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Economia

Brasileiros estão preocupados em perder renda durante crise, diz pesquisa

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Segundo Datafolha, 79% dos entrevistados preveem que a economia será muito afetada pelo vírus, enquanto apenas 16% acham que ela será pouco afetada

Pessoas com máscaras em transporte público no Brasil: somente 3% dizem que economia não será prejudicada (Rahel Patrasso/Reuters)

Pesquisa Datafolha realizada entre os dias 18 e 20 de março indica que a maioria dos trabalhadores brasileiros teme que sua renda diminua por causa dos impactos econômicos causados pela propagação do novo coronavírus.

Segundo a pesquisa, 79% dos entrevistados preveem que a economia brasileira será muito afetada pelo vírus, enquanto apenas 16% acham que ela será pouco afetada, e somente 3% dizem que ela não será prejudicada.

Entre eleitores do presidente da República, Jair Bolsonaro, o pessimismo é menor, mas segue como a opinião da maior parte dos entrevistados: 72% daqueles que disseram ter votado em Bolsonaro afirmam que a economia será muito afetada pelo coronavírus.

Os eleitores de Bolsonaro também consideram que a atuação do Ministério da Saúde diante da crise do coronavírus é melhor que a do presidente da República. Entre os que disseram ter votado em Bolsonaro, a aprovação do mandatário quanto ao andamento da crise é de 56%, 8 pontos porcentuais abaixo da aprovação do Ministério, de 64%.

Mesmo abaixo do Ministério, a aprovação de Bolsonaro entre seus eleitores ainda é bem maior que a avaliação positiva feita pela população em geral, de 35%.

O Datafolha ouviu 1.558 pessoas entre quarta, 18, e sexta, 20. Feita por telefone para evitar contato com o público, a pesquisa tem margem de erro de três pontos para mais ou para menos.

 

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Safra 2020 será de 245,2 mi de toneladas e 1,5% maior que 2019

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Entre os três principais produtos, a maior alta de área a ser plantada foi verificada na soja, com aumento de 2,4%

Soja: dados são do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola de janeiro (Stringer/Reuters)

A safra agrícola de 2020 deverá ser recorde, com estimativa de atingir 245,2 milhões de toneladas, 3,7 milhões de toneladas a mais que o desempenho do ano anterior, indicando um crescimento de 1,5%.

Os dados são do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola de janeiro, divulgado nesta quinta-feira, 9, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Em relação ao prognóstico anterior da Safra Agrícola, divulgado em março, houve queda de 1,6% na estimativa para a safra deste ano, o equivalente a menos 3,9 milhões de toneladas, mas a previsão de recorde foi mantida.

Área colhida

Segundo o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola a estimativa da área a ser colhida este ano é de 64,3 milhões de hectares, um crescimento de 1,7% em relação à área colhida em 2019, com aumento de 1,1 milhão de hectares.

Em relação ao mês anterior, no entanto, a área a ser colhida é de 57,9 mil hectares a menos, uma queda de 0,1%.

Entre os três principais produtos, a maior alta de área a ser plantada foi verificada na soja, com aumento de 2,4%, seguida do milho, que terá alta de 1,9%, sendo 4,4% de incremento na primeira safra e de 1% na segunda.

Já o arroz terá queda de 1,6% na área a ser plantada. O algodão herbáceo terá alta de 1,1%, calcula o IBGE.

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Economia

Em meio ao coronavírus, bancos já renegociaram R$ 130 bilhões em dívidas

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Os cincos maiores bancos do país, que abriram possibilidades de renegociação devido ao coronavírus, já receberam 2 milhões de pedidos

 

Dinheiro: com a crise, bancos estrangeiros cortaram as linhas para o país, estreitando ainda mais a liquidez no mercado (DircinhaSW/Getty Images)

Os cinco maiores bancos do País – Itaú Unibanco, Banco do Brasil Bradesco, Caixa e Santander – renegociaram até o momento R$ 130 bilhões de um total de R$ 200 bilhões em pedidos feitos com a crise da pandemia da covid-19.

Em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, o presidente da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), Isaac Sidney Ferreira, diz que a crise levou a uma “explosão” de demanda por crédito. Com a queda brusca da atividade, do consumo e do faturamento, as empresas em geral estão precisando de caixa e buscando também crédito novo.

Segundo Ferreira, ainda faltam analisar entre 500 mil e 700 mil de pedidos. Como mostrou o jornal O Estado de S. Paulo, levantamento divulgado na segunda-feira, pela Febraban, indicou que os cincos maiores bancos receberam 2 milhões de pedidos de renegociação, o equivalente a uma carteira de R$ 200 bilhões (saldos devedores dos pedidos). A Febraban, no entanto, não tinha informado quanto dos pedidos foram aceitos pelos bancos.

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Economia

Serviços recuam de janeiro para fevereiro, mas crescem na comparação anual

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Acumulado nos últimos doze meses avançou 0,7% em fevereiro de 2020

Salão de beleza: setor de serviços é um dos mais importantes da economia brasileira (Chris McGrath / Equipe/Getty Images)

O volume de serviços prestados caiu 1,0% em fevereiro ante janeiro, na série com ajuste sazonal, segundo os dados da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), informou nesta quarta-feira o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Para o mês anterior, o IBGE revisou a alta ante dezembro de 2019 de 0 6% para 0,4%. A queda de dezembro ante novembro de 2019 foi revista para baixo, de 0,5% para 0,8%.

Na comparação com fevereiro do ano anterior, houve alta de 0,7% em fevereiro, já descontado o efeito da inflação. Nessa comparação, as previsões iam de expansão de 1,0% a aumento de 3,40%, com mediana positiva de 1,90%. A taxa acumulada no ano registrou alta de 1,2%, enquanto o avanço acumulado em 12 meses ficou em 0,7%.

Desde outubro de 2015, o IBGE divulga índices de volume no âmbito da PMS. Antes disso, o órgão anunciava apenas os dados da receita bruta nominal, sem tirar a influência dos preços sobre o resultado.

Por esse indicador, que continua a ser divulgado, a receita nominal caiu 0,1% em fevereiro ante janeiro. Na comparação com fevereiro de 2019, houve aumento de 3,8% na receita nominal. Em 12 meses, a receita nominal subiu 4,1%, enquanto o acumulado de janeiro e fevereiro ficou em 4,0%.

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Economia

Produção industrial cresce em 11 dos 15 locais pesquisados em fevereiro

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De acordo com o IBGE, São Paulo ficou na contramão da média nacional (0,5%), com uma queda de 0,4%

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Inadimplência sobe 1,2% em março e deve crescer ainda mais por coronavírus

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Indicador de inadimplência da Boa Vista é elaborado com base na quantidade de novos registros de dívidas vencidas e não pagas

Pessoas no comércio no Rio de Janeiro: coronavírus deve fazer inadimpência aumentar (Pilar Olivares/Reuters)

O indicador de inadimplência do consumidor da Boa Vista subiu 1 2% em março ante fevereiro, na série com ajuste sazonal, informou nesta quarta-feira, 8, a empresa. Com o dado, o índice acumula queda de 0,5% em 12 meses e de 0,2% no acumulado do ano.

A região Sul do País teve o maior aumento de inadimplência no terceiro mês de 2020, de 4,9%, seguida pelo Sudeste (1,9%). Em contrapartida, houve queda na inadimplência no Nordeste (-1,8%), Centro-Oeste (-1,6%) e Norte (-0,9%).

No acumulado de 12 meses, apenas o Sudeste (0,1%) registrou alta na taxa. Entre as outras regiões, o Sul tem a maior queda (-2 2%), seguido de Centro-Oeste (-1,5%), Nordeste (-0,7%) e Norte (-0,1%).

Nesta base, a Boa Vista lembra que o ritmo de queda da inadimplência vem arrefecendo e deve manter essa tendência nos próximos meses, com os impactos da pandemia do coronavírus.

“No cenário atual, apesar das medidas de contenção aos efeitos do novo coronavírus, a tendência é de que haja uma piora no nível de desocupação e recuperação da renda nos próximos meses, fatores que devem refletir na redução da capacidade dos consumidores em pagarem suas dívidas em dia e resultar em aumento da inadimplência”, disse, em nota, a empresa.

O indicador de inadimplência da Boa Vista é elaborado com base na quantidade de novos registros de dívidas vencidas e não pagas informados pelas empresas credoras.

 

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Economia

Dólar cai pela 2ª vez seguida com melhor perspectiva sobre coronavírus

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Com o fim da pressão do coronavírus sobre os mercados, especialista vê dólar cair para abaixo de 5 reais

Dólar: moeda americana vai abaixo de R$5,20 nesta terça (7) (Adam Drobiec/EyeEm/Getty Images)

O dólar voltou a fechar em queda frente ao real nesta terça-feira, 7, com a percepção de que o avanço do coronavírus no mundo tenha perdido força nos últimos dias. Com a mudança do humor no mercado, ativos considerados de maior risco, como moedas de países emergentes, valorizaram-se. Por aqui, o dólar comercial caiu 1,2% e encerrou cotado a 5,228 reais. O dólar turismo recuou 1,6%, a 5,50 reais.

O otimismo tem como pano de fundo a diminuição dos novos casos apresentados na Europa, continente em que a doença deixou a maior quantidade de vítimas fatais. Nos Estados Unidos, país onde há o maior número de infectados, a percepção sobre os possíveis estragos da doença também melhorou, após os governadores dos estados de Nova York e Nova Jersey falarem em “achatamento da curva” de contágio.

Com o maior apetite a risco, o dólar perdia forças no mundo. O índice Dxy, que mede o desempenho da moeda americana contra divisas dos principais parceiros comerciais dos EUA, caiu 0,8%. A queda foi puxada pelo euro, que se apreciou mais de 1% contra o dólar, pondo fim a uma sequência de seis quedas consecutivas.

Para João Manuel Freitas, diretor de operações da Travelex Bank, o dólar deve se enfraquecer no mundo conforme o coronavírus deixe de ditar os rumos dos mercados. No Brasil, ele espera que a moeda volte a ser negociada entre 4,50 reais e 5 reais, já projetando um cenário com corte de juros de 25 pontos bases , para uma taxa Selic de 3,5% ao ano.

“[O dólar acima de 5 reais] está ligado ao movimento de instabilidade no mundo. Voltando a economia, a produção, não tem como o dólar conseguir se sustentar nesse nível”, disse Freitas.

Apesar de vislumbrar um dólar abaixo de 5 reais quando a economia voltar ao normal, ele vê alguns obstáculos no caminho. “O auxílio do governo ainda não chegou nas empresas. Isso deixa elas com um ponto de  interrogação muito forte. Quanto mais tempo demorar, mais vai ser o sofrimento.”

A instabilidade da política interna também o preocupa. Segundo ele, se os ruídos sobre a saída do ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta tivessem sido confirmados, o cenário no mercado interno seria “completamente diferente”.

“Tendo em vista que foi apaziguado ontem, voltou a andar [positivamente] parecido mercado internacional”, disse.

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