O preço do petróleo começou o dia perto de US$ 85, subindo mais de 2%, mas durante o dia caiu. O barril Brent, referência mundial, chegou a US$ 84,47 pela manhã e caiu para US$ 81,18 à tarde.
Nos dias anteriores, o petróleo subiu devido a conflitos no Oriente Médio, atingindo US$ 85,10 na última segunda-feira, o maior valor desde julho de 2024.
O petróleo WTI dos EUA também subiu pela manhã, depois caiu para US$ 74,29. A Guarda Revolucionária do Irã declarou controle total da passagem marítima entre o Golfo Pérsico e o Golfo de Omã. O presidente Donald Trump disse que a Marinha dos EUA pode escoltar navios e garantir seguros para o transporte, o que acalmou os mercados.
Scott Bessent, secretário do Tesouro dos EUA, disse que os mercados têm grande estoque de petróleo, e que anúncios importantes serão feitos em breve. Ataques a petroleiros e ameaças de bloqueio têm afetado rotas e causado medo de uma crise global de energia.
Analistas dizem que se os preços ficarem acima de US$ 80 depende da duração dos problemas no Oriente Médio. Existem estoques grandes para aliviar no curto prazo. O Brent pode ficar em torno de US$ 80 em março e cair para US$ 70 depois. Num cenário grave, pode passar de US$ 100.
No Brasil, o preço alto do petróleo pode aumentar a inflação, mas há ainda muitos fatores em jogo. O país exporta mais da metade do petróleo que produz, o que ajuda na entrada de dólares. Porém, importa diesel e gás de cozinha, o que aumenta custos. Décio Oddone, ex-diretor da Agência Nacional do Petróleo, diz que o preço alto aumenta arrecadação, mas pressiona combustíveis.
O diesel já estava com preço baixo em relação ao mercado internacional. A Petrobras faz ajustes só quando percebe mudanças maiores. Se o Brent ficar alto por muito tempo, a pressão para aumento de preços no diesel deve crescer, pois o mercado internacional para esse combustível está subindo mais que para a gasolina.
Economistas dizem que o risco maior não é alta imediata na inflação, mas o preço alto persistente num contexto global instável. Em ano eleitoral, o assunto dos combustíveis ganha ainda mais importância política.

