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Bolsonaro diz que encaminhará reforma administrativa ao Congresso no dia 3

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Reforma administrativa vai criar novas regras para futuros servidores públicos, como menores salários de entrada e “mais degraus” para a ascensão

Jair Bolsonaro: “Tivemos reunião muito produtiva com os líderes e tomamos duas decisões, a primeira é encaminhar na quinta-feira a reforma administrativa, que fique bem claro não atingirá nenhum dos atuais servidores” (Marcos Corrêa/PR/Divulgação)

O presidente da República, Jair Bolsonaro, afirmou nesta terça-feira, 1º de setembro, que enviará na próxima quinta-feira 3, ao Congresso a proposta de reforma administrativa, que pretende reestruturar as carreiras dos servidores públicos. Ao lado do ministro da Economia, Paulo Guedes, e de líderes partidários do chamado ‘Centrão’, Bolsonaro fez questão de ressaltar que as novas regras devem atingir apenas os futuros servidores.

“Tivemos reunião muito produtiva com os líderes e tomamos duas decisões, a primeira é encaminhar na quinta-feira a reforma administrativa, que fique bem claro não atingirá nenhum dos atuais servidores. Ela se aplicará apenas aos futuros servidores concursados”, disse Bolsonaro.

No ano passado, a equipe econômica apresentou ao presidente uma proposta de reforma administrativa, mas Bolsonaro preferiu engavetá-la.

Pelo que foi divulgado, a ideia era propor menores salários de entrada no serviço público e colocar “mais degraus” para a ascensão nas carreiras do funcionalismo, cuja escada hoje chegaria ao topo rápido demais.

Além disso, novos concursados devem ter mais exigências de tempo e qualidade do serviço antes de conquistarem estabilidade nos cargos.

Guedes: “Sinalização positiva”

Após o presidente Jair Bolsonaro anunciar o envio da reforma administrativa ao Congresso ainda esta semana, o ministro Paulo Guedes (Economia) afirmou que a proposta é “importante” e a decisão busca passar uma sinalização positiva para o futuro. Assim como Bolsonaro, ele ressaltou que a reforma não atinge os atuais servidores.

“Importante, sinalizando para o futuro, a retomada das reformas. A reforma administrativa é importante, como o presidente deixou claro, desde o início, não atinge os direitos dos servidores públicos atuais, mas redefine toda a trajetória do serviço público para o futuro, serviço de qualidade, com meritocracia”, disse Guedes.

Segundo ele, o envio da reforma é importante para mostrar que o governo não está apenas olhando para a sociedade “a curto prazo” com a prorrogação do auxílio emergencial, mas também “toda a classe política brasileira está pensando no futuro do País implementando as reformas”.

Guedes classificou o encontro desta terça com líderes partidários, que chamou de base do governo, como “excelente” e “muito bom”.

O ministro não fez menção durante sua fala ao plano Renda Brasil que tem sido preparado por ele como substituto ao Bolsa Família.

“Foi uma reunião excelente, a base do governo e o presidente chegaram a duas decisões, uma estender essa camada de proteção à população brasileira, o presidente não deixou ninguém para trás” afirmou Guedes sobre a prorrogação do auxílio emergencial com parcelas de R$ 300.

“Dentro da nossa ideia do que é possível fazer com o recurso que nós temos, estender por 4 meses o valor de R$ 300 de auxílio”, disse o ministro após o café da manhã.

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Guedes: Brasil poderá ter zero de perda de empregos formais em 2020

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Guedes afirmou que o número de vagas abertas em outubro foi o maior para um mês da série histórica do Caged

(Marcos Corrêa/PR/Divulgação)

O ministro da Economia, Paulo Guedes, disse nesta quinta-feira que o país poderá chegar ao final do ano com zero de perda de empregos formais no acumulado de 2020.

Em fala à imprensa, Guedes disse que o número de vagas abertas em outubro — de 394.989 — foi o maior para um mês da série histórica do Caged (cadastro de empregos formais), iniciada em 1992.

“Se terminarmos o ano com zero de perda de empregos no mercado formal, terá sido um ano histórico para a economia brasileira”, disse Guedes.

 

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Confiança do comércio cai 2,3 pontos em novembro, diz FGV

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A segunda queda consecutiva na confiança do comércio mostra que voltam a surgir obstáculos para recuperação do setor

(Lucas Landau/Reuters)

O Índice de Confiança do Comércio (Icom) caiu 2,3 pontos na passagem de outubro para novembro, para 93,5 pontos, a segunda queda consecutiva, informou nesta quinta-feira, 26, a Fundação Getulio Vargas (FGV). Em médias móveis trimestrais, o indicador recuou 1,2 ponto.

O problema já existia muito antes de chegar a crise do coronavírus, mas vai se agravar em 2021, devido a serviços represados durante a pandemia, sobretudo na área de saúde.

“O segundo resultado negativo da confiança do comércio, em novembro, mostra que voltam a surgir obstáculos para recuperação do setor. A piora no mês foi influenciada pela percepção de redução do ritmo de vendas e ligeiro aumento das expectativas em relação aos próximos meses, mas ainda em patamar baixo. A dificuldade na recuperação da confiança do consumidor, a redução dos benefícios do governo e o cenário ainda negativo do mercado de trabalho sugerem que a retomada do comércio ainda pode encontrar mais obstáculos e que o ritmo pode ser mais lento do que o observado nos últimos meses”, avaliou Rodolpho Tobler, coordenador da Sondagem do Comércio no Instituto Brasileiro de Economia da FGV (Ibre/FGV), em nota oficial.

Em novembro, houve piora na confiança em quatro dos seis principais segmentos do comércio.

O Índice de Situação Atual (ISA-COM) recuou 5,4 pontos, para 99 7 pontos. Já o Índice de Expectativas (IE-COM) subiu 0,9 ponto, para 87,5 pontos.

A coleta de dados para a edição de novembro da Sondagem do Comércio foi realizada entre os dias 3 e 24 do mês, com informações de 802 empresas.

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Ibovespa futuro abre em queda e perde os 110 mil pontos antes de Caged

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Em sessão de baixa liquidez por feriado nos Estados Unidos, investidores realizam lucros após índice tocar maior pontuação em 9 meses

Bolsa: Ibovespa recua após fechar na maior pontuação desde fevereiro (Germano Lüders/Exame)

O Ibovespa futuro abriu em queda nesta quinta-feira, 26, com os investidores realizando lucros, após o índice fechar pela primeira vez acima dos 110.000 pontos desde meados de fevereiro. Com o mercado americano praticamente inativo devido ao feriado de Ação de Graças, é esperado um pregão de baixa liquidez. No radar dos investidores estão os dados do Caged referentes ao mês de outubro, que serão divulgados somente às 16h. Acompanhe a cobertura abaixo.

A mediana das expectativas do mercado compilada pela Bloomberg é de que o Caged revele criação de 220.000 empregos formais. Caso confirmada a estimativa, o  dado será o quarto mês consecutivo de recuperação do mercado de trabalho formal. Por outro lado, representará uma desaceleração, tendo em vista que os dados de setembro apontaram para a criação de 313.564 empregos.

Ao menos o ministro da Economia, Paulo Guedes, está otimista com os dados que serão revelados nesta tarde. “Tivemos Caged positivo nos últimos meses e amanhã tem mais”, disse o ministro em encontro com investidores na quarta-feira, 25.

 

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Guedes afirma que resultado do Caged de outubro deve ser positivo

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O mercado formal de trabalho deve ter o quarto mês seguido de abertura líquida de vagas em outubro, segundo as estimativas de 22 instituições financeiras

Paulo Guedes: “Tivemos Caged positivo nos últimos meses e amanhã tem mais. É possível que a gente termine o ano perdendo 200 mil ou 300 mil empregos” (Alan Santos/PR/Divulgação)

O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou nesta quarta-feira 25, que o resultado do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) de outubro deve ser novamente positivo. A pasta irá divulgar os dados nesta quinta-feira, 26.

“Tivemos Caged positivo nos últimos meses e amanhã tem mais. É possível que a gente termine o ano perdendo 200.000 ou 300.000 empregos. Isso é um quarto do que foi perdido na recessão de 2015 e na recessão de 2016”, afirmou, em participação com o presidente Jair Bolsonaro em um encontro com investidores promovido pelo Grupo Voto.

O mercado formal de trabalho deve ter o quarto mês seguido de abertura líquida de vagas em outubro, segundo as estimativas de 22 instituições financeiras consultadas pelo Projeções Broadcast. As previsões, todas positivas, vão de criação de 149.797 a 340.000 postos de trabalho do mês.

A mediana da pesquisa, de 213.329 vagas, representa desaceleração em relação às 313.564 de setembro. Um resultado em linha com o valor intermediário levaria o saldo acumulado em 2020 de fechamento de 558.597 postos em setembro para encerramento de 345.268 vagas em outubro.

Guedes voltou a dizer que o governo brasileiro foi o que mais gastou durante a pandemia e repetiu que isso fez com que a economia brasileira voltasse também com mais velocidade do que a de outros países, incluindo a China. “Nós caímos três meses e nos três meses seguintes já estávamos subindo”, completou.

O ministro voltou a reclamar das críticas em relação à passividade do governo — e da equipe econômica — diante dos desafios à frente para a saída da pandemia. “[O resultado do Caged] é uma evidência empírica do trabalho do governo. Agora as narrativas são outras, de que o governo não fez nada, não faz, não tem orientação. Mesmo em meio ao caos, à tragédia e à doença tivemos a capacidade de negociar politicamente que o dinheiro para a saúde não virasse aumento para o funcionalismo”, repetiu.

Guedes volta a cobrar do Congresso votação das reformas

O ministro da Economia, Paulo Guedes, voltou a cobrar do Congresso Nacional o avanço na tramitação de reformas que já foram enviadas pelo Executivo antes mesmo da pandemia de covid-19.

“As reformas estão lá, vamos avançar. O grande desafio da classe política hoje é não permitir que se perca essa arrancada da economia. É uma recuperação cíclica, forte. Os dados de consumo de energia, diesel, a arrecadação, o emprego — tudo indica isso”, afirmou, em participação com o presidente Jair Bolsonaro em um encontro com investidores promovido pelo Grupo Voto. “Já é um fato que Brasil vai crescer 3% ou 4% em 2021 se nós não fizermos besteira. Se fizermos besteira, afunda de novo”, completou.

“Contra os fatos não há argumentos. Contra os números não há narrativas que se sustentem. Nós trabalhamos e razoavelmente bem, para não dizer que fomos extraordinários ou excepcionais. O Brasil mostrou resiliência e eu dizia que o Brasil ia surpreender o mundo”, repetiu.

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PIB dos EUA sobe à taxa de 33,1% na revisão do 3º trimestre

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No segundo trimestre, em mesma base de comparação, o PIB americano mergulhou 31,4%.

EUA: “o aumento do PIB do terceiro trimestre refletiu os esforços contínuos para reabrir negócios e retomar atividades que foram adiadas ou restringidas devido à covid-19” (Anton Petrus/Getty Images)

O Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos cresceu à taxa anualizada de 33,1% no terceiro trimestre de 2020, indicou o Escritório de Análises Econômicas (BEA) do Departamento do Comércio em sua segunda leitura do indicador. O nível é o mesmo da primeira prévia e também igual ao esperado por analistas ouvidos pelo Wall Street Journal. No segundo trimestre, em mesma base de comparação, o PIB americano mergulhou 31,4%.

“O aumento do PIB do terceiro trimestre refletiu os esforços contínuos para reabrir negócios e retomar atividades que foram adiadas ou restringidas devido à covid-19”, destacou nota técnica do BEA.

O BEA informou também que o índice de preços de gastos com consumo (PCE, na sigla em inglês) subiu à taxa anualizada de 3,7% no terceiro trimestre.

Já o núcleo do PCE, que desconsidera preços de alimentos e energia, avançou 3,5% no mesmo intervalo. No segundo trimestre, os indicadores recuaram, respectivamente, 1,6% e 0,8%.

A próxima leitura do BEA sobre o PIB americano será divulgada em 22 de dezembro, às 10h30 (de Brasília).

O BEA informou também que o índice de preços de gastos com consumo (PCE, na sigla em inglês) subiu à taxa anualizada de 3,7% no terceiro trimestre.

Já o núcleo do PCE, que desconsidera preços de alimentos e energia, avançou 3,5% no mesmo intervalo. No segundo trimestre, os indicadores recuaram, respectivamente, 1,6% e 0,8%.

A próxima leitura do BEA sobre o PIB americano será divulgada em 22 de dezembro, às 10h30 (de Brasília).

 

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Covid-19 piora mercado de trabalho para quem tem mais de 50 anos

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Enquanto as contratações de jovens abaixo de 25 anos até superaram levemente a média, as vagas para os mais velhos não estão abrindo no mesmo ritmo

Caged: os desligamentos dos mais velhos estão voltando mais rapidamente à tendência histórica do que as dispensas de mais jovens (Amanda Perobelli/Reuters)

A covid-19 tornou o mercado de trabalho ainda mais avesso a trabalhadores acima de 50 anos, parcela que inclui o “grupo de risco” para a doença. Se antes da pandemia esse grupo já tinha dificuldades para se colocar profissionalmente, agora com a crise teve de lidar com a redução da oferta de novas vagas e o aumento de demissões.

Enquanto as contratações de jovens abaixo de 25 anos até superaram levemente a média, as vagas para os mais velhos não estão abrindo no mesmo ritmo. As admissões de pessoas com mais de 60 anos está em torno de 70% da média para meses de setembro, considerando o período entre 2012 e 2019.

Já nas demissões, ocorre o inverso. Embora o Caged costume ter saldos sempre negativos para as faixas etárias mais avançadas – devido à saída para a informalidade ou a aposentadoria -, os desligamentos dos mais velhos estão voltando mais rapidamente à tendência histórica do que as dispensas de mais jovens, que está bem abaixo da média observada para setembro nos últimos anos.

A plataforma Maturi, que atua como intermediadora entre empresas e profissionais de 50 anos ou mais, registrou uma queda de 80% na busca por trabalhadores em março e abril, no auge da pandemia. Em agosto e setembro, a procura aumentou 30% em relação a abril, enquanto em outubro a alta chegou a 60% na comparação com o momento mais crítico no ano.

Mesmo assim, as buscas ainda estão 30% abaixo do registrado em igual período de 2019, conta o CEO da Maturi, Mórris Litvak. A empresa também passou a ser mais procurada para conduzir demissões.

Desculpa

“O preconceito com os mais velhos acabou se intensificando na pandemia. É algo que já existia bem forte no mercado de trabalho e agora tem essa ‘desculpa’ de as pessoas serem teoricamente grupo de risco, e eu digo teoricamente porque não é todo mundo que tem 50, 60 anos que é grupo de risco. Muito mais que a idade depende da condição de saúde”, afirma.

Em maio, a plataforma fez uma pesquisa com 4.052 usuários e descobriu que 39,2% consideraram que a denominação “grupo de risco” resultou em maior preconceito na busca por uma vaga.

Em Brasília, uma menina de apenas 13 anos escreveu uma carta a empresas de limpeza urbana pedindo emprego para o pai, de 63 anos, que está desempregado. O caso foi noticiado pelo portal Metrópoles. Uma das companhias, a Sustentare, respondeu ao veículo que o trabalhador já havia integrado o quadro de funcionários da empresa, mas, devido à pandemia, foi necessário demiti-lo.

Ela também informou ao Metrópoles que “a recontratação de pessoas do grupo de risco vai ocorrer após a aprovação da vacina contra a covid-19”.

Procurada novamente pelo Estadão, a Sustentare modulou o discurso. “A empresa recebe normalmente os currículos de todos aqueles que pretendem uma posição na empresa e, no momento oportuno, as contratações serão feitas conforme a necessidade operacional”, disse em nota.

Em setembro, o Ministério Público do Trabalho (MPT) emitiu uma nota técnica ressaltando a importância de garantir igualdade de oportunidades e alertando que a dispensa discriminatória, inclusive por idade, é vedada por convenção da Organização Internacional do Trabalho (OIT) ratificada pelo governo brasileiro.

O órgão não possui números consolidados sobre o tema dos idosos na pandemia.

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sexta-feira, 27 de novembro de 2020

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