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Saúde

Brasileira recebe coração de técnico alemão morto no Rio

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Uma mulher de 66 anos recebeu o coração do técnico alemão Stefan Henze, morto em um acidente de carro no Rio de Janeiro

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Depois da morte encefálica do alemão, decretada na segunda-feira, a família autorizou a doação de seus órgãos. Além do coração, foram captados os rins e o fígado de Henze. (www.dosb.de/Reprodução)

Uma mulher de 66 anos, cuja identidade não foi divulgada, recebeu o coração dotécnico alemão Stefan Henze, morto em um acidente de carro no Rio de Janeiro, na última segunda-feira (15). A cirurgia ocorreu na terça-feira, no Instituto Nacional de Cardiologia (INC), na zona sul da cidade do Rio, e a paciente tem um quadro de saúde estável.

De acordo com o Programa Estadual de Transplantes, depois da morte encefálica do alemão, a família autorizou a doação de seus órgãos. Além do coração, foram captados os rins e o fígado de Henze, entretanto o destino destes órgãos não foi informado.

Medalhista de prata em Atenas (2004), Stefan Henze tinha 35 anos e veio ao Brasil para participar dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro como técnico da equipe de canoagem slalom. Na semana passada, o táxi em que Henze estava sofreu um acidente na Avenida das Américas, na Barra da Tijuca, deixando ele e outro membro da comissão técnica alemã, Christian Käding, feridos. Käding teve apenas ferimentos leves e foi liberado do hospital no mesmo dia. Já Henze ficou internado três dias no Hospital Miguel Couto e teve morte cerebral.

(Com Agência Brasil)

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Saúde

ANS encerra amanhã consulta sobre boas práticas em parto

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Sociedade pode colaborar com sugestões

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) encerra amanhã (23) consulta pública sobre boas práticas em parto adequado no Brasil. A sociedade pode colaborar com sugestões para alteração da Resolução Normativa 440 da agência, que instituiu o Programa de Certificação de Boas Práticas em Atenção à Saúde.

Estão sendo propostas as inclusões de dois anexos à resolução: o manual de certificação e o glossário de boas práticas em parto adequado. Além disso, está sendo colocada em discussão uma nota técnica sobre o impacto regulatório da certificação de boas práticas em atenção ao parto e nascimento.

A certificação é uma proposta do Movimento Parto Adequado, que prevê um selo de qualidade, a participação das mulheres e audiências públicas, além da divulgação de informações. A ideia é aumentar a qualidade da atenção à mãe e ao bebê oferecida pelas operadoras de planos de saúde.

As contribuições poderão ser enviadas até esta sexta-feira (23) pelo site da ANS.

 

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Saúde

Vacina contra Covid-19: UnB amplia critérios para participação nos testes no DF

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Agora, profissionais de saúde que já tiveram Covid-19 podem se inscrever para pesquisa. Vacina chinesa virou motivo de polêmica após presidente cancelar acordo para aquisição.

Infectologista Gustavo Romero, coordenador do ensaio clínico da vacina contra o coronavírus no DF — Foto: HUB/Divulgação

Pesquisadores da Universidade de Brasília (UnB) ampliaram os critérios para participação nos testes de uma vacina contra o novo coronavírus, desenvolvida pela farmacêutica Sinovac Biotech. Segundo os responsáveis, ainda há 150 vagas disponíveis para voluntários.

Inicialmente, só podiam participar profissionais de saúde maiores de 18 anos, que atuam na linha de frente do combate à Covid-19 e não tivessem sido infectados pela doença. Agora, também podem se inscrever aqueles que já foram diagnosticados com o vírus, com ou sem sintomas (veja mais abaixo).

A mudança nos requisitos para os testes da CoronaVac foi aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Na última semana, o imunizante chinês virou alvo de polêmica após o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) cancelar um acordo para aquisição da vacina.

Testes na capital

Os testes com a vacina chinesa começaram no DF em 5 de agosto. Até esta quarta-feira (21), 700 voluntários foram incluídos no estudo. O Hospital Universitário de Brasília (HUB) é um dos 12 centros no Brasil que participam do ensaio clínico, coordenado pelo Instituto Butantan.

De acordo com o coordenador da pesquisa no DF, Gustavo Romero, os resultados obtidos até agora são “bastante positivos”.

“Conforme dados divulgados recentemente pelo Instituto Butantan, a análise preliminar do estudo demonstrou resultados promissores em relação à segurança da vacina”, afirma.

Para participar, é preciso preencher o formulário online, que funciona como uma plataforma de triagem, avaliando se o candidato cumpre os requisitos para o estudo.

Após o pré-cadastro, o interessado deve enviar um e-mail para o endereço informado e a equipe que integra a pesquisa entrará em contato com cada profissional para confirmar os dados e agendar o atendimento no Hospital Universitário de Brasília (HUB), onde são realizados os testes.

A pesquisa é direcionada a profissionais de saúde que cumpram os seguintes requisitos:

  • Tenham mais de 18 anos;
  • Trabalhem em serviço de saúde atendendo pessoas com Covid-19;
  • Tenham registro no conselho profissional regional;
  • Não apresentem doença crônica;
  • Se mulher, não estejam gestantes;
  • Não participem de outro ensaio clínico.

Ao aceitar participar da pesquisa, o voluntário assina um termo de consentimento e se compromete a comparecer ao HUB periodicamente, durante doze meses, para acompanhamento da saúde. O voluntário aprovado receberá duas doses do material, com intervalo de 14 dias

Metade dos participantes não vai tomar a vacina, mas um placebo, para fazer parte do “grupo de controle”, que servirá de base para que os pesquisadores identifiquem os efeitos da composição em quem, efetivamente, recebeu as doses.

Ministério da Saúde e a “vacina chinesa”

Na terça-feira (20), o Ministério da Saúde anunciou, em reunião com governadores, que a União compraria 46 milhões de doses da CoronaVac. No entanto, nesta quarta-feira (21), o presidente Jair Bolsonaro afirmou, em sua página no Facebook, que o Brasil não vai comprar “a vacina da China”.O ministro da saúde, Eduardo Pazuello, havia dito que, quando a vacina fosse aprovada, as doses seriam distribuídas a todo o Brasil por meio do Programa Nacional de Imunizações (PNI), que há décadas é responsável por campanhas nacionais de vacinação.

“Temos a expertise de todos os processos que envolvem esta logística, conquistada ao longo de 47 anos de PNI. As vacinas vão chegar aos brasileiros de todos os estados”, disse Pazuello na terça-feira.

No entanto, após a manifestação do presidente, o Ministério da Saúde mudou o tom e disse que “não há intenção de compra de vacinas chinesas” contra a Covid-19.

A Sinovac tem um acordo com o governo de São Paulo para fornecimento da vacina pronta e, também, para a transferência da tecnologia de produção para o Instituto Butantan.

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Saúde

Ministério da Saúde acerta compra da vacina chinesa contra a covid-19

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Além da vacina desenvolvida pelo Sinovac, o governo federal tem parceria com o laboratório AstraZeneca e com o consórcio global

Vacina chinesa: imunizante é desenvolvido no Brasil em parceria com o Instituto Butantan. (China Daily/Reuters)

O Ministério da Saúde vai comprar a vacina contra a covid-19 desenvolvida pelo laboratório chinês Sinovac, em parceria com o Instituto Butantan. De acordo com o governo de São Paulo, a aquisição será por meio do Sistema Único de Saúde (SUS) e vai garantir 46 milhões de doses ao Programa Nacional de Imunizações. As duas partes ainda vão acertar os detalhes para divulgar como serão os termos da parceria.

O acordo foi firmado em reunião virtual do ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, com governadores, realizada na tarde desta terça-feira, 20. A compra será condicionada à aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e à comprovação da eficácia da vacina. A previsão é iniciar a vacinação em janeiro de 2021.

O estado de São Paulo firmou uma parceria com o laboratório Sinovac para a compra de 46 milhões de doses da vacina para o estado, sendo 6 milhões já prontas e as outras 40 milhões formuladas pelo Instituto Butantan até dezembro de 2020. Até fevereiro de 2021 serão mais 15 milhões de doses, totalizando 61 milhões.

O Ministério da Saúde tem à disposição ainda outras duas vacinas para distribuir a nível nacional. Uma delas é a desenvolvida pelo laboratório AstraZeneca, em parceria com a Universidade de Oxford. O acordo prevê a distribuição das primeiras 15 milhões de doses em janeiro de 2021. O total recebido será de 100 milhões de doses e mais 165 milhões produzidas pela Fiocruz. O valor total deste acordo é de 2 bilhões de reais.

A outra aposta é da aliança global Covax Facility que vai permitir ao Brasil ter acesso a uma de nove vacinas em desenvolvimento atualmente. Neste pacote estão 40 milhões de doses. Entre estas nove vacinas não está incluída a do laboratório Sinovac. Nesta parceria, duas doses necessárias para vacinar uma pessoa vai custar 21 dólares.

Governo de SP não dá data certa para vacinação

Até semana passada, o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), vinha dizendo que o início da vacinação contra a covid-19 no estado seria no dia 15 de dezembro. Com o atraso nos resultados da fase de testes, fundamentais para comprovar a eficácia, o discurso mudou e os integrantes da equipe de saúde passaram a dizer que não há como especificar uma data para o começo da campanha de imunização.

De acordo com o diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, responsável pela fase de testes da vacina chinesa do laboratório Sinovac no Brasil, todo o estudo de uma vacina dura, em média, 12 meses, mas que tudo está sendo o mais adiantado possível.

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Saúde

Pesquisa mostra casos compatíveis com a recorrência de covid-19

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Médico orienta manter os cuidados para evitar disseminação da doença

 

Pesquisadores cearenses identificaram 12 casos de pessoas que adoeceram duas vezes por covid-19. O estudo é conduzido por pela Secretária de Saúde do Ceará, Fiocruz, e Universidade de Fortaleza (Unifor).

Um dos responsáveis pela pesquisa, o infectologista do Hospital São José, Keny Colares, relata que o estudo teve início depois que algumas pessoas passaram a informar as autoridades de saúde que estavam tendo sintomas de covid-19 pela segunda vez.

“Gente que tinha tido o sintoma em março e abril, o teste tinha dado positivo e tinha ficado bom. No final de maio, começo de junho, essas pessoas começaram a ter sintomas novamente. A gente viu que havia casos semelhantes relatados, o mais importante deles, registrado na China, onde acharam cinco casos entre um grupo de cerca de 90 indivíduos. Saiu a primeira nota técnica em julho, comunicando seis casos com essas características. Nós estamos concluindo uma nota ampliando esses casos para 12 casos”, revelou.

Keny Colares explica que os casos estudados têm características compatíveis com a recorrência, oriunda da mesma infecção – que é quando a pessoa tem a doença, melhora, e volta a manifestar sintomas.

O infectologista destaca que o grupo vai aprofundar os estudos para saber se essa nova manifestação da doença foi na realidade uma reinfecção. Neste caso, a pessoa ficou curada, teve novo contato com o vírus e se contaminou de novo. Essa semana, um caso desse foi confirmado nos Estados Unidos.

“O que está publicado aí na literatura, foi estudado o material do vírus da primeira infecção e da segunda infecção, comparando o código genético desses dois vírus mostrando que era vírus diferentes. Provavelmente, a pessoa se contaminou novamente e estão sendo chamados de reinfecção. Os nossos casos, talvez a gente não tenha como comprovar se é reinfecção porque a gente ainda não conseguiu fazer esses testes de estudo do genoma desses vírus. Nós estamos buscando recolher esse material para conseguir fazer”, explicou.

A Secretaria de Saúde do Ceará ainda está apurando a situação de 160 pessoas de diversas regiões do Ceará que testaram positivo duas vezes para a covid-19. Os casos são pacientes que, realizaram dois exames RT-PCR com uma diferença de 21 dias ou mais e tiveram resultado positivo para a doença em ambos.

Para o médico, a principal lição para esse momento –  ainda de muitas incertezas – é que devemos manter os cuidados para evitar a disseminação do novo coronavírus.

Em setembro, o artigo sobre os Sintomas Clínicos Recorrentes de Covid-19 nos seis primeiros casos analisados pelos pesquisadores cearenses ficou entre os dez estudos de maior destaque do site Covid Reference.

Agência Brasil

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Saúde

Chegou o dia de saber os detalhes dos testes da vacina chinesa no Brasil

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João Doria anuncia nesta segunda-feira, 19, dados da fase de testes da vacina da covid-19 desenvolvida pelo laboratório Sinovac e pelo Butantan

(Governo do Estado de São Paulo/Divulgação)

Nesta segunda-feira, 16, o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), vai revelar os dados da fase de testes da vacina contra o coronavírus, desenvolvida pelo laboratório chinês Sinovac em parceria com o Instituto Butantan. O corpo técnico de saúde de São Paulo vai dar mais detalhes se o imunizante é seguro em impedir a infecção que leva a covid-19. A coletiva de imprensa começa a partir das 12h45.

Em entrevista ao Estadão no domingo, 18, Dimas Covas, presidente do Butantan, disse que os dados que vão ser revelados nesta segunda-feira se referem a uma primeira parte de testes e não do estudo completo.

Em entrevista à GloboNews, nesta segunda-feira, Covas afirmou que até agora foram feitos 12.000 testes sem nenhuma manifestação mais severa. “A produção no Brasil começa agora em outubro e no final do ano teremos 46 milhões de doses fabricadas. Aguardaremos o registro para o uso da vacina”, afirmou, completando que todas as etapas devem ser cumpridas até o fim do ano.

Mesmo que seja um resultado parcial, é um momento decisivo no enfrentamento à pandemia e também para o projeto de Doria de levar a vacina do Butantan para uma campanha nacional de imunização. Desde a semana passada, o governador de São Paulo vem dizendo que “até o momento nenhuma colateralidade foi identificada”, se referindo aos possíveis efeitos colaterais da doença.

Caso esses dados primários sejam positivos, é um argumento mais favorável na negociação que ele terá com o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, na próxima quarta-feira, 21. O governador de São Paulo chegou a dizer que a data é considerada a última para que o governo federal decida se vai comprar a vacina ou não.

O Ministério da Saúde tem duas apostas de vacina para distribuir a nível nacional. Uma delas é a desenvolvida pelo laboratório AstraZeneca, em parceria com a Universidade de Oxford. O acordo prevê a distribuição das primeiras 15 milhões de doses – de um contrato de 210 milhões – em janeiro de 2021.

A outra aposta é da aliança global Covax Facility que vai permitir ao Brasil ter acesso a uma de nove vacinas em desenvolvimento atualmente. Neste pacote estão 40 milhões de doses. Entre estas nove vacinas não está incluída a do laboratório Sinovac.

A vantagem da vacina chinesa, em parceria com o Butantan, seria o prazo, mas como os testes ainda não terminaram, pode ser que a previsão do governo paulista de começar a vacinação no dia 15 de dezembro não seja cumprida.

Na semana passada, o secretário executivo do Ministério da Saúde, Elcio Franco, disse, em entrevista coletiva, que a pasta estava considerando todas as opções e daria prioridade a que ficasse pronta primeiro. Mas ressaltou que isso depende da comprovação de eficácia e principalmente do preço por unidade.

Na China, a vacina do Sinovac, ainda em fase experimental, está saindo por 60 dólares. Já a da aliança global vai custar ao Brasil 21 dólares.

Além do preço, o que está em jogo é o ganho político em ter a primeira campanha de imunização do Brasil. Desde o início da pandemia, o presidente Jair Bolsonaro e o João Doria estão em lados opostos e trocam críticas na maneira como agem para o controle da doença.

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Saúde

Poliomielite: em uma semana, saúde vacina 4,5% do público-alvo

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Procura pela vacina tem sido baixa; Secretaria de Saúde reforça a necessidade de manter a população imunizada

Salas de vacina estão preparadas para receber os pacientes com toda segurança que o momento exige – (crédito: Geovana Albuquerque/Agência Saúde DF)

Em outubro começou a Campanha Nacional de Vacinação contra a Poliomielite, e em uma semana, a Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF)vacinou 7.314 crianças menores de 5 anos contra a poliomielite, o que representa 4,5% do público-alvo a ser vacinado.

A procura por vacina, de acordo com a área técnica de imunização da SES, tem sido baixa nos últimos dias. A meta da campanha é vacinar 95% da população desta faixa etária. No DF, estima-se que haja cerca de 160 mil crianças com menos de cinco anos.

O Secretário de Saúde, Osnei Okumoto, tranquiliza a população quanto às medidas adotadas para prevenir o contágio pelo novo coronavírus nas salas de vacina. Segundo o gestor, é muito importante que a população compareça às unidades para receber vacina ou atualizar a situação vacinal.

“As salas de vacina estão preparadas para receber as crianças com toda segurança que o momento de pandemia exige”, assegura o secretário. Ele reforça que “é importante os pais levarem seus filhos para protegê-los contra a poliomielite e, aproveitando a oportunidade, a equipe da área de imunização irá verificar se há alguma pendência na caderneta de vacinação e completar as doses”.

De acordo com os dados obtidos juntamente com as Regiões de Saúde, até o momento, a menor cobertura está entre as crianças com idade de 3 anos a quatro anos incompletos (3 anos, 11 meses e 29 dias). Nesta faixa etária, foram vacinadas 1.783 crianças, o que representa 4,5% de cobertura. A procura foi maior entre aquelas com um ano de idade até dois incompletos, com 2.033 vacinados e cobertura de 4,6%.

Campanha de Multivacinação

O mês de outubro também traz um alerta sobre a importância da atualização do cartão de vacina. A Campanha Nacional de Multivacinação é a oportunidade de as crianças e adolescentes menores de 15 anos receberem eventuais vacinas que estejam faltando em seus cartões.

“A dose da poliomielite é extra para crianças de um a menores de 5 anos de idade. Tivemos baixa adesão e baixa procura. Das pessoas que procuraram as salas de vacina, 59% precisaram fazer a atualização da situação vacinal. Mesmo que não tenha o cartão de vacina, orientamos que procurem as unidades para que a equipe possa fazer a verificação da situação vacinal”, explica a enfermeira da área técnica de imunização Fernanda Ledes.

No período de janeiro a abril de 2020, nenhuma das vacinas do calendário infantil atingiu as metas preconizadas pelo Ministério da Saúde.

Os dados parciais da campanha de 2020 mostram que 12.546 pessoas, entre zero e 15 anos, compareceram às salas de vacina entre os dias 5 e 9 de outubro. Após análise da caderneta de vacinação feita pelas equipes das salas de vacina, receberam alguma dose de vacina 7.399 pessoas.

As duas campanhas continuam até o dia 30 de outubro, em todas as salas de vacina do DF.

*Com informações da SES-D

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sexta-feira, 23 de outubro de 2020

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