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quinta-feira, 26/02/2026

Brasil lança plano de IA com investimento de R$ 23 bilhões na Índia

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O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) divulgou nesta sexta-feira (20), em Nova Délhi, Índia, o Plano Brasileiro de Inteligência Artificial (PBIA) 2024–2028, durante um evento da Cúpula sobre o Impacto da Inteligência Artificial. A ministra Luciana Santos informou que o plano prevê um investimento público de R$ 23 bilhões até 2028, equivalente a cerca de US$ 4,5 bilhões, para fortalecer as capacidades nacionais e direcionar o uso da tecnologia para enfrentar desafios sociais, econômicos, ambientais e culturais do Brasil.

Coordenado pelo MCTI, o PBIA inclui 54 ações divididas em cinco áreas principais: infraestrutura e desenvolvimento; divulgação e formação; melhoria dos serviços públicos; inovação empresarial; e apoio à regulamentação e governança. Desde o lançamento, já foram mobilizados R$ 7 bilhões. Entre as medidas em andamento estão a compra do supercomputador Jaci, com alta capacidade de processamento, a criação de 8 mil novas vagas de graduação e bolsas de pós-graduação na área, além de editais da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para apoiar empresas inovadoras.

Luciana Santos ressaltou o conceito de soberania digital, que significa a capacidade do Brasil de compreender, desenvolver e regulamentar tecnologias essenciais para a sociedade, a economia e a democracia, protegendo dados estratégicos sob jurisdição nacional e diminuindo a dependência de outros países. A ministra destacou que o PBIA é uma política permanente para garantir que o futuro digital seja decidido pelos brasileiros e beneficie a todos.

No mesmo evento, a ministra da Gestão e Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck, defendeu o uso da inteligência artificial para reduzir desigualdades e combater a crise climática, com governança ética e colaboração entre países do Sul Global. Ela mencionou que em 2025 o governo federal utilizava 182 soluções de IA em 58 órgãos públicos, e destacou a Infraestrutura Nacional de Dados (IND), com investimentos superiores a R$ 1 bilhão em nuvens soberanas geridas por SERPRO e DATAPREV.

A ministra Esther Dweck citou projetos como o Cadastro Ambiental Rural (CAR), que já conta com mais de 7 milhões de registros, e o aplicativo Meu Imóvel Rural, com mais de 300 mil usuários. Também apresentou o Centro de Inteligência Artificial do Nordeste (CIAN), em parceria com empresas, consórcios e universidades; o Programa INSPIRE, em colaboração com o MCTI e CPQD, que busca desenvolver soluções soberanas para serviços públicos; e o Ideia Terra Brasil, que integra dados fundiários, ambientais e climáticos para ajudar a combater o desmatamento ilegal e facilitar o crédito rural.

Além disso, o governo oferece capacitação gratuita por meio da Escola Nacional de Administração Pública (ENAP), com oito trilhas de treinamento em IA para diferentes perfis, totalizando mais de 200 horas de conteúdo por perfil.

Outros ministros participaram do evento: Frederico Siqueira (Comunicações) destacou a importância da infraestrutura de telecomunicações, redes densas e data centers para garantir autonomia tecnológica; Camilo Santana (Educação) ressaltou o papel da IA para um futuro inclusivo, com a educação como base; Alexandre Padilha (Saúde) posicionou o Brasil como referência em IA para a saúde, promovendo cooperação global; e Mauro Vieira (Relações Exteriores) defendeu uma governança global da IA que seja inclusiva e soberana, alinhada às diretrizes do presidente Lula.

Durante a missão oficial, a ministra Luciana Santos teve encontros bilaterais com o ministro alemão Karsten Wildberger, reforçando o Diálogo Digital entre Brasil e Alemanha e integrando agendas de IA para a reunião de 2026; e com a ministra francesa Ana Le Henanff, propondo um Diálogo Digital entre França e Brasil, além de ampliar parcerias em indústria, saúde, preservação ambiental e computação de alto desempenho.

Com informações do Governo Federal

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