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Brasil se inspira no Uruguai para adotar políticas para idosos

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Deputadas brasileiras viajaram para o Uruguai para conhecer iniciativas e políticas públicas de atenção às pessoas idosas

Idosos: segundo a ONU, em 2050 o número de pessoas com 60 anos ou mais vivendo na América Latina deve chegar a 26% da população (Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Deputadas brasileiras viajaram para o Uruguai, o país mais envelhecido da América Latina, para conhecer iniciativas e políticas públicas de atenção às pessoas idosas. Lídice da Mata (PSB), presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Pessoa Idosa, está em Montevidéu, acompanhada das deputadas Leandre (PV) e Tereza Nelma (PSDB).

As parlamentares cumprem uma agenda de compromissos e reuniões com autoridades e instituições especializadas em cuidados de idosos, desde ontem (5) até amanhã (7).

“A iniciativa da viagem se deu na Comissão (de Defesa dos Direitos da Pessoa Idosa) pela necessidade que tínhamos de conhecer e poder aprofundar a nossa política de cuidados com o idoso em nosso país. Temos informações de que, no Uruguai, há uma política sendo desenvolvida com este objetivo. Como nós pretendemos fazer um seminário internacional ainda este ano, para debater a questão na Câmara dos Deputados, viemos até o Uruguai para conhecer a sua experiência”, afirmou Lídice da Mata à Agência Brasil.

Para a deputada Leandre, o modelo que o Uruguai adota nos cuidados com a população mais velha, pode servir de inspiração para o Brasil. “O que nos chamou atenção, aqui no Uruguai, é que é uma política instituída por lei, então ela tem continuidade. É um modelo que eu acredito que a gente pode ter como referência, talvez não em sua totalidade, mas muitas coisas dá para aproveitar e adaptar”.

Leandre ressaltou a relevância da política dos cuidadores cadastrados, existente no Uruguai. No país, os cuidadores de idosos recebem formação do Estado, em cursos realizados nas universidades, e integram um cadastro nacional.

A brasileira Teresa Cunha, 63 anos, é jornalista aposentada e cuidadora de idosos. Ela afirmou que a criação de um cadastro de profissionais vinculados ao Estado seria uma iniciativa interessante.

“Tendo um cadastro ficaria mais fácil de conseguir que idosos carentes fossem atendidos por profissionais capacitados para entender suas necessidades. É importante que algumas regras tenham que ser cumpridas, que a pessoa tenha pelo menos ensino fundamental completo, saiba ler, escrever, e que passe pelas disciplinas de cuidados básicos da pessoa acamada. Saber como ler uma receita médica, ligar para um familiar, ajudar a usar uma comadre, trocar fralda, dar banho em cima da cama, são cuidados mínimos”, afirma.

Lídice da Mata ressaltou que no Uruguai há uma política clara de formação de cuidadores. “Essa política é feita pela universidade, mesmo não sendo uma graduação, e é fiscalizada e preparada pela universidade. No Brasil, há formações diferentes, sem um currículo básico e sem centralidade”.

Para Leandre, o cadastro serviria também como fonte de emprego e renda. “A partir do momento que eu faço uma transferência de renda como essa, eu oportunizo, inclusive, vagas de emprego. Hoje, temos 13 milhões de desempregados. Muitas dessas pessoas poderiam assistir aqueles que precisam”.

Cuidador de idosos

No mês passado, dia 21 de maio, o plenário do Senado aprovou o projeto de lei que regulamenta a profissão de cuidador de idosos, crianças e pessoas com deficiência ou doenças raras. O projeto agora vai para sanção presidencial.

Para a deputada Tereza Nelma, o que falta no Brasil é um programa voltado para essa população. “O Estado não assume esse papel (de cuidados com o idoso). No Brasil, o idoso ainda é visto como o aposentado, a pessoa que está ali para cuidar dos netos”, defende a deputada, que relembra que 13% da população brasileira é de idosos, um total de 28 milhões de pessoas. “Não é mais um país de estudantes, é sim um país de pessoas idosas”, afirma.

Complexo de Peter Pan

“Em diversas culturas, o idoso tem um papel social. No Brasil, provavelmente porque durante muitos anos tivemos uma população majoritariamente jovem, uma população de milhões, nós criamos um complexo de Peter Pan. O complexo de que seríamos jovens a vida inteira. Agora, enfrentamos esse novo desafio, de uma população idosa, que não tem a cultura do respeito, da proteção dos seus idosos. Em uma tribo indígena brasileira, ou de qualquer outro canto do mundo, os idosos têm o seu papel, em geral são os sábios da tribo. A nossa população, com as dimensões do crescimento capitalista no mundo, vê o idoso como um peso”, afirmou Lídice da Mata.

Leandre disse que é um problema cultural. “No Brasil, a pessoa idosa é relacionada a tudo o que é velho, sem serventia. Esse é o principal problema. A ideia de viver muitos anos agrada a todo mundo, mas a ideia de ficar velho não agrada a ninguém. As políticas públicas andam em passos lentos e a sociedade parece ignorar completamente o assunto. Na medida em que a pessoa vai perdendo suas capacidades funcionais, sua autonomia, ela começa a ficar invisível. Aí a gente precisa do papel do Estado pois a família não dá conta”.

A cuidadora Teresa concorda. “Falta uma cultura de educação e respeito pelos idosos. Nas filas dos supermercados, nos ônibus, eu sou uma exceção, pois exijo meus direitos (atendimento prioritário e assentos preferenciais). Mas o que vejo, nos ônibus, é que os velhos ficam em pé e os jovens ficam sentados, usando o celular, e não cedem lugar”.

Segundo a ONU, em 2050 o número de pessoas com 60 anos ou mais vivendo na América Latina e Caribe deve chegar a 200 milhões, o que representa 26% da população. Atualmente, são 73,5 milhões de idosos na região.

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Perdas de água aumentam e expõem mais a população ao coronavírus

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Estudo inédito do Instituto Trata Brasil mostra que índice de perda de água já chega a 38,5%; países como Bangladesh têm resultado melhor

Índices de perdas de água no Brasil são piores do que os de paises como Blangadesh e a Etiópia (Thinkstock/Thinkstock)

A precariedade do saneamento básico no país continua a piorar as condições de vida da população, como mostra um estudo inédito do Instituto Trata Brasil lançado nesta quinta-feira, dia 4. Elaborado em conjunto com a organização americana Water.org, o levantamento, obtido com exclusividade , revela que as perdas na distribuição de água chegaram a 38,5% em 2018. O Brasil joga fora muito mais água potável do que países como Blangadesh, onde o desperdício se limita a 21,6%, e a Etiópia (29,1%).

“Em um momento crítico como o atual, com os casos de coronavírus crescendo no país, seria fundamental que a população tivesse acesso à água limpa, inclusive para lavar as mãos”, diz Édison Carlos, presidente do Trata Brasil. O país já registra quase 600.000 casos confirmados de coronavírus e mais de 32.500 mortes.

Segundo o instituto, as tubulações de distribuição de água no Brasil em geral são antigas e não costumam passar por reparos, o que causa vazamentos. Com investimentos insuficientes nos serviços de manutenção, o desperdício de água tem aumentado. Em 2014, 36,7% da água tratada não chegou ao seu destino final. Em 2018, o indicador subiu 1,75 ponto percentual.

A região norte concentra as maiores perdas de água potável do país. Mais da metade (55,5%) da água tratada não chega à população. Entre 2016 e 2018, houve uma piora de 14% no índice. No Amazonas e Roraima, a situação se tornou ainda mais alarmante, com aumentos de 48% e 32%, respectivamente, nas perdas de água. No nordeste, que ocupa o segundo lugar das regiões do país com mais deficiências na rede de distribuição, o índice é de 46%.

“É preciso  lembrar também que 35% dos brasileiros não têm acesso à água potável e metade da população não conta com a coleta de esgoto”, afirma Carlos. “Em relação às deficiências dos sistemas de distribuição de água, só vamos resolver o problema quando as empresas de saneamento tiverem metas de performance, o que deve acontecer por meio do novo marco regulatório do setor”.

O projeto de lei que estabelece regras mais claras para o setor, com definições de indicadores de desempenho e acompanhamento dos resultados, está em tramitação no Congresso há seis meses. O novo mercado regulatório do saneamento também abre o mercado para a iniciativa privada.

Hoje, os contratos de prestação de serviço podem ser renovados automaticamente entre as prefeituras e as companhias estaduais de saneamento, sem estipular metas para a melhoria dos serviços ou os direitos e deveres de ambas as partes. A nova lei propõe a criação de um arcabouço jurídico mais sofisticado para o setor, com mais espaço para licitações e investimentos privados.

No início de abril, o senador Alessandro Vieira (Cidadania-RS) deu parecer favorável ao projeto. “Trata-se de uma matéria urgente, que deve ser votada o quanto antes”, diz. Ainda não há uma data marcada para a votação, embora especule-se que ela possa acontecer em meados deste mês.

“Precisamos oferecer condições mais igualitárias de desenvolvimento a todas as pessoas, o que depende, em boa medida, do acesso à água tratada”, afirma Carlos. “Há dezenas de milhões de brasileiros ingerindo bactérias e outras substâcias que fazem mal à saúde quando abrem a torneira, com graves reflexos para a saúde e o bem-estar”.

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Florianópolis completa um mês sem mortes por coronavírus

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Segundo a Prefeitura, fatores como maior testagem, acompanhamento básico de saúde e transporte público paralisado ajudaram a conter os casos na cidade

Florianópolis: a cidade tem até agora sete mortes pela covid-19 e nenhum registro de vítimas desde 4 de maio (Leonardo Sousa/Prefeitura de Florianópolis/Divulgação)

A cidade de Florianópolis entra nesta quinta-feira, 4, em um período de um mês sem novos registros de mortes pela covid-19, doença causada pelo novo coronavírus.

O último óbito registrado na capital catarinense aconteceu em 4 de maio. São 30 dias completos sem novos registros até as informações divulgadas nesta quarta-feira, 3.

Ao todo, foram registradas oficialmente sete mortes e 710 casos do novo coronavírus em Florianópolis. A capital de Santa Catarina também deixou de ser a cidade do estado com maior número de casos, e hoje está atrás de Concórdia (955) e Chapecó (944).

Com população na casa dos 500.000 habitantes, a capital catarinense conseguiu ter menos vítimas da covid-19 do que vizinhos como Porto Alegre (RS), que registra 37 mortes. No período em que Florianópolis ficou sem registrar óbitos, Porto Alegre teve 19 mortes. A outra vizinha, Curitiba (PR), tem 53 mortes até agora.

Uma das medidas adotadas por Florianópolis e elogiada por infectologistas foi a paralisação do transporte público. O transporte está parado desde 19 de março e só deve voltar em 17 de junho, com capacidade reduzida dentro dos veículos. O comércio na cidade já foi retomado parcialmente no começo de abril, mas o transporte não acompanhou a volta.

Segundo a Prefeitura, todos os casos suspeitos também vêm sendo testados, mesmo os assintomáticos, em uma campanha que incluiu mais de 30.000 testes em locais como aeroportos e pontos de drive-thru. Pessoas com resultado positivo e que não conseguem ficar em isolamento vêm recebendo auxílio para ficar em pousadas ou hotéis. Mais de 44.000 atendimentos à distância também foram feitos com um aplicativo lançado na pandemia, o “Alô, Saúde”.

No Twitter, o prefeito Gean Loureiro (DEM) disse que a taxa de mortalidade na cidade está em 0,8%, a menor entre as capitais. No Brasil, a média é de 5,6%, segundo o boletim de quarta-feira, 3, do Ministério da Saúde. O país tem mais de 584.000 casos e 32.548 mortes por covid-19.

O prefeito afirma ainda que o isolamento desde cedo da cidade ajudou a reduzir a disseminação da doença. Florianópolis entrou em quarentena em 13 de março, enquanto a maior parte das cidades brasileiras começou o isolamento só no fim daquele mês.

Ainda segundo os dados da Prefeitura, o índice de transmissibilidade (R) na cidade está entre 0,8 e 1,2, com média de 1 – isto é, uma pessoa infectada transmite para, em média, uma pessoa. A taxa abaixo de 1 indica que a doença está controlada. Loureiro disse ainda que é importante o uso de máscaras para evitar uma alta no contágio.

O índice de transmissibilidade chegou a ser de quatro pessoas em cidades como São Paulo, epicentro da pandemia no Brasil. Hoje, a taxa também está em 1,1 na capital paulista, segundo a Prefeitura da cidade.

A Secretaria de Saúde do município afirmou em entrevistas sobre a situação da cidade que, além do atendimento precoce aos pacientes, a redução do número de mortes decorre, sobretudo, de uma menor taxa de contágio e redução no número de novos casos.

“Florianópolis nao fez nada de extraordinário. Apenas estudou o que estava acontecendo no mundo, leu os artigos, pesquisou com profissionais de outros países. Não esperamos levar choque pra começar o isolamento”, escreveu Loureiro em seu perfil.

Os desafios de dados no Brasil

Apesar do registro baixo de casos e do maior número de testes feitos em Florianópolis, o Brasil todo pode estar vivendo um quadro de subnotificação dos registros da covid-19.

Números do Our World in Data com base em dados oficiais dos países mostram que o Brasil faz cerca de 0,49 teste por caso confirmado, sendo o país que menos testa no mundo dentre os lugares com dados disponíveis — uma série de países da África e alguns da América Latina não aparecem na amostra.

O Brasil faz menos testes por caso confirmado do que todos os vizinhos da América do Sul com números disponíveis, como Bolívia (1,95 teste por caso), Chile (3,7), Argentina (6,43) ou Paraguai (45,7).

A primeira das três fases de um estudo da Universidade Federal de Pelotas financiado pelo Ministério da Saúde, que vem tentando coletar amostras em centenas de municípios brasileiros, indica que o Brasil pode ter sete vezes mais casos de coronavírus do que os registrados (a segunda fase do estudo começa hoje).

Um estudo da Funcional Health Tech, que analisa dados de planos de saúde, mostra que o pico da pandemia no Brasil pode acontecer no começo de julho e o país pode chegar a 1,7 milhão de casos.

Mesmo com uma potencial subnotificação, o Brasil já é o segundo país com mais casos de coronavírus no mundo, atrás somente dos Estados Unidos, que registra 1,8 milhão de casos. Em número de mortes, é o quarto país, atrás de Itália, Reino Unido e Estados Unidos, que também é o país com mais vítimas confirmadas (mais de 107.000).

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Auxílio emergencial: TCU aponta irregularidade no pagamento a 8,1 milhões

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Relatório do TCU também indica que 2,3 milhões de pessoas que estão no Cadastro Único podem ter sido excluídos mesmo tendo direito ao benefício

O auxílio emergencial pode ser solicitado pelo celular Foto: Agência O Globo.

Um relatório do Tribunal de Contas da União (TCU) alerta para o risco de 8,1 milhões de brasileiros terem recebido indevidamente o auxílio emergencial de R$ 600, criado durante a pandemia do novo coronavírus. As informações são de uma reportagem do jornal Estado de São Paulo, publicada nesta quarta-feira (3). Além disso, de acordo com o jornal, 2,3 milhões de pessoas que estão no Cadastro Único de programas sociais podem ter sido excluídos mesmo tendo direito ao benefício.

O parecer do TCU, que deve ser analisado hoje pelo plenário da Corte de Contas, faz recomendações ao governo federal para melhorar a gestão do programa e evitar pagamentos irregulares.

Em maio, o Ministério da Defesa informou que 73.242 militares das Forças Armadas, incluindo ativos, inativos, de carreira e temporários, pensionistas, dependentes e anistiados, receberam indevidamente o auxílio.

De acordo com a reportagem, há divergências entre a projeção feita pelo TCU sobre o número de cidadãos beneficiados por meio do aplicativo ou site da Caixa Econômica Federal e a quantidade de benefícios pagos em dobro a mulheres chefes de família.

 

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Testes de coronavírus são entrave na negociação para reabertura em SP

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Obrigação de fazer testes contra coronavírus nos funcionários tem sido entrave nas negociações para reabertura de São Paulo após a quarentena

Obrigação de fazer testes contra coronavírus nos funcionários tem sido entrave nas negociações para reabertura de São Paulo após a quarentena.

A cidade deSão Paulo negocia protocolos de reabertura comercial com 50 setores da economia, mas já enfrenta entraves de ordem financeira para conseguir dar fôlego a empresários e trabalhadores sem colocar em risco a capacidade do sistema de saúde de atender pacientes com a covid-19.

A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (Fecomércio) é uma das participantes da negociação. A entidade divulgou comunicado nesta terça-feira, 2, detalhando parte das sugestões à cidade, mas destacou o posicionamento contrário a uma das principais medidas solicitadas pela gestão Bruno Covas (PSDB): que o setor privado faça testes de covid em seus funcionários.

A federação enviou ofício (à Prefeitura) questionando o ônus da realização de testes laboratoriais para covid-19 ao setor privado, tal como proposto no decreto publicado pela Prefeitura de São Paulo, uma vez que o empresariado já passa pela crise e tem tido dificuldade de manter os negócios”, diz o texto.

Entre as medidas que a Fecomércio entende ser possível acatar estão “uso de equipamentos de proteção por funcionários e clientes; oferta de álcool em gel e cartilha com as diretrizes sanitárias; distanciamento social de 1,5 metro; orientação para que não haja contato físico; horário de atendimento diferenciado para grupo de risco; restrição de viagens de negócios; proibição de eventos em larga escala; separação de lixo com potencial de contaminação; restrições aos serviços de valet nos estacionamentos, dentre outras”, ainda segundo o documento.

A Prefeitura foi questionada pelo Estadão sobre o ofício, mas não respondeu. Deve divulgar amanhã balanço dos três primeiros dias de negociações com a iniciativa privada para definir a retomada, e há possibilidade de anunciar as datas da reabertura. Técnicos das áreas de Saúde e da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e Trabalho deveriam enviar entre ontem e hoje respostas às propostas já apresentadas, para a finalização dos protocolos ainda nesta quarta.

A capital está na etapa laranja (fase 2) do plano de reabertura do governo do Estado. O setor de bares e restaurantes, que não pode reabrir na atual fase (mantém apenas delivery), tem dois pleitos em negociação: que bares possam colocar mesas nas calçadas da frente dos estabelecimentos para garantir distância entre os clientes e os comerciantes sejam isentos da taxa do Termo de Permissão de Uso (TPU), paga anualmente por quem usa as calçadas. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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Instituto é afastado da construção de hospitais de campanha no Rio

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Atraso nas obras é o motivo da rescisão; Fundação Estadual de Saúde assume as obras e a direção dos espaços

Hospital de campanha montado no Maracanā, única unidade do estado a ser entregue Foto: Fabio Motta.

Após quase dois meses de atraso na entrega das obras dos sete hospitais de campanha do Rio — que vão tratar de pacientes infectados e diagnosticados com a Covid-19 — o governo do estado decidiu que o Instituto de Atenção Básica e Avançada à Saúde (Iabas) não irá mais terminar as obras das unidades que ainda estão em construção. O governador Wilson Witzel (PSC) assinou um decreto, que já foi publicado no Diário Oficial do Estado desta quarta-feira, afastando a Organização Social do comando dos hospitais móveis. A Fundação Estadual de Saúde vai assumir a gestão dos espaços

A gota d’água para a decisão do governador de suspender o contrato com o Iabas foi a informação de que os respiradores comprados pela OS, na China, na verdade eram carrinhos de anestesia. Além disso, o motivo da decisão do governador foi o atraso para a entrega das obras. A Secretaria estadual de Saúde havia prometido que até o dia 30 de abril todas as unidades estariam em operação. No entanto, só em maio, ou seja, mais de um mês após a promessa, apenas o Hospital de Campanha do Maracanã foi inaugurado.

Após diversos adiamentos e muitas desculpas, os outros seis hospitais não têm data para a abertura. Segundo a Controladoria Geral do Estado (CGE), o órgão vai emitir uma resolução suspendendo todos os repasses ao Iabas.

No decreto do governador desta quarta-feira, as unidades exclusivas para o tratamento do novo vírus serão geridas pela Fundação Estadual de Saúde, que deverá finalizar as obras dos hospitais móveis. Todos os equipamentos e serviços necessários passarão a ser requisitados pela fundação.

Ainda de acordo com o decreto, a Secretaria estadual de Saúde também está autorizada a aplicar sanções e adotar medidas para resguardar e proteger todos os equipamentos comprados pela OS Iabas, inclusive, poderá recorrer à Justiça para bloquear bens e serviços da organização.

A OS comentou apenas sobre a compra dos equipamentos, carrinhos de anestesia no lugar de respiradores. O instituto afirmou, por meio de nota, que “Secretaria de Saúde do Rio de Janeiro sempre esteve informada. É consenso internacional a utilização de carrinhos de anestesia como ventiladores, principalmente no momento atual, em que sistemas de saúde do mundo inteiro estão em busca desses equipamentos, o que leva à escassez do produto. O IABAS destaca que os carrinhos de anestesia AX400 não são apenas respiradores, são equipamentos complexos e modernos que possuem muitos recursos, além de funcionar como respiradores, e era a opção disponível no momento.”

No começo do ano o governo do estado anunciou R$ 1 bilhão para tratamento e combate do novo vírus. Quase 90% do montante, R$ 836 milhões, foi destinado ao Iabas em contratos emergenciais — sem licitação — para a construção e a gestão dos sete hospitais de campanha.

A OS é investigada pela Polícia Federal, e chegou a ser um dos alvos de um inquérito que apura o desvio de dinheiro da saúde, a cargo do Superior Tribunal de Justiça (STJ), por possíveis fraudes em assinaturas de contratos envolvendo os hospitais de campanha. A Operação Placebo, deflagrada em 26 de maio, cumpriu 12 mandados de busca e apreensão, um deles na residência oficial do governo do estado. Um dia após a operação, o Tribunal de Contas do Estado (TCE) suspendeu todos os pagamentos da Secretaria estadual de Saúde para o Iabas.

Iniciativa privada

Na tarde dessa terça-feira, um encontro no Palácio Guanabara entre representantes do governo do estado, do Iabas e empresários buscou por soluções para o impasse envolvendo as unidades de saúde móveis. A ideia era transferir o restante das obras para as empresas do setor privado de saúde. Após a reunião, os representantes das empresas de saúde pediram sete dias para analisar e definir o formato da entrada na operação. Entretanto, o grupo afirmou que não é possível assumir o comando das unidades antes de 15 dias.

Durante o encontro, o Iabas entregou todos os contratos dos hospitais de campanha. Nesses documentos estão os detalhes das assinaturas dos termos entre a OS e o governo, dos preços contratados e da infraestrutura instalada até agora.

 

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MT registra 8 mortes por Covid-19 e número de óbitos chega a 75 no estado

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Três mortes foram notificadas em Várzea Grande e duas em Cuiabá. Os demais óbitos envolvem moradores de Confresa, Rondonópolis e Tangará da Serra.

Laboratório Central de Saúde Pública de Mato Grosso (Lacen) — Foto: Tchélo Figueiredo/SES-MT

A Secretaria Estadual de Saúde (SES-MT) recebeu, na manhã desta terça-feira (2), a notificação de mais oito mortes por Covid-19 em Mato Grosso nas últimas 24 horas. No total, já são 75 óbitos no estado.

Três mortes foram notificadas em Várzea Grande e duas em Cuiabá. Os demais óbitos envolvem moradores de Confresa, Rondonópolis e Tangará da Serra.

De acordo com os boletins epidemiológicos da SES, as demais mortes causadas em decorrência da Covid-19 em Mato Grosso envolveram pessoas dos municípios de Lucas do Rio Verde, Cáceres, Aripuanã, Rondonópolis, Cuiabá, Barra do Garças, Mirassol D’ Oeste, Sinop, Rio de Janeiro, Nova Mutum, Várzea Grande, Vale de São Domingos, Querência, Ponte Branca, Chapada dos Guimarães, Andradina (SP), Alto Boa Vista, São Pedro da Cipa, Juína e Curvelândia, Cotriguaçu, Pontes e Lacerda, Juara, Alta Floresta, Alto Araguaia, Jauru, Jangada e Acorizal.

As informações oficiais sobre os óbitos constarão no boletim desta terça-feira.

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