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Economia

Bolsonaro e Guedes falam em criação de uma moeda comum com a Argentina

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Chamada de “peso real” pelo presidente brasileiro, nova moeda seria um projeto de “muito a longo prazo”, assim como um banco central supranacional

Notas de 100 pesos argentinos são mostradas em uma fotografia tirada em Buenos Aires, na Argentina (Diego Giudice/Bloomberg/Bloomberg)

Buenos Aires — Brasil e Argentina estão negociando a criação de uma moeda única para os dois países e um banco central supranacional para conduzir a política monetária comum, confirmaram nesta quinta-feira à Agência Efe, fontes oficiais argentinas.

A iniciativa, da qual poucos detalhes foram revelados e é apresentada como um projeto de “muito a longo prazo”, foi conhecida no mesmo dia em que o presidente Jair Bolsonaro realizou a sua primeira visita de Estado à Argentina desde que chegou ao poder, em janeiro. Ele se reuniu com o mandatário argentino Mauricio Macri, e se encontrou com empresários.

Foi neste último compromisso que, segundo veículos de imprensa argentinos, Bolsonaro e o ministro da Economia, Paulo Guedes, se referiram à negociação para criar uma espécie de “peso real” e um banco central supranacional.

“É algo muito a longo prazo. A moeda comum pode ser um projeto de longo prazo, mas requer uma convergência macroeconômica prévia”, disse à Efe as fontes argentinas, confirmando que Paulo Guedes e o ministro da Fazenda da Argentina, Nicolás Dujovne, avançaram nas conversas e voltarão a tratar o tema na próxima cúpula do G20, em Osaka (Japão), no final deste mês.

Tanto o peso argentino – que tem sido altamente volátil e desvalorizado em mais de 50% no ano passado – quanto o real são duas moedas de mercados emergentes que sofrem de forma habitual os caprichos da economia internacional e os dois países, especialmente a Argentina, registram inflação alta.

A ideia de adotar uma moeda comum já surgiu em outras ocasiões da relação bilateral argentino-brasileira, embora não tenha seguido a diante.

Durante todo o dia, Macri e Bolsonaro e outros membros de seus governos apoiaram fortemente a necessidade de impulsionar o Mercosul.

“O Mercosul requer eficiência no comércio entre os membros, mas também que seja uma plataforma de abertura e de eficiência para o resto do mundo, como se vê em negociações estratégicas que estão perto de concluir, como a com a União Europeia”, disse o ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo.

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Economia

Impacto com reforma da Previdência é de R$933,5 bi em 10 anos, diz Marinho

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Secretário especial de Previdência e Trabalho tinha previsto uma economia de R$ 900 bilhões após a votação do primeiro turno

Rogerio Marinho: secretário não confirmou valor oficial, mas está à espera da autorização de Paulo Guedes (Marcelo Camargo/Agência Brasil)

O secretário de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia Rogério Marinho, afirmou nesta quinta-feira, 18, que a economia esperada agora com a reforma da Previdência é de um total de despesas economizadas em dez anos de R$ 914,3 bilhões. Com adição do CSLL, há acréscimo de R$ 19,2 bilhões. Com isso, o total geral da economia da reforma da Previdência em dez anos chega a R$ 933,5 bilhões.

“Sem entrar na questão do direito adquirido, essa reforma tem o maior impacto paramétrico no mundo”, disse. “Estamos apresentando ao País a maior e mais abrangente reestruturação previdenciária”, afirmou. “Não tenho dúvidas de que a votação do 1º turno impactou todos nós, País amadureceu o tema”, afirmou.

A previsão é baseada no texto que foi aprovado em primeiro turno pela Câmara dos Deputados no último dia 12 de julho. No final, foram aprovadas mudanças que suavizaram as regras para homens, mulheres, professores e policiais.

A Câmara desidratou a reforma em 24,5%. Tal qual enviado ao Congresso, o texto previa um impacto positivo de R$ 1,237 trilhão de em uma década.

Na semana passada, mesmo com as mudanças, Marinho tinha afirmado que a economia com a reforma nas regras de aposentadoria e pensão ficaria em torno de R$ 900 bilhões em dez anos. No entanto, a equipe econômica refez as contas e divulgou nesta quinta nova previsão.

O texto aprovado no primeiro turno propõe que os homens só poderão se aposentar aos 65 anos e as mulheres, aos 62 anos, com um tempo mínimo de contribuição de 15 anos (homens e mulheres). A modalidade da aposentadoria por tempo de contribuição – que exige tempo mínimo de 35 anos (homens) e 30 anos (mulheres) vai acabar, caso a reforma seja aprovada da forma como está. Os novos critérios valerão para quem ainda não começou a trabalhar. Quem já está trabalhando e contribuindo para o INSS ou o setor público terá regras de transição.

A reforma pode sofrer novas alterações ainda. O segundo turno da proposta deve ser votado na segunda semana de agosto na Câmara. Nesta fase, deputados podem retirar trechos da proposta.

 

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Economia

Aplicativos ajudaram financiamento de veículos a crescer 9,1%

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Uber, 99 e Cabify são serviços que costumam ser adotados por desempregados

Uber, 99 e Cabify: de acordo com a Associação Nacional das Instituições de Crédito, Financiamento e Investimento, a influência dos aplicativos é “notória” (Victor J. Blue/Getty Images)

Os aplicativos de transporte estão impactando o mercado de crédito para veículos. Os financiamentos para compra de carros, motos e caminhões cresceu 9,1% no primeiro semestre deste ano em comparação com o mesmo período de 2018.

Segundo levantamento da B3, que opera o Sistema Nacional de Gravames (SNG), os financiamentos possibilitaram a compra de 2,87 milhões de unidades, sendo que 1,06 milhão são veículos novos – aumento de 9,7%. Os usados totalizaram 1,81 milhão de unidades, uma alta de 8,7%.

Entre os fatores que explicam o aumento das vendas está o mercado criado pelos aplicativos como Uber, 99 e Cabify. “Muita gente que fica desempregada enxerga no setor de transportes uma alternativa de renda e para isso precisa de um automóvel”, ressalta a coordenadora da graduação em Economia do Instituto de Ensino e Pesquisa, Juliana Inhasz.

Esse crescimento promovido pelos investimentos em automóveis, seja comprados ou alugados, para fazer o transporte de passageiro já vem sendo observado desde o ano passado, de acordo com o economista chefe da Associação Nacional das Instituições de Crédito, Financiamento e Investimento, Nicola Tingas. “Tem um impacto importante. Desde o ano passado isso é notório”.

Mercado ainda fraco

Tingas destaca que esse crescimento não significa um aquecimento do mercado de consumo, mas um investimento dos que pretendem trabalhar nesse sistema. “Para mim, esse tipo de financiamento indireto via Uber não é um consumo. Ele não comprou um carro para uso pessoal ou para lazer”.

Nesse sentido, de compras de veículos como ferramenta de trabalho, também vai o aumento das compras de caminhões, que representaram a maior expansão percentual no período.

Nos primeiros seis meses de 2019 foram financiadas 128,8 mil unidades de veículos pesados, uma alta de 23,47% em relação ao primeiro semestre de 2018.

Juliana Inhasz disse que há uma recuperação do mercado após quatro anos recessivos devido a melhora da renda e das condições de crédito, com juros mais baixos.“Apesar da alta ser significativa, a gente está falando de uma base muito ruim. Parece uma bruta de uma alta, mas, na verdade, é uma recomposição, a gente está tentando recuperar um setor que tinha sofrido muito com a crise”.

Entre os fatores que indicam condições mais favoráveis na economia está, segundo a professora, a queda no desemprego. “Tem uma melhora do mercado, porque a taxa de desemprego tem caído, devagar, mas tem caído”.

Apesar das boas notícias, a economista acredita que há um longo caminho pela frente antes da indústria automobilística voltar ao mesmo patamar que teve antes da crise. “Pelo menos 6 anos de trabalho para voltar ao que era em 2012, 2013. Em um cenário otimista”, disse.

 

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Economia

FGTS: Adiamento de saque dá mais tempo para que Caixa organize atendimento

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Em 2017, a Caixa preparou um esquema de atendimento que previu a abertura das agências mais cedo e nos fins de semana no período

Caixa: Banco pede tempo para se preparar para atender clientes em busca do saque do FGTS (Pilar Olivares/Reuters)

Brasília — Além do impasse sobre a parcela que poderá ser retirada das contas do FGTS, a Caixa também foi responsável pelo adiamento da liberação dos recursos do fundo. O Estadão/Broadcast apurou que representantes do banco estatal reclamaram que estava muito em cima da hora para colocar de pé um plano de atendimento aos trabalhadores para o saque do FGTS.

Em 2017, para que 25,9 milhões de trabalhadores retirassem R$ 44 bilhões das contas inativas (de contratos anteriores) do FGTS, a Caixa preparou um esquema de atendimento que previu a abertura das agências mais cedo e nos fins de semana no período, que foi de 10 de março a 31 de julho.

Como o Estadão/Broadcast revelou, a ideia defendida no Ministério da Economia é permitir que os trabalhadores saquem entre 10% e 35% dos recursos das contas ativas do FGTS dependendo do tamanho do saldo que possuem no fundo. A equipe econômica também defende que a mesma proporção seja aplicada às contas inativas (de contratos de trabalhos anteriores).

V pelo Estadão/Broadcast, é limitar os saques para os demitidos sem justa causa. Hoje, é possível resgatar tudo o que tem no fundo nessa situação. A equipe econômica defende pôr um limite e, para compensar, permitir que, todo ano, seja possível sacar uma parcela no mês de aniversário. As propostas foram entregues ao presidente Jair Bolsonaro quarta à noite. Ele seria o responsável por bater o martelo.
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