Ana Paula Branco e Pedro S. Teixeira
FolhaPress
A Polícia Federal prendeu nesta terça-feira (3) um brasileiro suspeito de participar de um grupo criminoso que realizou fraudes em carteiras digitais de criptomoedas e lavagem de dinheiro com ligações internacionais.
De acordo com a investigação, o grupo teria roubado cerca de 2,6 milhões de dólares, equivalentes a aproximadamente 13,4 milhões de reais, de carteiras digitais em uma corretora de criptomoedas dos Estados Unidos.
O nome do preso ainda não foi divulgado pelas autoridades.
Durante as investigações que duram um ano, foi possível identificar envolvidos no Brasil, principalmente no estado do Maranhão, que estariam ligados às invasões das carteiras digitais e à movimentação dos valores furtados.
Foi cumprido um mandado de prisão preventiva e um mandado de busca e apreensão em Imperatriz (MA), além do bloqueio de bens dos suspeitos.
A Polícia Federal constatou que os principais suspeitos movimentaram dinheiro além do que suas atividades comerciais justificam, recebendo valores altos através das corretoras de criptomoedas, enquanto declaravam rendimento compatível apenas com a operação de lojas de eletrônicos.
Em agosto, foram cumpridos 11 mandados de busca e apreensão e realizados bloqueios de bens em Imperatriz, João Lisboa (MA), Palmas (TO) e Goiânia (GO).
Foram apreendidos aparelhos eletrônicos como smartphones, drones, máquinas de cartão, antenas da Starlink, uma caminhonete Ford, pistolas e munição.
Mesmo após a primeira fase da investigação, as transferências em criptomoedas continuaram, motivando o pedido de prisão do investigado por risco de novo crime.
Os suspeitos poderão responder por furto qualificado por fraude eletrônica, organização criminosa e lavagem de dinheiro.
Essa ação é resultado da colaboração da Polícia Federal com o escritório de lavagem de dinheiro da Homeland Security Investigations, em Nova York, que denunciou o caso às autoridades brasileiras.
As autoridades americanas não divulgaram o nome da corretora envolvida no esquema.
