O governo brasileiro expressou forte condenação aos ataques feitos por Israel no Líbano, que provocaram ao menos 254 mortes e 1.165 feridos, conforme informações da Defesa Civil do país.
Em nota oficial, o Itamaraty manifestou preocupação com a escalada do conflito e solicitou a interrupção imediata das ações militares.
Os bombardeios ocorreram em diversas regiões do Líbano logo após um anúncio de cessar-fogo no Oriente Médio, o que aumenta o risco de instabilidade na área, segundo o governo brasileiro.
O Brasil reafirmou seu apoio à soberania e integridade territorial do Líbano e pediu que Israel retire suas tropas do país.
Maior ataque desde o começo da guerra
Autoridades libanesas qualificaram os ataques recentes como a maior onda de bombardeios desde o início do conflito. A capital, Beirute, foi a mais afetada, registrando o maior número de vítimas.
Também houve mortes no sul da capital e em cidades como Balbeque, Nabatieh e Tiro.
Com isso, o número de mortos no conflito supera 1.700 desde março.
Israel afirmou ter realizado mais de cem ataques em poucos minutos, mirando instalações do Hezbollah, organização considerada terrorista pelo país e apoiada pelo Irã.
Cessar-fogo indefinido
Os ataques aconteceram um dia após o anúncio de um cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã, mediado pelo Paquistão. Inicialmente, o acordo parecia incluir o Líbano, mas depois foi confirmado que o país não está abrangido pela trégua.
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, declarou que as operações no Líbano continuarão mesmo durante a pausa nas hostilidades com o Irã.
Essa exclusão gerou disputas diplomáticas e aumento das tensões, principalmente após os novos ataques.
Em resposta, o Irã ameaçou medidas severas, como o possível bloqueio do Estreito de Ormuz, rota crucial para o transporte mundial de petróleo.

