A Campanha Nacional de Vacinação contra a gripe começou com grande participação nos postos de saúde. No último sábado (28), durante o Dia D, foram aplicadas mais de 2,3 milhões de doses nas regiões Nordeste, Centro-Oeste, Sul e Sudeste. Destas, 94% das 1,6 milhão de doses foram destinadas aos grupos prioritários.
O Ministério da Saúde enviou 15,7 milhões de doses para os estados, com o objetivo de aumentar a imunização nos primeiros meses e proteger a população antes do período de maior circulação do vírus. A vacina é gratuita pelo SUS e está disponível nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) e em postos espalhados por locais com grande movimento.
Em um pronunciamento, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, incentivou todos a se vacinarem. “Não negue a seu filho um direito que nossos pais não negaram a nós. Vacinar é também um ato de amor pela família. Procure um posto de saúde para se vacinar, vacine quem você ama e cuide da sua saúde para vivermos um futuro mais seguro”, afirmou.
Padilha destacou ainda o trabalho realizado para aumentar a cobertura vacinal. “Enfrentamos um país ameaçado pelo retorno de doenças que estavam erradicadas, mas que, por descaso e negacionismo, voltaram a preocupar. Nos últimos três anos, conseguimos mudar essa situação. Com a ajuda dos profissionais do SUS e das famílias brasileiras, aumentamos a vacinação em todas as 16 vacinas do calendário infantil”, concluiu.
Além dos grupos prioritários, que incluem crianças de 6 meses a menores de 6 anos, idosos com 60 anos ou mais e gestantes, a campanha cobre também puérperas, povos indígenas, quilombolas, pessoas em situação de rua, trabalhadores da saúde, professores, profissionais das forças de segurança e salvamento, forças armadas, pessoas com deficiência permanente, caminhoneiros, trabalhadores de transporte coletivo, portuários, profissionais dos correios, detentos e pessoas com doenças crônicas.
No Norte do país, a vacinação acontece em um período diferente devido às condições climáticas e epidemiológicas da região.
Dados preliminares de 2026 apontam um aumento na circulação de vírus respiratórios, incluindo a gripe. Até 14 de março, foram registrados 14,3 mil casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), com aproximadamente 840 mortes. A gripe é responsável por 28,1% das infecções graves identificadas. Idosos, crianças menores de 6 anos, gestantes e pessoas com doenças crônicas têm maior risco de complicações.

