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sexta-feira, 16/01/2026

Bolsa bate novo recorde com atenção na liquidação da Reag

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A bolsa de valores teve alta de 0,25% nesta quinta-feira (5) e atingiu um recorde pelo segundo dia consecutivo, fechando aos 165.568 pontos.

O Ibovespa, principal índice do mercado brasileiro, chegou a 166.069 pontos no auge do pregão, superando pela primeira vez a marca de 166 mil pontos. O dólar, por sua vez, caiu 0,62%, fechando cotado a R$ 5,367.

Os investidores acompanharam o processo de liquidação extrajudicial da Reag, empresa envolvida em um caso de fraude bilionária ligada ao Banco Master. No cenário internacional, houve destaque para os desentendimentos entre o presidente Donald Trump e o presidente do Fed (Banco Central dos EUA), Jerome Powell, além da diminuição das tensões entre os EUA e o Irã.

O Banco Central declarou pela manhã a liquidação da Reag Trust, que está sendo investigada por supostamente participar de uma ciranda financeira que inflava ativos de forma artificial no caso Master usando fundos de investimento. Há também suspeitas de ligação da Reag com o PCC (Primeiro Comando da Capital).

Em novembro, a Reag gerenciava R$ 352 bilhões, segundo dados da Anbima. No ranking nacional de administradoras, ela ocupava a 11ª posição.

A liquidação veio um dia após a Polícia Federal realizar a segunda fase da operação Compliance Zero, que investiga fundos de investimento utilizados para inflar o patrimônio do Master.

De acordo com o Banco Central, a liquidação decorreu de graves violações às regras do sistema financeiro.

Segundo especialistas, a liquidação da Reag não deve causar impactos significativos na entrada de capital ou no mercado financeiro em geral.

O mercado vê a situação da Reag como um caso isolado e só reagiria negativamente caso as investigações alcançassem instituições maiores ou levassem a um risco financeiro maior.

Os investidores agora focam no cenário internacional. Donald Trump afirmou que não tem planos para demitir Jerome Powell, apesar das investigações em andamento contra ele relacionadas à reforma de prédios do Federal Reserve em Washington, com custo estimado em US$ 2,5 bilhões. Powell nega irregularidades e afirma que as ações contra ele são perseguições.

Jerome Powell tem resistido às pressões de Trump para baixar as taxas de juros. As decisões do Fed são baseadas em dados econômicos.

Trump está atento à opinião pública diante das eleições de meio de mandato em novembro, especialmente em relação ao custo de vida. O mandato de Powell termina em maio, e Trump cogita nomear o ex-diretor do Fed, Kevin Warsh, ou o chefe do Conselho Econômico Nacional, Kevin Hassett, para o cargo.

No âmbito das tensões militares, embora Trump tenha ameaçado intervir no Irã em apoio aos protestos contra o regime do aiatolá Ali Khamenei, ele recentemente suavizou sua postura, afirmando que a repressão no país tem diminuído e que não há planos para execuções.

Com a percepção do risco de conflito diminuindo, os investidores estão mais confiantes e animados para investir. A fala de Donald Trump de que não pretende substituir o presidente do Fed também contribuiu para essa melhora no sentimento do mercado.

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