Nossa rede

É Destaque

‘Bolsonaro não tem um projeto para o país’, afirma Luciano Huck

Publicado

dia

Para o apresentador, o presidente eleito não indica que vai dar prioridade a um programa de redução da desigualdade social

Huck admite que centro está convergindo para um novo partido e comenta as acusações contra o senador Aécio Neves (PSDB) e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. (foto: Marcelo Chello/CJPress/Folhapress)

O apresentador e empresário Luciano Huck diz não enxergar nas propostas do presidente eleito Jair Bolsonaro “um projeto de país”. Embora afirme que Bolsonaro “não enganou ninguém” durante a eleição e defenda um voto de confiança no futuro presidente, Huck cobra um plano de redução da desigualdade para o País “não ficar andando de lado para sempre”.

O apresentador já admitiu que não tem mais como sair da “caixinha” da política, onde entrou quando passou a ser cotado como um potencial “outsider” na disputa presidencial deste ano. Após muitas especulações, ele não aceitou entrar na arena eleitoral.

Nesta entrevista ao jornal O Estado de São Paulo, Huck admite que centro está convergindo para um novo partido e comenta as acusações contra o senador Aécio Neves (PSDB) e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O apresentador e empresário Luciano Huck diz não enxergar nas propostas do presidente eleito Jair Bolsonaro “um projeto de País”. Embora afirme que Bolsonaro “não enganou ninguém” durante a eleição e defenda um voto de confiança no futuro presidente, Huck cobra um plano de redução da desigualdade para o País “não ficar andando de lado para sempre”.

O apresentador já admitiu que não tem mais como sair da “caixinha” da política, onde entrou quando passou a ser cotado como um potencial “outsider” na disputa presidencial deste ano. Após muitas especulações, ele não aceitou entrar na arena eleitoral. Nesta entrevista ao Estado, Huck admite que centro está convergindo para um novo partido e comenta as acusações contra o senador Aécio Neves (PSDB) e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Em entrevista recente ao Estado, você disse que não conseguiria mais voltar “para a caixinha que estava”. Qual será seu próximo passo na política? Vai se filiar a algum partido?

Minhas intenções não mudaram. Minhas movimentações nesse último ano e meio nunca foram um projeto político, pessoal, uma coisa personalista no sentido de algo que eu estivesse fazendo ao meu favor. Desde o começo foi uma convocação geracional. E eu acho que ela segue sendo assim. Estou há 19 anos viajando o País muito intensamente – de todos os cantos e todos os recortes. Isso ninguém tira de mim. Você pode fazer mestrado em Harvard, mas isso você não vai aprender. E o que me incomoda, há algum tempo e de maneira bem franca, é a desigualdade que a gente tem no País. Então se a gente não tiver um projeto claro e bem desenhado de redução de desigualdades esse País vai ficar andando de lado pra sempre. Acho super legal as iniciativas do terceiro setor e de filantropia. Por outro lado, só quem vai ter o poder, de fato, de reduzir a desigualdade no País é o Estado. Quem toca o Estado é a política.

O tema da desigualdade passou ao largo na última campanha…

Acho que ficou muito claro nessa eleição que as pessoas estavam sedentas por coisas novas. Acho que o Bolsonaro é a cristalização, a materialização desse inconformismo, dessa descrença da política como um todo. Mérito dele. Está eleito presidente. Mas eu não enxerguei na campanha como um todo, de todos os candidatos, e sigo não enxergando, um projeto de País. Eu não consigo ver. A gente fica discutindo aqui a fiação e o encanamento, mas não as reformas estruturais necessárias, que todos concordam, e que são necessárias para o País não quebrar. Mas são discussões de calculista. Não enxergo qual é o projeto de País. E nas agendas que dependem da crença pessoal do Bolsonaro, ele também não está mentindo. A chancelaria, por exemplo, eu posso não concordar. A educação, que quando ele chegou a aventar o nome do Mozart (Neves Ramos), eu disse “caramba bicho!” eu vou festejar o Bolsonaro… Mas, não, ele foi para um caminho que é o que ele pensa.

Não enxerga um projeto de País no futuro governo Bolsonaro?

A gente vive em uma democracia. Ele ganhou a eleição. A eleição está ganha. Ele vai fazer o governo dele com as coisas que ele acredita. Eu acho de verdade que, nesse momento, não é para fazer oposição. Eu acho que a gente tem que dar um voto de confiança para quem ganhou. A beleza da democracia é que a votação é individual, mas a responsabilidade pelo resultado é coletiva. Ele ganhou a eleição legitimamente. Não é hora de fazer oposição. É hora de ter diálogo, é hora de conversar. Não acho que o Bolsonaro enganou ninguém. Ele está fazendo exatamente o que falou que ele ia fazer. A equipe econômica é uma equipe extremamente competente, liberal, com uma cabeça boa, comprometida e com nomes muito bons, começando pelo Paulo (Guedes) de quem eu tenho muito respeito e gosto.

Mas você vê no Bolsonaro um projeto de País?

Eu acho que não. E não estou falando isso como uma coisa negativa. Acho que ele não teve nem tempo. Ele ganhou a eleição agarrado no cangote, com 7 segundos de televisão, sem dinheiro… Ganhou na raça e na marra. Eu não acho que ele tenha um projeto de País, mas as pautas com as quais ele ganhou a eleição, ele vai poder atuar. O Sérgio Moro, de quem eu gosto e tenho muito respeito, acho que ele tem várias funções nesse governo. Primeiro, para quem colocava em xeque a democracia, sob o ponto de vista das coisas que o Bolsonaro disse no passado… o Sérgio Moro é um legalista. Quando você põe um legalista como ministro da Justiça com o poder que ele tem, está claro que as leis serão seguidas. E do outro lado, uma agenda liberal na economia que ele pode fazer virar realidade. Precisa de uma agenda eficiente por um lado, mas ela tem que ser afetiva. Se você não tiver uma agenda social muito focada, com prioridades claras, o País vai continuar sendo desigual. A redução de desigualdade é um problema enorme e de solução complexa. Precisa ser prioridade, mas acho que não vai ser nesse caso.

Em pautas como flexibilizar o estatuto de desarmamento, Escola sem Partido e meio ambiente, há risco de retrocesso?

Vejo risco de retrocesso. Na educação, vejo. A evolução que a gente teve nos últimos 20 anos no Brasil chegou em um nível tão bacana que você pega todos que estudam a educação hoje está tudo meio em um consenso, os discursos estão meio parecidos. Todo mundo sabe os nossos problemas. O nosso problema hoje é o de subir o sarrafo da qualidade. Hoje em dia é qualificar e avaliar professor, é combater evasão escolar, é você fazer alfabetização no tempo correto, é você transformar a escola no epicentro da cidade e da sociedade. Está todo mundo nesse caminho. Agora, a cabeça que o Bolsonaro colocou ali… Para mim, discutir escola sem partido agora é uma bobagem tão grande.

Como tem lidado com o Fla-Flu da política?

Tem que ter meio tom. Mas o meio tom não tem que ser um partido político, do tipo temos que fazer um partido de centro…Eu realmente não tô nessa página. É muito mais fácil eu ficar na televisão fazendo o meu programa e ganhando o meu dinheiro do que estar aqui falando desses assuntos com você. Isso aqui é exatamente fora da minha zona de conforto. O que está acontecendo comigo é que eu não quero me politizar porque eu não quero ser político. Eu quero ser um cidadão atuante que, de fato, vai contribuir para um novo ciclo para o País – trazendo gente, curando gente, trazendo ideias, rodando o mundo, encontrando soluções. Eu quero rodar o Brasil e poder criar um ímã potente para atrair gente afim de fazer diferente. As lideranças, naturalmente, vão aparecer. Dentro desse contexto, que não é simples, eu não estou preocupando se é de direita ou de esquerda. Eu quero ver as boas ideias. No final das contas é sobre como a gente melhora a vida das pessoas, como a gente reduz desigualdade, como que a gente melhora a questão das favelas, como a gente distribui renda, como a gente inclui a dona Maria Inajá, uma analfabeta funcional com 6 filhos, para além do Bolsa Família, como é que os filhos dela podem ter um futuro… A discussão de como a gente pode ter um País menos desigual… e não quer dizer que o rico tem que ficar mais pobre, não, eu só quero que quem esteja embaixo tenha um nível de decência pelo menos . Eu vou chutar com as duas pernas, acho que tem boas cabeças dos dois lados. Eu não estou muito preocupado em tomar um lado não. O meu lado é o lado que faz bem para o País, que faz bem para todo mundo. Eu sou capaz de criticar o que eu não concordo na agenda do Bolsonaro e capaz de apoiar as coisas que acho que são positivas para o País.

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso disse recentemente que é preciso criar um centro radical; políticos como o Paulo Hartung têm liderado conversas…Esse é o seu campo político?

Tenho conversado muito com o Paulo. E eu acho que o que ele fez no Espírito Santo é uma referência importante de gestão pública para o Brasil. O Hartung tem essa característica de não levantar bandeiras e de querer juntar gente boa. O presidente Fernando Henrique, como sempre, é alguém muito lúcido. Acho que essa reorganização partidária vai ser necessária, por causa da cláusula de barreira, por causa de uma série de coisas que estão acontecendo. Eu acho que o centro vai sim se organizar…

Em um novo partido?

Eu acho que sim. Está convergindo pra isso. Os dois maiores ativos que os partidos pequenos tinham para sobreviver era tempo de televisão e Fundo Partidário. Eles perderam.

Os partidos tradicionais fracassaram?

Eu acho que sim. Tem um ciclo partidário que acabou. Você vê pela renovação. O partido do presidente que até ontem era um partido pequeno, hoje tem 52 deputados. Você tem o PT, merecidamente, que perdeu sua relevância. O PSDB não soube dar poder as suas novas lideranças e se colocar de um jeito atuante e reto nas discussões dos últimos anos…

Mantém relações com Aécio Neves?

Não falei mais com o Aécio desde que as acusações que recaem sobre ele vieram à tona. Não me orgulho, nem celebro isso, mas julguei que era o melhor a fazer neste momento. Ao longo das últimas décadas ele teve um papel inegavelmente relevante na política brasileira, no Congresso, em Minas e no Brasil, a ponto de ter tido mais de 50 milhões de votos nas eleições de 2014. No âmbito pessoal, também estivemos próximos. Por isso e por desconhecer e sequer imaginar, fiquei bastante surpreso e decepcionado com os fatos que vieram à tona. Agora cabe a ele provar sua inocência e ao tempo cicatrizar as feridas. Apanhei muito publicamente por erros que nada têm a ver comigo.

Como você vê a prisão do ex-presidente Lula e todo o processo que envolve ele e o PT?

Eu fico muito triste em ver uma figura como o Lula, que teve a relevância mundial do Lula, que teve uma agenda social ativa e que se materializou em vários projetos que melhoraram a vida das pessoas, preso. Mas tá claro, também, por outro lado, que ele não está preso por acaso. Ele está preso por provas muito relevantes e contundentes do que o PT não só aparelhou o Estado como criou uma rede de corrupção para sustentar um projeto político em que muita gente enriqueceu. Não sei se foi o caso do ex-presidente, mas muita gente. Ficou claro que o PT instalou uma quadrilha que assaltou os cofres públicos, que assaltou o erário. Os fins não justificam os meios. Por mais que o PT tenha tido uma agenda social com um olhar importante, isso não significa que você possa roubar o Estado.

Qual a avaliação sobre o resultados dos movimentos de renovação é qual é o passo seguinte?

No Renova a gente fez uma boa reflexão pós-eleição. A gente teve 120 candidaturas no final e elegemos 17 (deputados e senadores). Passada a eleição, a gente viu que tinha uma gama grande de deputados que chegariam pela primeira vez no Congresso, que não sabem como aquilo funciona…Fizemos uma parceria com o Insper para fazer um curso de conhecimento parlamentar. A gente abriu 70 vagas, não teve nenhum deputado que a gente ligou que não topou. Esse curso vai ser a primeira vez que você vai ter deputados eleitos indo para uma sala de aula antes de ir para o Congresso. O papel do Renova: a gente elegeu deputados aliados super alinhados com Bolsonaro e até lideranças indígenas. A formação da liderança independente da sua ideologia e algo super rico. As lideranças naturalmente vão aparecer. O Renova vai ter um papel importante na eleição municipal daqui dois anos. Vai ser importante essa bancada da renovação. A gente articulou uma bancada parlamentar de GovTech, que é liderada pelo deputado (Marcelo) Calero (ex-ministro da Cultura), já com 10, 12 deputados…E essa frente parlamentar essa disposta a contribuir com a agenda que a gente curou. O Agora! que foi um movimento muito horizontal, a gente tá mudando um pouco o enfoque dele para que ele seja um Hub de boas práticas, o lugar que a gente possa fazer a construção dessa agenda de país.

E em relação a Joaquim Barbosa e Marina Silva…

Eu não estive com o Joaquim. Eu gosto muito do Joaquim.Tive boas conversas com ele ao longo da vida, mas não tive com o Joaquim no pós-eleição. Mas é um nome que tem que estar. Quem está próximo do Agora! com a gente é o Armínio (Fraga), (Paulo) Hartung… Alguns nomes que eu gosto e estão se aproximando, mas que vão funcionar como conselho consultivo. A Marina foi pra mim, a pessoa física, foi um presente que a vida me deu nesse período eleitoral. É uma mulher muito correta, muito elegante, muito altruísta, com convicções modernas. A Marina tem um papel importante no Brasil como um todo. Agora, acho que ela não acredita muito em partido. Até que a rede não se estruturou como o partido, era uma rede de gente que pensava parecido…Agora, o Roberto Freire está de volta sentado no PPS disposto a reorganizar, a mudar de nome…O Roberto, o PPS foi, sem dúvida, o partido que mais se abriu para os movimentos cívicos de renovação. Ele entendeu que ali o PPS beberia de novos ares.Os movimenos cívicos tem que respeitar o Roberto nesse sentido, que entendeu e se abriu para a renovação.

Está preparado para daqui a quatro anos ser indagado sobre uma candidatura à Presidência?

Vai ter um projeto de País desenhado. Tenho certeza que lideranças que vão aparecer…

Mas agora todas as suas opiniões serão vistas do ponto de vista da política…

Eu sou muito curioso. Acho que a televisão que eu faço foi apontar soluções para o Brasil. Quando você começa a pensar políticas públicas é algo muito desafiador. Eu realmente quero tentar contribuir da maneira mais intensa possível que eu puder. Para que quando a gente tiver 70 anos, a gente possa olhar para o lado e ver um País menos desigual. E essa contribuição é um ciclo de aprendizado intenso que eu estou me propondo, dedicando tempo de ouvir, ler, trocar ideia, descobrir, encontrar gente, curar gente…Tem tanta gente competente afim de contribuir e que tem sido um aprendizado muito grande. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Fonte: Agência Estado
Clique para comentar

Comentar

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

*

É Destaque

Com derrota do PT e aliados de Bolsonaro, eleição aponta despolarização

Publicado

dia

Por

Resultado das urnas mostra a resiliência do sistema democrático, apesar das ameaças de retrocesso autoritário. Pleito impõe derrota ao PT, que não obteve prefeitura de nenhuma capital, e dificulta reeleição de Bolsonaro. MDB sai fortalecido

(crédito: Fábio Rodrigues Pozzebom/ABR)

Um balanço do segundo turno das eleições municipais não altera as tendências apontadas pelo primeiro: houve uma despolarização política, que mostra a resiliência do sistema democrático brasileiro, apesar das ameaças de retrocesso autoritário observadas em alguns momentos recentes da vida nacional. Destaque para o fato de que a apuração dos pleitos não teve os atrasos do primeiro turno, o que enfraquece as críticas ao sistema de urnas eletrônicas, protagonizadas pelo presidente Jair Bolsonaro. Os partidos de centro-esquerda e centro-direita saíram fortalecidos: MDB, PSDB, DEM e PP, principalmente, somando novas capitais ao bom resultado obtido no primeiro turno.

Grande derrotado no primeiro turno, o presidente Jair Bolsonaro não conseguiu se recuperar no segundo, apesar da vitória de alguns poucos aliados, como Delegado Pazolini (Republicanos), em Vitória. Seus aliados mais importantes, Marcelo Crivella (Republicanos), no Rio de Janeiro, e Capitão Wagner (Pros), em Fortaleza, perderam. Engana-se, porém, quem imagina que o chefe do Executivo virou um pato manco. Tendo o governo federal sob seu controle, ele pode mitigar essas derrotas. E continuar sendo o mais forte candidato a uma vaga no segundo turno das eleições de 2022.

 

Ilustração

Ilustração (foto: Editoria de ilustração)

A reeleição líquida e certa de Bolsonaro, porém, foi o sonho de uma noite de verão. Teria de fazer tudo certo e contar com muita sorte até lá, o que não é muito provável, por causa do histórico de trapalhadas na Presidência e porque as circunstâncias (crise sanitária, volta da inflação, desemprego em massa) ainda são muito desfavoráveis para o seu governo. De qualquer forma, são potenciais aliados de Bolsonaro os prefeitos eleitos em Rio Branco, Tião Bocalom (PP); Manaus, David Almeida (Avante); João Pessoa, Cícero Lucena (PP); Belo Horizonte, Alexandre Kali (PSD); e Campo Grande, Marquinhos Trad (PSD). Sem partido, Bolsonaro é assediado pela cúpula do PP para que dispute a reeleição pela legenda; já o PSD pode derivar em direção à oposição.

A esquerda

No outro extremo do espectro político, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva sai enfraquecido do segundo turno, que não confirmou a tendência de recuperação apontada no primeiro. As derrotas de Marília Arraes, no Recife, e de João Coser, em Vitória, deixaram o partido sem nenhuma prefeitura de capital. Além disso, a emergência da liderança de Guilherme Boulos, na disputa de segundo turno em São Paulo, e a vitória de Edmilson Rodrigues, em Belém — ambos do PSol —, quebram o hegemonismo do PT no campo da esquerda.

O triunfo de João Campos (PSB), no Recife, em eleição disputadíssima, na qual a hegemonia do clã Arraes esteve ameaçada, deixará sequelas para o relacionamento do PSB com o PT. O maior ponto de contato entre os dois partidos foi o apoio do governador do Espírito Santo, Renato Casagrande, ao candidato do PT em Vitória, mas a derrota do petista João Coser inviabiliza esse eixo de aliança. Sem um nome próprio para disputar a Presidência, o PSB deriva na direção de Ciro Gomes, o pré-candidato do PDT, um dos grandes vitoriosos do segundo turno no campo da esquerda. Venceu em Fortaleza, com Sarto Nogueira, e em Aracaju, com Edvaldo Nogueira. Em ambas as capitais, sinaliza o sistema de alianças que pretende construir para sua candidatura, mais amplo do que o do PT, que está perdendo espaço, também, para o PSol.

O centro

Já o MDB obteve um resultado espetacular no segundo turno, elegendo Arthur Henrique, em Boa Vista; Emanuel Pinheiro, Cuiabá; Maguito Vilela, Goiânia; Sebastião Melo, Porto Alegre e Dr. Pessoa, Teresina. Com isso, em número de prefeituras, ultrapassa o DEM e o PSDB, que elegeram quatro prefeitos de capital, cada uma. O MDB ainda é o fiel da balança no Congresso, mas não tem um projeto próprio para a Presidência. Em contrapartida, pela projeção estratégica, as vitórias de Bruno Covas, em São Paulo, e Eduardo Paes, no Rio de Janeiro, desequilibram o jogo a favor do PSDB e do DEM, respectivamente.

O PSDB venceu, também, em Natal, com Álvaro Dias; em Palmas, com Cinthia Ribeiro; e Porto Velho, com Hilton Chaves. A manutenção da Prefeitura de São Paulo, porém, por causa de sua importância, fortalece a candidatura do governador tucano João Doria à Presidência. Já a vitória de Eduardo Paes, na Prefeitura do Rio de Janeiro, coroa um desempenho excepcional do DEM que, no primeiro turno das eleições, conquistou as prefeituras de Florianópolis, com Gean Loureiro; Curitiba, Rafael Greca; e Salvador, Bruno Reis. A cúpula da legenda namora a candidatura à Presidência do apresentador Luciano Huck, cuja filiação à legenda disputa com o Cidadania.

Eleitos no 1º turno

Belo Horizonte
Alexandre Kalil (PSD) 63,36%

Salvador
Bruno Reis (DEM) 64,20%

Natal
Álvaro Dias (PSDB) 56,58%

Campo Grande
Marquinhos Trad (PSD) 52,58%

Florianópolis
Gean Loureiro (DEM) 53,46%

Ver mais

É Destaque

Brasília será pioneira em projeto de realidade virtual

Publicado

dia

Por

Nesta quarta, a Secretaria de Turismo e a Oganização das Cidades Brasileiras Patrimônio Mundial da Humanidade (OCBPM) lançam projeto para trazer o turismo de forma diferente para a capital

(crédito: divulgação )

A Secretaria de Turismo do Distrito Federal e a Organização das Cidades Brasileiras Patrimônio Mundial da Humanidade (OCBPM) lançam, nesta quarta-feira (2/12), a campanha Brasília Patrimônio Mundial em Realidade Virtual. A ideia é explorar o potencial do turismo mesmo em meio a uma pandemia. O lançamento será as 17h em um reunião pelo Zoom.

O projeto de histórias imersivas desenvolve uma série de conhecimento preservação e entretenimento em realidade virtual nos 23 sítios culturais, naturais e mistos do Patrimônio Mundial Brasileiro. Brasília será pioneira do projeto. “Escolhemos Brasília para começar este trabalho, porque Brasília é de todos os brasileiros. Tem uma riquíssima arquitetura, cultura e arte e esta comemorando sessenta anos é Patrimônio Cultural Mundial. Será um presente para o Brasil e para a humanidade”,explica Mario Ribas, presidente da OCBPM, em nota.

Com o projeto, qualquer pessoa com com um celular, computador ou óculos de realidade virtual, poderá literalmente passear pela arquitetura e urbanismo de nossa moderna capital. E ainda a pessoa não será só um observador. Nesse projeto, o cidadão interage com um amigo virtual. Para participar é só baixar um  link e pelo celular.

Segundo a organização, a ideia surgiu da dificuldade que o Brasil tem em divulgar seus atrativos turísticos. Em breve, outras cidades também contarão com o projeto. Ouro Preto, (MG), Olinda, (PE), São Miguel das Missões (RS), Salvador, Congonhas, (MG), São Raimundo Nonato (PI), São Luís, Diamantina (MG), Cidade de Goiás, (GO), São Cristovão (SE), Rio de Janeiro, Pampulha, (BH) e o Sítio Arqueológico do Cais do Valongo (RJ) estão na lista.

O projeto de realidade virtual inclui ainda os biomas brasileiros, como Pantanal, cerrado, Amazônia e as ilhas atlânticas brasileiras, como Fernando de Noronha e Atol das Rocas.

Para que pudesse sair do papel, o projeto foi aprovado em um programa de financiamento a projetos culturais que une financiamento coletivo e o aporte do Banco Nacional de Desenvolvimento Social (BNDES). A cada um real doado por algum brasilense, o BNDES aporta R$ 2. A meta de arrecadação é de R$ 95 mil, já foram arrecadados R$ 19 mil. Mas o recurso só será liberado se a população estiver participando. Para participar é só clicar aqui.
.
E quem doa ainda ganha alguma recompensa. Pode ser um salto de pára-quedas in door, um óculos de realidade virtual, uma camiseta transada, eco copos, um jantar. Produtos e experiências de empresas de Brasília que já se engajaram no projeto.

Ver mais

É Destaque

Duas pessoas ficam feridas em tiroteio na Rodoviário do Plano Piloto

Publicado

dia

Por

As vítimas foram levados ao hospital; até o momento, ninguém foi preso

(crédito: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)

Duas pessoas ficaram feridas em um tiroteio na noite desta sexta-feira (27/11) na Rodoviária do Plano Piloto. Segundo a Polícia Militar, uma das vítimas, que foi atingida no peito, seria tio do suspeito de efetuar os disparos. A outra vítima estava passando pelo local quando foi atingida na perna.  As duas foram levadas ao Hospital de Base e, até o momento, ninguém foi preso.

Uma terceira pessoa também teria sido atingida por uma das balas de raspão na perna e deixou o local andando sem esperar por socorro.

Ainda segundo a polícia, o desentendimento teria sido entre dois vendedores ambulares que são tio e sobrinho, na plataforma superior da Rodoviária por volta das 21h. Ao todo, foram efetuados nove disparos. A ocorrência foi atendida pelo  6º Batalhão de Polícia Militar.

Ver mais

É Destaque

Taxa de desemprego do DF fica acima da média nacional, aponta IBGE

Publicado

dia

Por

243 mil moradores do DF estavam desempregados no 3° trimestre de 2020, uma taxa de 15,6%, acima da média brasileira de 14,6%. Empregados, porém, tiveram o maior rendimento médio do país

(crédito: Ana Rayssa/CB/D.A Press)

O desemprego entre moradores do Distrito Federal segue sendo um desafio a se enfrentar no ano de 2020. A taxa de pessoas desocupadas no DF ficou acima da média nacional no terceiro trimestre do ano. Os números são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), divulgada nesta sexta-feira (27/11) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Ao todo, os resultados mostraram 243 mil moradores do DF desempregados entre agosto, setembro e outubro de 2020, uma taxa de 15,6%, acima da média brasileira (14,6%). A porcentagem se manteve estável em relação ao segundo trimestre do ano, que manteve o mesmo valor, enquanto outras dez unidades da Federação apresentaram aumento.

Houve ainda queda de 9,9% no número de empregados do setor privado com carteira assinada. Apesar de estar acima da média nacional, a taxa de desemprego fez o DF cair da 8ª posição para a 12ª entre a maiores do país, entre os dois últimos levantamentos trimestrais do IBGE. Entre os trabalhadores informais, o Distrito Federal foi a segunda região com as menores taxas.

Foi registrado um índice de informalidade de 28,6% no DF, maior somente do que o percentual de Santa Catarina, com 26,9%. O cálculo da capital leva em conta os 110 mil empregados no setor privado sem carteira de trabalho assinada, os 42 mil empregados domésticos sem carteira assinada, os 13 mil empregadores sem CNPJ, os 203 mil trabalhadores por conta própria sem CNPJ e os 7 mil trabalhadores familiares auxiliares.

 

 

Ver mais

É Destaque

Ambulatório do Hran volta a atender especialidades médicas

Publicado

dia

Por

Consultas estavam suspensas na unidade desde abril devido à pandemia do novo coronavírus. A UTI começa, gradativamente, a receber casos gerais

(crédito: Ed Alves/CB/D.A Press – 11/3/20)

O ambulatório do Hospital Regional da Asa Norte (Hran) voltou a atender especialidades médicas. Devido à pandemia, as consultas com especialistas tinham sido direcionadas para unidades da Região Central, como a policlínica do Lago Sul, o Adolescentro e o Centro de Orientação Médico Psicopedagógica. A retomada dos serviços na unidade de saúde inclui, também, a oferta de exames.

Os consultórios de Geriatria e do Crisdown, no entanto, não voltarão à unidade de saúde neste primeiro momento.

A porta de entrada para ser atendido nos ambulatórios da rede pública é pelas unidades básicas de saúde que referenciam, quando necessário, os pacientes para serem atendidos na Atenção Secundária. De acordo com a direção do Hran, a internação de pacientes que não estão com a covid-19 e são tratados pelo ambulatório também já é possível.

Segundo a Secretaria de Saúde, nos últimos meses, 95% dos atendimentos do Hran foram concentrados no enfrentamento da covid-19. Foram mantidos apenas os ambulatórios de fisioterapia dos queimados e pneumologia, além do atendimento da emergência de queimados.

O Hran está se reestruturando e remodelando para voltar aos seus atendimentos clínicos, cirúrgicos e, também, no centro assistencial, por ser um formador de médicos residentes em mais de 12 especialidades.

A unidade voltará, em breve, a atender especialidades no pronto-socorro, como ginecologia e cirurgia. A exceção continua sendo a clínica médica, que permanecerá atendendo exclusivamente pacientes com suspeita, ou confirmados, com o novo coronavírus.

Vinte leitos de UTI do Hran, que eram leitos exclusivos para atender pacientes com covid-19, começaram a ser disponibilizados gradualmente para pacientes portadores de outras enfermidades. O sétimo andar da ala de internação do hospital será exclusivo para atender esses pacientes.

Com informações da Secretaria de Saúde

 

Ver mais

É Destaque

Por suspeita de ataque hacker, TRF-1 retira do ar portal da Justiça Federal do DF e de 13 estados

Publicado

dia

Por

Administração do tribunal informou que sistemas foram colocados em modo restrito ‘para adequada investigação’. Consultas a processos e emissão de certidões online estão indisponíveis.

Sede do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) — Foto: Saulo Cruz/Ascom TRF-1

A suspeita de um ataque hacker fez o Tribunal Regional Federal 1ª Região (TRF-1) retirar o portal do ar, na manhã desta sexta-feira (27). Em nota, a administração do tribunal afirmou que os sistemas foram colocados em modo restrito como medida preventiva.

Segundo o TRF-1, que tramita processos de 13 regiões e do Distrito Federal, uma publicação veiculada em redes sociais falava sobre uma invasão ao site do Judiciário.

“Assim todos os sistemas foram colocados em modo restrito para permitir adequada investigação, sendo que, até o momento, não se identificou nenhum ativo de TI comprometido”, diz trecho da nota.

Por conta da medida, consultas processuais e a emissão de certidões online estavam indisponíveis até a última atualização desta reportagem, às 13h. A Corte não deu detalhes se houve o vazamento de arquivos.

Nota do TRF-1 sobre indisponibilidade do sistema — Foto: TRF-1/Divulgação

Nota do TRF-1 sobre indisponibilidade do sistema — Foto: TRF-1/Divulgação

 

O TRF-1 reúne processos dos seguintes estados:

  • Acre
  • Amazonas
  • Roraima
  • Rondônia
  • Amapá
  • Pará
  • Mato Grosso
  • Tocantins
  • Maranhão
  • Piauí
  • Bahia
  • Minas Gerais
  • Goiás
  • Distrito Federal
Print de imagem divulgada por hackers que dizem ter invadido o sistema do TRF-1 — Foto: Divulgação

Print de imagem divulgada por hackers que dizem ter invadido o sistema do TRF-1 — Foto: Divulgação

O ataque foi comemorado nas redes sociais pelos invasores, que afirmam ter capturado os dados, mostrando a “vulnerabilidade” do sistema do TRF-1.

Sistemas invadidos por hackers

No dia 3 de novembro, o sistema de informática do Superior Tribunal de Justiça (STJ) foi alvo de um ataque cibernético. A corte acionou a Polícia Federal para investigar o caso.

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Luiz Fux, defendeu a necessidade de aprimoramentos nos sistemas digitais do Poder Judiciário.

De acordo com o ministro, os ajustes são necessários porque ainda está em andamento o projeto “Juízo 100% Digital”, que prevê a realização de todos os atos processuais exclusivamente por meio eletrônico e de maneira remota.

Na mesma semana, no dia 5 de novembro, a Secretaria e Economia do Distrito Federal identificou uma tentativa de ataque hacker aos sistemas do Governo do Distrito Federal, o GDFNet. O sistema de comunicação do Ministério da Saúde ficou fora do ar no mesmo dia, deixando o órgão sem internet, telefone fixo e emails corporativos.

Leia íntegra da nota do TRF1- sobre a suspeita de ataque hacker

“A administração do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), por meio da Secretaria de Tecnologia da Informação (Secin), informa que, em decorrência de publicação veiculada em redes sociais de que ocorrera uma invasão ao ambiente tecnológico do TRF-1, foram adotadas medidas preventivas para a preservação do ambienta.

Assim, todos os sistemas do Tribunal foram colocados em modo restrito para permitir adequada investigação, sendo que, até o momento, não se identificou nenhum ativo de TI comprometido.”

Ver mais

Hoje é

segunda-feira, 30 de novembro de 2020

Publicidade

Disponível nosso App

Publicidade

Escolha o assunto

Publicidade

Viu isso?