que não conseuir agendar. Mas recomenda que as pessoas insistam, para evitar filas nas unidades.

Irailde da Mata, 78, aposentada e moradora do Cruzeiro, chegou à unidade sem saber se seria imunizada e relatava preocupação. Contudo, a UBS 2 do Cruzeiro Velho realizou a inscrição de Irailde e até a saída da reportagem do local, Irailde aguardava na fila para ser vacinada. Na unidade de atendimento do Cruzeiro, cerca de 85 idosos aguardam a vacina contra a covid-19.

O outro lado

Informada sobre os problemas, a Secretaria de Saúde afirmou que o sistema está instável em função do grande número de acessos. Mas, apesar disso, garantiu que o modelo adotado tem dado vazão à demanda. E destacou que todas as pessoas com idade a partir de 76 anos que procurarem os postos de saúde, serão vacinadas. Mas, reforça a importância do agendamento para evitar filas e aglomerações.

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Cartão Material Escolar: crédito será encaminhado até 15 de março, prevê GDF

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Aulas começam em 8 de março. Segundo Secretaria de Educação, a estimativa é beneficiar 70 mil famílias.

Famílias se preparam para comprar material escolar — Foto: Tony Winston/Agência Brasília

Faltando pouco mais de uma semana para a volta às aulas nas escolas públicas do Distrito Federal, os créditos do Cartão Material Escolar ainda não foram encaminhados para as cerca de 70 mil famílias que têm direito ao benefício. Questionada , a Secretaria de Educação afirmou, nesta sexta-feira (26), que o valor deve ser debitado até 15 de março, ou seja, pode ocorrer após o retorno dos estudantes.

O início do ano letivo de 2021 está marcado para 8 de março. Na quinta-feira (25), o secretário de Educação, Leandro Cruz, anunciou que as aulas vão continuar remotas (saiba mais abaixo).

O Cartão Material Escolar será destinado a famílias cadastradas no Bolsa Família. Veja os valores:

  • Educação infantil e ensino fundamental: R$ 320 por aluno
  • Ensino médio: R$ 240 por aluno

O valor só pode ser utilizado em papelarias cadastradas no programa. A secretaria ainda não divulgou a relação dos estabelecimentos autorizados.

Lista de material escolar

Material escolar à venda no Distrito Federal  — Foto:  Tony Winston/Agência Brasília

Material escolar à venda no Distrito Federal — Foto: Tony Winston/Agência Brasília

Acesse abaixo a lista do material escolar de cada etapa do ensino:

  • Educação infantil: 42 itens
  • Ensino fundamental – anos iniciais (1º ao 5º ano): 46 itens
  • Ensino fundamental – anos finais (6º ao 9º ano): 28 itens
  • Ensino médio: 23 itens
  • Ensino especial: 172 itens

Volta às aulas

Na noite desta quinta-feira (25), a Secretaria de Educação anunciou que as aulas na rede pública serão retomadas de forma remota em 2021, devido à pandemia do novo coronavírus.

De acordo com a secretaria, o calendário escolar foi aprovado, e as atividades “serão mediadas por tecnologia”. A pasta informou ainda que o modelo remoto será temporário e que o formato será reavaliado após duas semanas do início do ano letivo.

Em coletiva à imprensa, também na quinta, o governador Ibaneis Rocha (MDB) declarou que a retomada dos estudantes no formato presencial “é urgente”, além de ser uma demanda dos pais. Apesar disso, o governador anunciou medidas de restrições para evitar o risco de contágio de variantes do novo coronavírus e a insuficiência de leitos para infectados nos hospitais.

A secretaria, no entanto, não deu mais detalhes sobre como as aulas serão ministradas este ano. A reportagem aguarda posicionamento da pasta.

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DF tem mais 14 mortes e 1,1 mil novos casos de Covid-19; total de óbitos chega a 4.819

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Testes rápidos para Covid-19 no Distrito Federal — Foto: Breno Esaki/Agência Saúde

O Distrito Federal confirmou mais 14 mortes e 1.129 novos casos de Covid-19 nesta sexta-feira (26). O total de óbitos chega a 4.819, e os infectados somam 294.911, segundo dados da Secretaria de Saúde (SES-DF).

De acordo com o monitoramento da pasta, o número de novos casos é 5,7% maior que o registrado na quinta (25), quando houve 1.068 infectados. Na mesma comparação, o número de mortes se manteve o mesmo.

Até as 18h07 desta quinta, a ocupação de leitos de UTI da rede pública por pacientes com Covid-19 chegava a 88,6% (veja mais abaixo). A SES-DF considera que 282.531 pessoas estão recuperadas em Brasília, o que representa 95,8% do total de diagnosticados.

Perfil das vítimas

Do total de óbitos, 4.387 foram de moradores do Distrito Federal. Os 432 restantes foram de pessoas que viviam em outras unidades da federação, mas buscaram atendimento na capital. A maioria é do Entorno do DF.

Veja perfil das vítimas confirmadas nesta sexta-feira:

Local de residência*

  • Gama: 1
  • Guará: 2
  • Lago Norte: 1
  • Paranoá: 1
  • Recanto das Emas: 2
  • Riacho Fundo II: 1
  • Samambaia: 1
  • Sobradinho II: 1
  • Taguatinga: 2

*Duas vítimas moravam em Goiás.

Faixa etária

  • 50 a 59 anos: 3
  • 60 a 69 anos: 3
  • 70 a 79 anos: 6
  • 80 anos ou mais: 2

Data do óbito

  • 15 de fevereiro: 1
  • 17 de fevereiro: 1
  • 21 de fevereiro: 2
  • 23 de fevereiro: 1
  • 24 de fevereiro: 2
  • 25 de fevereiro: 6
  • 26 de fevereiro: 1

Leitos de UTI

Leitos de UTI no Hospital Regional de Santa Maria, no DF  — Foto: Iges-DF/Divulgação

Leitos de UTI no Hospital Regional de Santa Maria, no DF — Foto: Iges-DF/Divulgação.

Durante a tarde desta sexta, a rede pública do DF chegou a ter apenas um leito de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) para pacientes com Covid-19. Por volta das 16h30, a única vaga disponível estava no Instituto Hospital de Base do DF (IHBDF).

Segundo o sistema da Secretaria de Saúde, às 18h07, a situação era menos grave, e a taxa de ocupação estava em 88,61%. Do total de 208 vagas, 179 estavam ocupadas, 23 disponíveis e seis bloqueadas. O número inclui leitos adultos, pediátricos e neonatais.

Na rede privada, até as 14h10, 86,19% dos leitos reservados para infectados tinham pacientes. Do total de 216 leitos, 183 estavam em uso, 29 vagos e quatro bloqueados.

Casos por região

Ceilândia é a região com maior número de casos e mortes pela Covid-19 no DF. No boletim desta sexta, a Secretaria de Saúde afirma que há 32.255 infectados pela doença e 826 óbitos.

Em seguida, está o Plano Piloto, com 27.740 infectados, e Taguatinga, que soma 23.686 notificações da Covid-19.

Casos e mortes por Covid-19 por região do DF, em 26 de fevereiro de 2021 — Foto: SES-DF/Reprodução

Casos e mortes por Covid-19 por região do DF, em 26 de fevereiro de 2021 — Foto: SES-DF/Reprodução

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Brasil

Proposta cria fundo administrado pelo Sebrae para fornecer aval a microempresas

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Recursos virão do Sebrae, do Orçamento da União, do Fundo de Amparo ao Trabalhador e de fundos constitucionais

O Projeto de Lei 163/21 cria um fundo, administrado pelo Sebrae Nacional, para fornecer o aval ou fiança a empréstimos bancários contratados por micros e pequenos empresários e microempreendedores individuais (MEI). O texto tramita na Câmara dos Deputados.

O Fundo Garantidor de Crédito para Micro e Pequenas Empresas (FGCMPE) será formado por diversas fontes, como recursos aportados pelo Sebrae, pelo Orçamento da União, pelos fundos constitucionais (como o FNE) e pelo Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT).

As condições do fundo garantidor, como percentual de aval a ser concedido, serão definidas posteriormente por regulamento do Poder Executivo.

O projeto é do deputado Pastor Gil (PL-MA) e foi baseado no Fundo de Aval para as Micro e Pequenas Empresas (Fampe), criado pelo Sebrae para garantir até 80% do aval exigido de financiamentos para pequenos negócios. O Fampe surgiu para combater os efeitos da pandemia de Covid-19 sobre os micronegócios.

Para o deputado, há mais vantagens, para os pequenos empreendimentos, em focar nas garantias do que na concessão de empréstimos diretos. “Quando um fundo empresta com recursos próprios, cada R$ 1 que sai vira R$ 1 de crédito concedido. O fundo sendo o avalista, para cada R$ 1 pode-se gerar R$ 2, R$ 3, R$ 4 ou vários reais em crédito, a depender da modelagem do programa de garantias”, disse Pastor Gil.

Modalidades

Pelo projeto, o FGCMPE fornecerá aval para quatro tipos de empréstimos:

  • investimento, com ou sem capital de giro;
  • capital de giro puro;
  • produção, comercialização e prestação de serviços; e
  • desenvolvimento tecnológico e inovação.

Poderão operar o fundo instituições financeiras pertencentes ao Sistema Financeiro Nacional (SFN) e Empresas Simples de Crédito (ESCs). Elas deverão celebrar convênio com o Sebrae para se utilizarem da garantia prestada pelo FGCMPE.

Pela concessão da garantia, os bancos e ESCs cobrarão do beneficiário, em nome do Sebrae, uma Comissão de Concessão de Garantia (CCG) e uma Comissão de Concessão de Garantia Adicional (CCGA). Os valores de ambas serão regulamentados pelo Poder Executivo.

Reportagem – Janary Júnior
Edição – Natalia Doederlein

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Distrito Federal registra queda de 66% de casos prováveis de dengue

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Em 2020, a capital registrou mais de 2,6 mil casos de dengue entre janeiro e fevereiro. Esse número reduziu em 66% em 2021. Durante operação, bombeiros orientaram moradores a combater a doença

 

Cruzeiro, Plano Piloto e Guará estão entre as regiões com maior queda no número de casos – (crédito: Agência Brasília/Acácio Pinheiro)

O Boletim Epidemiológico da Secretaria de Saúde (SES-DF) trouxe, na manhã de terça-feira (23/2), que o Distrito Federal registrou queda de 66% nos casos prováveis de dengue entre 1º de janeiro e 6 de fevereiro. No mesmo período do ano passado, eram 2.638 ocorrências da doença.

De acordo com o levantamento da pasta, entre as regiões administrativas que tiveram maior queda em relação com 2020 estão Cruzeiro, Plano Piloto, Fercal, Guará, Vicente Pires, Gama e Santa Maria. Ainda segundo a Saúde, 12 casos foram confirmados com sinais de alarme e nenhum óbito. No mesmo período, foram registradas duas mortes pela doença.

Na operação de combate ao mosquito Aedes aegypti, feita nesta terça-feira pelo Corpo de Bombeiro Militar do DF (CBMDF), 20 bombeiros orientaram moradores do Sol Nascente/Pôr do Sol sobre os devidos cuidados. A ação é parte de uma ampla campanha realizada por diversos órgãos do GDF com o objetivo de reduzir o número de focos de água parada nas casas e evitar a proliferação do mosquito responsável pela transmissão da dengue, febre amarela, zika e chikungunya.

Para o diretor da Vigilância Ambiental, Edgar Rodrigues de Souza, a união dos órgãos foi fundamental para a atividade de prevenção. “O trabalho de rotina da Vigilância Ambiental não para, acontece o ano todo, e a atividade foi intensificada com a união de todos esses órgãos do GDF em prol de um mesmo objetivo”. Os órgãos parceiros são o DF Legal, o Serviço de Limpeza Urbana (SLU), a Companhia Urbanizada da Nova Capital do Brasil (Novacap), além de diversas secretarias do DF.

Visitas aos moradores

Uma das principais ações realizadas é a visita aos residentes para orientação. Também foram feitas eliminação de sucatas, monitoramento de pontos estratégicos para o surgimento dos mosquitos e utilização do fumacê.

“As pessoas cooperaram, fizeram a sua parte, o que mostra que, contra o mosquito da dengue, é preciso que todos estejam envolvidos”, ressalta o diretor de Vigilância Ambiental. “Nós trabalhamos muito o lado da conscientização. Se todo mundo reservar 10 minutos apenas de seu tempo para fazer as inspeções em casa, evitar a criação de depósitos de águas, teríamos cada vez menos casos de dengue”.

A ação já é feita pela dona de casa Vera Célia, 46 anos, moradora do setor de Chácaras 125, do Sol Nascente. Vera, além de deixar o ambiente todo limpo e organizado, toma o cuidado para que a água não se acumule em vasilhas ou poças no chão. “Temos que evitar que o mosquito tome conta da nossa casa, porque essa doença é perigosa”, pontua. Vera conta que, em 2020, ela e o marido tiveram dengue e passaram por dias de indisposição.

Até esta sexta-feira (26/2), os trabalhos continuam em outros endereços da Região Administrativa (RA). A escolha das cidades é feita com base nos boletins epidemiológicos divulgados pela SES-DF. As próximas RAs a receberem a equipe da Vigilância serão Guará, Núcleo Bandeirante, Asa Norte, Asa Sul, Lago Norte e Sudoeste. Na segunda semana de março, a campanha vai ao Jardim Botânico, Paranoá e São Sebastião. E depois visita Samambaia, Taguatinga, Santa Maria e Gama.

 

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domingo, 28 de fevereiro de 2021

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