A Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic) celebrou a assinatura do Acordo de Livre-Comércio entre o Mercosul e a União Europeia (UE), após 26 anos de negociações. Para as indústrias de café, isso significa que as tarifas que hoje variam entre 7,5% e 9% para cafés torrados e solúveis serão eliminadas gradualmente, até chegarem a zero em cinco anos.
A redução das tarifas acontecerá de forma progressiva: 20% no início do acordo, 40% no ano seguinte, 60% no segundo ano, 80% no terceiro e 100% no quarto ano após a vigência do pacto.
O acordo também reconhece indicações geográficas brasileiras, como os cafés do Cerrado Mineiro, Caparaó e Matas de Rondônia, garantindo mais proteção às origens e ajudando a aumentar o valor dos cafés brasileiros. O café não foi considerado um produto sensível pela UE, por isso não sofrerá restrições adicionais.
Abic anunciou que acompanhará de perto a aprovação do acordo pelo Parlamento Europeu e pelo Congresso Nacional do Brasil, esperando que seja aprovado rapidamente.
Brasil é o maior produtor e exportador mundial de café, responsável por 40% da produção global, mas atualmente recebe apenas 2,7% da receita total, pois exporta principalmente café verde como commodity. Segundo o presidente da Abic, Pavel Cardoso, este acordo é uma ótima oportunidade para aumentar as exportações de cafés industrializados com maior valor agregado, ampliando a participação do Brasil na receita mundial do setor.
