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quarta-feira, 08/04/2026

Brasil condena ataque de Israel que causou 254 mortes no Líbano

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O governo brasileiro expressou forte condenação aos ataques feitos por Israel no Líbano, que provocaram ao menos 254 mortes e 1.165 feridos, conforme informações da Defesa Civil do país.

Em nota oficial, o Itamaraty manifestou preocupação com a escalada do conflito e solicitou a interrupção imediata das ações militares.

Os bombardeios ocorreram em diversas regiões do Líbano logo após um anúncio de cessar-fogo no Oriente Médio, o que aumenta o risco de instabilidade na área, segundo o governo brasileiro.

O Brasil reafirmou seu apoio à soberania e integridade territorial do Líbano e pediu que Israel retire suas tropas do país.

Maior ataque desde o começo da guerra

Autoridades libanesas qualificaram os ataques recentes como a maior onda de bombardeios desde o início do conflito. A capital, Beirute, foi a mais afetada, registrando o maior número de vítimas.

Também houve mortes no sul da capital e em cidades como Balbeque, Nabatieh e Tiro.

Com isso, o número de mortos no conflito supera 1.700 desde março.

Israel afirmou ter realizado mais de cem ataques em poucos minutos, mirando instalações do Hezbollah, organização considerada terrorista pelo país e apoiada pelo Irã.

Cessar-fogo indefinido

Os ataques aconteceram um dia após o anúncio de um cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã, mediado pelo Paquistão. Inicialmente, o acordo parecia incluir o Líbano, mas depois foi confirmado que o país não está abrangido pela trégua.

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, declarou que as operações no Líbano continuarão mesmo durante a pausa nas hostilidades com o Irã.

Essa exclusão gerou disputas diplomáticas e aumento das tensões, principalmente após os novos ataques.

Em resposta, o Irã ameaçou medidas severas, como o possível bloqueio do Estreito de Ormuz, rota crucial para o transporte mundial de petróleo.

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