AUGUSTO TENÓRIO
FOLHAPRESS
O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin (PSB), afirmou que o governo quer aumentar a produção de remédios no Brasil para atender 70% das necessidades do Sistema Único de Saúde (SUS) até o ano de 2033.
Alckmin explicou que a saúde é um dos maiores déficits na balança comercial brasileira, atrás apenas da tecnologia da informação. Atualmente, cerca de 50% dos insumos médicos são feitos no país, e a meta é chegar a 70% daqui a dez anos. Ele citou a dificuldade enfrentada durante a pandemia de Covid-19, quando faltaram equipamentos como respiradores, para destacar a importância de fortalecer a indústria local.
O vice-presidente destacou ainda que as exportações brasileiras bateram recorde, mesmo com o aumento de tarifas, alcançando US$ 349 bilhões, e ressaltou que a soberania nacional é um tema central na campanha à reeleição do presidente Lula, na qual Alckmin concorre como vice.
A fala ocorreu durante o Fórum Saúde, em Brasília, com a presença do presidente da Câmara, Hugo Motta, e do ministro do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes.
Geraldo Alckmin também mencionou que a reforma tributária criada recentemente trouxe benefícios para a indústria farmacêutica, como a isenção de impostos sobre insumos quando não há produção nacional, ajudando a diminuir os custos.
Além disso, ele comentou sobre a redução de impostos para medicamentos, que facilita o acesso e a competitividade do setor.
Alckmin reforçou a importância de aumentar as exportações brasileiras. Para isso, citou a aprovação de leis que permitem ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) ajudar empresas a entrar no mercado internacional, incluindo a criação de um fundo para ampliar o acesso ao crédito para exportadoras, especialmente em resposta às tarifas aplicadas pelos Estados Unidos.
Ele destacou que o Brasil representa apenas cerca de 2% do mercado mundial e que é preciso continuar conquistando novos mercados e vendendo mais para o exterior.
