Geraldo Alckmin, vice-presidente e ministro da Indústria, afirmou que a decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos de acabar com tarifas diferenciadas beneficiou o Brasil. Com a alíquota uniforme para todos, o país não perde competitividade, declarou em Aparecida do Norte (SP) em 22 de setembro de 2024.
Essa redução nas tarifas americanas traz vantagens como a eliminação de impostos mais altos para o Brasil e a isenção para alguns produtos, incluindo combustível, carne, café, suco de laranja, celulose e aeronáutica.
Na indústria aeronáutica, a alíquota caiu de 10% para zero, o que é crucial para um setor que depende fortemente do comércio exterior, como destacou Alckmin. A competitividade dos produtos brasileiros aumentará, pois algumas indústrias, como a Embraer, precisam do mercado externo para sobreviver.
Quanto às tarifas sobre aço, alumínio e cobre impostas sob a Seção 232, Alckmin observou que a regra vale para todos os países, mantendo a igualdade competitiva.
Negociações em andamento
Alckmin mencionou que a visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva aos EUA em março será uma oportunidade para avançar nos acordos comerciais, inclusive em questões não tarifárias. Ele destacou que, apesar dos EUA não serem o maior comprador dos produtos brasileiros, são o principal comprador de bens industriais, o que representa um progresso importante.
Além disso, o Brasil alcançou recorde de exportações em 2025, superando US$ 348 bilhões, graças à diversificação de mercados.
Mercosul
Alckmin afirmou que o acordo entre Mercosul e União Europeia deve ser aprovado em comissão da Câmara em 24 de setembro, destacando que é o maior pacto entre blocos econômicos do mundo, abrangendo mais de US$ 22 trilhões e 720 milhões de pessoas.
Sobre eleições
Em resposta a perguntas sobre uma possível candidatura para governador ou senador em São Paulo, Alckmin foi reservado, dizendo que cada coisa acontecerá no momento certo. Ele é o político que mais tempo governou São Paulo, exercendo o cargo entre 2001 a 2006 e de 2011 a 2018.
O governo do PT busca um adversário forte para enfrentar Tarcísio de Freitas (Republicanos), e Alckmin é um dos nomes cotados. Também existe a possibilidade de ele deixar a chapa presidencial por decisão do PT, que considera outros nomes para apoiar a reeleição de Lula.

