O Bradesco conseguiu controlar suas despesas e apresentou crescimento no lucro durante o terceiro trimestre. O banco divulgou um lucro líquido de R$ 7,1 bilhões no período, representando um aumento de 0,8% em relação ao trimestre anterior e 14,6% em comparação ao ano passado.
A carteira de crédito total atingiu R$ 1,15 trilhão em setembro, com um aumento de 1% no trimestre e 11% ao longo do ano. O crescimento mais expressivo ocorreu entre clientes empresariais, com avanço de 14%.
O índice de inadimplência, considerando atrasos acima de 90 dias, subiu para 4,6%, mostrando um pequeno aumento em relação aos últimos meses e ao ano passado.
Além disso, a provisão para perdas esperadas aumentou para R$ 10,6 bilhões, com crescimento tanto na comparação anual quanto trimestral.
O indicador de rentabilidade ROAE ficou em 16,1%, não levando em conta o recente aumento de capital. O banco elevou seu capital em R$ 10 bilhões por meio da emissão de novas ações, o que o ajudará a investir em tecnologia, eficiência e expansão, apoiando a transformação sob a liderança de Marcelo Noronha.
O setor de seguros do Bradesco registrou lucro líquido de R$ 2,9 bilhões, uma queda de 1,9% no trimestre, mas com alta de 14,1% comparado ao ano anterior.
O banco está buscando retomar o desempenho pré-pandemia, quando seu ROAE ultrapassava 20%. Além de mudanças na equipe de diretoria, a instituição tem remodelado seus produtos para focar em opções mais rentáveis e de menor risco, com redução da presença física.
Raio-X do Bradesco:
- Fundação: 1943, em Marília (SP)
- Lucro líquido no 3º trimestre de 2026: R$ 7,1 bilhões
- Agências bancárias: 1.741
- Funcionários: 80 mil
- Clientes: 74 milhões
- Principais concorrentes: Banco do Brasil, Itaú, Santander e Nubank

