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terça-feira, 24/02/2026

Brasil perto de 90 casos de mpox

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São Paulo, 24 – O Brasil confirmou 88 casos de mpox e tem 171 casos suspeitos, conforme dados do Ministério da Saúde atualizados nesta terça-feira, 24. Os novos casos confirmados incluem três em Minas Gerais e um no Paraná. Até agora, não houve mortes relacionadas à doença.

A maior parte dos casos está em São Paulo, com 63 registros, seguida pelo Rio de Janeiro, com 15. No total, em 2025, o país registrou 1.045 casos confirmados e três óbitos.

Sobre a mpox

A mpox, também chamada de varíola dos macacos, é provocada pelo vírus MPXV. A transmissão ocorre pelo contato próximo, como abraços, beijos, relações sexuais ou contato com lesões na pele, além do uso de objetos contaminados como roupas e talheres. O período de incubação varia de três a 21 dias.

Os principais sintomas incluem manchas ou lesões na pele, inchaço dos gânglios, febre, dores no corpo, dor de cabeça, calafrios e fraqueza. Os sinais costumam durar entre duas e quatro semanas. Quem apresentar sintomas deve procurar atendimento médico.

Para quem precisa estar em contato com pessoas infectadas, recomenda-se o uso de luvas e máscaras como forma de proteção.

Também são indicados cuidados como lavar as mãos frequentemente com água e sabão, usar álcool em gel, limpar regularmente roupas, lençóis e toalhas, além de desinfetar superfícies e descartar corretamente materiais contaminados.

Vacinação

No Brasil, a vacinação contra a mpox começou em 2023, após a liberação temporária do imunizante Jynneos ou Imvanex pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A vacina é aplicada em duas doses, com quatro semanas de intervalo.

O público-alvo da vacina inclui:

  • Pré-exposição: pessoas entre 18 e 49 anos que vivem com HIV/Aids e profissionais que trabalham diretamente com o vírus em laboratórios. Também pode ser indicada para quem está em profilaxia pré-exposição ao HIV (PrEP), com orientação de respeitar um intervalo de 30 dias entre vacinas.
  • Pós-exposição: pessoas acima de 18 anos que tiveram contato direto ou indireto com o vírus, seja por toque na pele, relações sexuais, inalação em locais fechados ou compartilhamento de objetos perfurocortantes. A vacinação deve ocorrer até quatro dias após a exposição, podendo chegar a 14 dias em casos excepcionais, embora com menor eficácia.

Essa estratégia visa priorizar grupos com maior risco devido à oferta limitada de imunizantes.

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