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Brasil abriu 313 mil vagas de emprego em setembro, mostra Caged

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O saldo acumulado no ano continua negativo, com fechamento de 558.597 postos entre janeiro e setembro

País registra terceiro mês seguido com mais contratações do que demissões (Marcello Casal/Agência Brasil)

O Brasil abriu 313.564 vagas de emprego com carteira assinada em setembro, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgados nesta quinta-feira, 29, pelo Ministério da Economia. Ao longo do mês, 1.370.059 pessoas foram contratadas, enquanto 1.065.945 foram demitidas, consolidando o terceiro resultado positivo consecutivo, depois de fortes quedas no número de postos registradas entre março e junho. É o melhor desempenho de setembro desde o início da série histórica, iniciada em 1992.

Todos os setores da economia registraram aumento de empregos, em todas as regiões do país, no último mês. “Configura o fenômeno da volta em V da economia, e com alguns resultados muito interessantes”, comemorou o ministro da Economia, Paulo Guedes. De julho a setembro, após o país ter perdido 1,595 milhão de vagas entre março e junho, 697.296 foram recuperadas. “Não só estamos criando empregos três meses seguidos, mas em um ritmo crescente. Mais de 100.000 em julho, mais de 200.000 em agosto e mais de 300.000 em setembro”, disse Guedes.

O ministro pontuou que até mesmo o setor de serviços, o mais afetado pela pandemia, teve resultado positivo em setembro — foram 80.481 vagas retomadas. O que mais registrou contratações, no entanto, foi a indústria, com 110.868 postos preenchidos. Nesse grupo, a indústria da transformação puxou o número para cima, com 108.283 postos e destaque para produtos alimentícios. O foco foi na fabricação e refino de açúcar, principalmente em estados do Nordeste.

O setor do comércio teve saldo positivo de 69.239 contratações em setembro. Construção civil contabilizou 45.249 e agropecuária, 7.751 novos postos ocupados. No mês passado, as cinco regiões do país e todos os estados tiveram mais contratações do que demissões. O melhor resultado foi no Sudeste, com 128.094 postos, seguido pelo Nordeste, com 85.336. Em seguida, as regiões Sul, com 60.319; Norte, 20.640; e Centro-Oeste, 19.194.

O saldo do ano, no entanto, continua negativo, com fechamento de 558.597 postos de janeiro a setembro, pior desempenho desde 2016, quando o país registrou perda de 683.597 vagas. Ainda assim, Guedes ressaltou que, mesmo durante a pandemia do novo coronavírus, o desempenho de janeiro a setembro de 2020 é melhor do que o acumulado no mesmo período em anos de crise econômica, como 2015 e 2016. Em 2015, no mesmo período, o país perdeu 657.761 empregos.

Em todo o país, os salários de admissão foram menores do que no mês anterior. Em setembro, a remuneração média de quem foi contratado com carteira assinada foi de 1.710,97 reais. Comparado a agosto, houve redução real de 29,66 reais, uma variação de -1,73%.

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Seca no Brasil tende a pressionar preços de café arábica

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Um aperto da oferta do maior produtor mundial pode começar a causar impacto no final do próximo ano

(Pramote Polyamate/Getty Images)

Tradings de café começam a ter ideia da extensão dos problemas climáticos no Brasil, já que as perspectivas para a colheita do próximo ano pioram com o calor e a seca.

Os grãos arábica tiveram pouco alívio em novembro, com chuvas abaixo das expectativas e os preços pagos aos cafeicultores brasileiros perto de níveis recordes, segundo a Cooxupé.

“As chuvas têm sido péssimas, bem abaixo da média”, disse o diretor comercial da Cooxupé, Lucio Dias, acrescentando que o impacto pode se estender até a temporada de 2022. “A situação é muito preocupante”, disse em entrevista.

A estimativa já era de queda da produção brasileira após o recorde deste ano. Além disso, os pés de arábica entram na metade de menor produtividade do ciclo bienal, mas a seca pode agravar a redução antes de uma possível recuperação do consumo, levando o mercado a um déficit. Um aperto da oferta do maior produtor mundial pode começar a causar impacto no final do próximo ano.

“Vemos uma alta dos preços do café”, disse Carlos Alberto Fernandes Santana, diretor da Empresa Interagrícola, unidade da trading Ecom Agroindustrial. “A queda da safra brasileira ainda não foi totalmente precificada.”

As estações meteorológicas da Cooxupé mostram condições mais secas do que o normal desde maio. As áreas em Alfenas, município no cinturão de café do país, tiveram chuva acima de 2 milímetros em apenas 12% dos 210 dias até 29 de novembro.

Em novembro, a região obteve 95% da precipitação prevista, embora a maior parte tenha ocorrido no final do mês, com temperaturas médias de 1º Celsius acima do normal e máximas chegando a 36º. Isso tudo depois de um outubro seco, quando a chuva correspondeu a 60% do normal. A cooperativa pode divulgar a primeira estimativa da safra no final de janeiro.

Em dezembro, a Somar prevê volume de chuvas normal, mas com temperaturas acima da média. As principais áreas de cultivo podem receber 100 milímetros nesta semana, mas isso ajudaria a restaurar apenas 10 pontos percentuais do déficit de umidade em algumas partes.

“Exceto pelos raros episódios de boa chuva, tivemos precipitações minúsculas de 2 a 4 milímetros e sol forte”, disse Maurício Araújo Ribeiro, de 48 anos, que cultiva 128 hectares de arábica no sul de Minas Gerais. “A previsão é de chuva, o céu fica nublado, mas a chuva não vem.”

As perdas em suas fazendas são estimadas entre 30% e 35%, mas, se o clima não melhorar, podem chegar a 50%, disse.

Mesmo nas áreas irrigadas, os prejuízos são maiores do que se pensava, disse Regis Ricco, diretor da RR Consultoria Rural em Alfenas, Minas Gerais. “A situação é caótica. É um ano para ficar na história”, disse.

As perspectivas mais negativas para o Brasil surgem após recentes furacões na América Central que ameaçam a produção da região, enquanto chuvas atrasam a colheita do café robusta no Vietnã. Preocupações sobre a oferta impulsionaram os futuros de Nova York ao maior ganho mensal desde julho.

“Vejo os futuros subindo no primeiro semestre do próximo ano, já que a perspectiva de baixa produção coincide com o otimismo da vacinação contra a Covid, aumentando as perspectivas para a demanda por café”, disse Nelson Salvaterra, corretor da Coffee New Selection.

Ele disse que os preços podem retornar à faixa entre US$ 1,40 e US$ 1,50 por libra-peso em relação aos atuais US$ 1,23.

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Novo fator previdenciário começa a valer nesta terça-feira

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Regra deixa de existir como antes da reforma da Previdência, mas ainda será aplicada em duas situações diferentes; entenda

Mulher idosa (fotostorm/Getty Images)

Até a aprovação da reforma da Previdência, o cálculo incidia sobre os pagamentos de quem se aposentava por tempo de contribuição. Quanto mais cedo o benefício era requerido maior a parcela descontada dos pagamentos.

Agora, a regra deixa de existir desta forma, mas ainda será aplicada em duas situações: para aqueles que já podiam se aposentar antes de a nova lei ser promulgada, em 12 de novembro, e para trabalhadores que estão a dois anos ou menos de completar o tempo de contribuição exigido antes da reforma (35 anos para homens e 30 para mulheres).

Apesar de as novas idades mínimas terem subido para 62 anos (mulheres) e 65 anos (homens), esses trabalhadores ainda poderão optar por se aposentar com a regra antiga, desde que paguem um pedágio de 50% do tempo que resta para se aposentar. Ou seja, se faltam dois anos, terá de trabalhar mais um (um é 50% de dois).

Onde entra o fator previdenciário? O valor da aposentadoria nesse caso será igual à média salarial do trabalhador multiplicada pelo índice, mas sem o descarte dos 20% de salários menores, como era feito até o ano passado.

O fator previdenciário é corrigido todos os anos, após a publicação da Tábua de Mortalidade do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O levantamento mostra que a expectativa de sobrevida (que mede quanto tempo as pessoas ainda vivem depois de se aposentarem) do brasileiro, só aumenta. Esse movimento é mundial e, no Brasil, passou de 76,3 anos em 2018 para 76,6 anos em 2019.

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Temos votos suficientes para aprovar a reforma tributária, diz Maia

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De acordo com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, há 320 votos favoráveis à PEC 45, mesmo sem contar com a ajuda dos partidos da base do governo

Maia: “Governo deveria falar qual é a pauta de interesse para os próximos 2 meses” (Adriano Machado/Reuters)

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), acredita já ter apoio suficiente para se aprovar a reforma tributária na Câmara. Segundo ele, já há 320 votos favoráveis à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 45, mesmo sem contar com a ajuda dos partidos da base do governo. Maia tem defendido o texto como prioridade na pauta de recuperação econômica do País.

“Não vamos resolver o problema do Brasil apenas cortando despesas”, disse Maia em entrevista ao UOL. “Precisamos de uma macro reforma que é a tributária”, afirmou.

Segundo ele, o relator da proposta, o deputado Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), deve apresentar seu parecer para partidos e governo nesta semana e, se houver consenso, irá colocar o texto em votação. A PEC precisa ser aprovada em dois turnos. “Se não tiver consenso, ficará para o próximo presidente da Câmara pautar, ela estará pronta para votação”, disse.

Maia reclamou das vaidades na política e disse que pessoas vaidosas no Executivo e Legislativo atrasaram a votação de projetos importantes.

“Governo deveria falar qual é a pauta de interesse para os próximos 2 meses”

Maia cobrou do governo uma pauta com os projetos econômicos prioritários para o Executivo para as próximas semanas e reforçou, mais uma vez, que não colocará em pauta a prorrogação de mecanismos extraordinários como o estado de calamidade e o orçamento de guerra.

“O governo deveria ter começado o dia hoje com uma coletiva para falar qual é a pauta de seu interesse para os próximos dois meses”, disse Maia em entrevista ao UOL.

Para ele o deputado, não quis enfrentar os desafios durante o processo eleitoral e deveria, findo o segundo turno, tratar de projetos como a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) Emergencial e das reformas que pretende apoiar.

“Senti falta na manhã de hoje de uma posição mais clara e de urgência, nesse momento, em relação às pautas que tratam das despesas públicas”, disse. “Teremos aí dois, três meses que vão definir o futuro do País e da eleição de 2022”, afirmou.

Maia mandou recado para o governo não deixar suas ações para os últimos dias do ano e ressaltou que não haverá prorrogação do estado de calamidade e nem da PEC da Guerra. Ele voltou a dizer ainda que os desafios para o País são grandes e que não vai apoiar nenhuma criação de novo imposto.

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Com China em alta e vacina, OCDE melhora projeção para o PIB

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Apesar da melhora, a estimativa é que a China seja o único país analisado pela OCDE a crescer em 2020. Para o Brasil, a projeção é pior que a do governo

OCDE sobre economia global: “Pela primeira vez desde que a pandemia começou, agora há esperança para um futuro mais favorável” (Jason Lee/Reuters)

A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) melhorou sua projeção para a economia global em 2020 em novo relatório nesta terça-feira. Dos 4,5% de queda do PIB esperados no relatório de setembro, a organização projeta agora que a economia global vai encolher 4,2% neste ano.,

Para 2021, a projeção é de crescimento dos mesmos 4,2% (valor menor que os 5% previstos em setembro) e de 3,7% para 2022.

A OCDE citou como motivos de otimismo o progresso com as vacinas da covid e as ações de bancos centrais e governos para mitigar os impactos econômicos da crise. “Pela primeira vez desde que a pandemia começou, agora há esperança para um futuro melhor”, disse a organização sobre os novos números.

A expectativa é que o PIB global também retorne a níveis pré-crise antes do fim de 2021, liderado por forte recuperação na China, disse a OCDE.

A China será o único país coberto pela OCDE a registrar crescimento neste ano, de 1,8%, o mesmo valor que já havia sido projetado em setembro. A economia chinesa deve ainda crescer 8% em 2021 e 4,9% em 2022, liderando a retomada global nos próximos anos.

Apesar da melhora nos números, a organização reiterou que a crise está longe do fim e que a recuperação entre os países será desigual.

É o caso do Brasil, onde a projeção de queda do PIB ficou em 6%, melhor do que em estimativas anteriores, mas ainda abaixo da média global (impulsionada pela China) e de países como EUA e Alemanha.

A estimativa da OCDE é pior do que a do governo brasileiro, que estima recuo de 4,5%. O boletim Focus desta segunda-feira, com base em analistas do mercado, trouxe a mesma projeção de 4,5% para 2020.

“Ainda não estamos a salvo. Ainda estamos no meio de uma crise pandêmica, o que significa que a política econômica ainda tem muito a fazer”, disse o economista-chefe da OCDE, Laurence Boone.

Enquanto a China se recupera rapidamente, o cenário será mais tortuoso para Estados Unidos e Europa, que devem contribuir menos com a recuperação nos próximos anos do que seu atual peso na economia.

A projeção da OCDE é que a economia americana contraia 3,7% este ano (ante 3,8% no último relatório), e depois creça 3,2% em 2021 e 3,5% em 2022.

Esses números valem no caso de um novo estímulo fiscal aprovado pelo governo e Congresso eleitos, diz a OCDE. No governo do presidente Donald Trump, a equipe do presidente e republicanos no Senado não conseguiram negociar junto aos democratas na Câmara um novo pacote de estímulo para este ano, o que era uma expectativa do mercado.

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IGP-M tem alta de 3,28% em novembro, diz FGV

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Com a taxa de novembro, o IGP-M acumula inflação de 21,97% em 2020 e de 24,52% em 12 meses

Vila Nova Conceição; Casas; Prédios; Jardins Foto: Germano Lüders 09/04/2016 (Germano Lüders/Exame)

O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) subiu 3,28% em novembro, informou nesta sexta-feira, 27, a Fundação Getulio Vargas (FGV). A inflação medida pelo indicador acelerou na comparação com outubro, quando houve alta de 3,23%. O resultado superou a mediana da pesquisa Projeções Broadcast com 28 instituições, de 3,19%, mas ficou dentro do intervalo de 2,81% a 3,50%.

Com a taxa de novembro, o IGP-M acumula inflação de 21,97% em 2020 e de 24,52% em 12 meses. Nesta base, o índice também superou a mediana das projeções, de 24,40%, mas ficou dentro do intervalo de 23,0% a 24,80%.

O avanço do IGP-M de novembro foi sustentado pela aceleração do Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA-M), que subiu 4,26% nesta leitura, de 4,15% em outubro. Com o resultado, o índice de preços do atacado acumula crescimento de 30,46% em 2020 e de 34 16% em 12 meses.

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC-M) desacelerou, de alta de 0,77% em outubro para 0,72% em novembro, e acumula inflação de 3 56% em 2020 e de 4,42% em 12 meses.

O Índice Nacional de Custos da Construção (INCC-M) arrefeceu de alta de 1,69% para 1,29% e acumula inflação de 7,71% no ano e de 7,86% em 12 meses.

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Novo recorde: Taxa de desemprego bate 14,6% no 3° tri, com 14 mi na busca

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Resultado é reflexo do constante aumento da procura por trabalho após a flexibilização das medidas de contenção ao coronavírus

Desemprego: pandemia da covid-19 tem deixado milhões de trabalhadores sem meios de sustento no país (Mario Tama/Getty Images)

O Brasil tinha 14,1 milhões de desempregados ao final do terceiro trimestre, com a taxa de desemprego em nova máxima recorde, reflexo do constante aumento da procura por trabalho após a flexibilização das medidas de contenção ao coronavírus.

A pandemia de Covid-19 causou profundos danos no mercado de trabalho, que costuma ser o último a se recuperar de crises, com a taxa de desemprego chegando a 14,6% nos três meses até setembro, de 13,3% no segundo trimestre.

O dado divulgado pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua) nesta sexta-feira renovou o recorde da série iniciada em 2012, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

“O cenário de 2020 é muito complicado por conta do impacto da pandemia. Acho pouco provável se esperar que de um trimestre para o outro vai zerar tudo que se perdeu nos dois primeiros trimestre de 2020″, afirmou a analista da pesquisa, Adriana Beringuy.

DESEMPREGO3TRI-IBGE

perda de empregados foi tão grande na pandemia que precisamos de muito tempo pela frente”, completou.

A taxa, entretanto, ficou ligeiramente abaixo daquela esperada em pesquisa da Reuters junto a especialistas, de 14,9%.

O Brasil tinha um total de 14,092 milhões de desempregados ao final do terceiro trimestre, um aumento de 10,2% em relação ao período entre abril e junho e de 12,6% sobre o mesmo período do ano anterior.

Com o relaxamento das medidas de isolamento, as pessoas passaram a sair mais para procurar emprego, o que pressiona o mercado.

O número de pessoas ocupadas, por sua vez, recuou 1,1% entre julho e setembro sobre o trimestre anterior e 12,1% na comparação anual, somando um total de 82,464 milhões, menor patamar da série histórica.

Com isso, o nível de ocupação foi de 47,1% no período, também o menor da série, de 47,9% no trimestre anterior. Segundo o IBGE, o nível de ocupação está abaixo de 50% desde o trimestre encerrado em maio, o que indica que menos da metade da população em idade para trabalhar está ocupada no país.

Os empregados no setor privado sem carteira de trabalho assinada somavam 9,013 milhões nos três meses até setembro, de 8,639 milhões nos três meses imediatamente anteriores.

Os que tinham carteira assinada no período eram 29,366 milhões, de 30,154 milhões antes, segundo os dados do IBGE.

Construção

Entre as atividades, somente construção e agricultura apresentaram no terceiro trimestre aumento da população ocupada. Na construção, o aumento foi de 7,5% –ou 399 mil pessoas a mais trabalhando no setor. Na agricultura, a alta foi de 3,8% — 304 mil trabalhadores a mais.

“A atividade da construção foi a que mais aumentou no período. Isso porque pedreiros ou outros trabalhadores por conta própria, que tinham se afastado do mercado em função do distanciamento social, retornaram no terceiro trimestre com a reabertura das atividades e a demanda por pequenas obras, como reformas de imóveis”, disse Beringuy.

“Não sabemos se há reação econômica, até porque apenas agricultura e construção geraram vagas, e os demais setores seguiram com perdas”, disse a analista da pesquisa.

Na véspera, o Ministério da Economia divulgou que o Brasil abriu 394.989 vagas formais de trabalho em outubro, melhor resultado mensal da série histórica do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), iniciada em 1992.

O ministério atribuiu o resultado à força da retomada econômica, mas fortemente amparado por programa de manutenção de empregos que já consumiu mais de 30 bilhões de reais da União.

“O Caged tem uma metodologia diferente da Pnad –aqui temos pesquisa domiciliar, usamos trimestres móveis e o Caged olha isoladamente um mês. Enquanto o Caged mostra recuperação da carteira de trabalho, a gente mostra um mercado que ainda não se recupera”, explicou Beringuy.

Apesar dos níveis recordes de desemprego, o ministro da Economia, Paulo Guedes, avaliou ser possível que o país chegue ao final de 2020 sem perda de empregos formais, mesmo em meio à gravidade da crise desencadeada pelo coronavírus e que deverá levar o Brasil a sua maior retração econômica já registrada.

Vale destacar que o mês de dezembro é tradicionalmente marcado por fechamento expressivo de vagas formais de trabalho.

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Hoje é

quinta-feira, 3 de dezembro de 2020

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