Brasília sediou, nos dias 4 e 5 de junho, o 8º Summit for Space Sustainability, um evento internacional com cerca de 400 participantes focados nos desafios de manter o espaço sustentável. Organizado com o apoio da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação do Distrito Federal (Secti-DF), o encontro ocorreu pela primeira vez no hemisfério sul, destacando a capital federal nas discussões sobre a exploração espacial, o crescimento do setor e os perigos causados pelo lixo espacial.
Para o secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação, Rafael Moreira Vitorino, realizar um evento dessa dimensão ajuda a ampliar as conexões internacionais e aproxima Brasília dos debates estratégicos para o avanço científico e tecnológico. Segundo ele, “Receber especialistas e instituições de vários países é uma chance de fortalecer parcerias, compartilhar conhecimento e mostrar que Brasília está presente nas principais discussões que moldam o futuro da ciência e tecnologia”.
Um dos maiores desafios discutidos foi o aumento da quantidade de objetos em órbita. Atualmente, mais de 40 mil objetos são monitorados, dos quais aproximadamente 11 mil são satélites ativos. Estima-se que existam mais de 1,2 milhão de detritos espaciais maiores que um centímetro, que podem causar sérios danos aos equipamentos em órbita.
Durante uma recepção no Planetário de Brasília, o presidente da Agência Espacial Brasileira (AEB), Marco Antonio Chamon, ressaltou que o problema já afeta o país. “À medida que usamos mais o espaço e lançamos mais satélites e foguetes, ele fica mais poluído e congestionado. Nossos satélites já foram atingidos por lixo espacial, por isso é essencial participarmos dessas discussões e decisões sobre o uso do espaço”.
Marco Antonio Chamon também destacou o papel fundamental das novas gerações nesse cenário. Mesmo aqueles que não trabalham diretamente com o setor espacial dependem de tecnologias como GPS, telecomunicações, aplicativos de transporte e previsão do tempo.
O Summit foi idealizado e organizado pela Secure World Foundation, com coorganização da Agência Espacial Brasileira e o apoio da Secti-DF. A presença da secretaria reforça o compromisso do Distrito Federal com a ciência, tecnologia e inovação, ampliando a participação de Brasília nas discussões internacionais sobre desafios e oportunidades para o futuro.
*Com informações da Secti-DF
