O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e a Associação Brasileira de Desenvolvimento (ABDE) anunciaram, em Brasília, a criação do Observatório do Crédito para o Desenvolvimento (OCD).
Esta nova plataforma irá coletar e disponibilizar publicamente dados sobre os recursos de crédito direcionado no Brasil, permitindo avaliar seus efeitos na economia e no desenvolvimento, e auxiliar na elaboração de políticas públicas. Segundo o Banco Central, o crédito direcionado é regulado pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) e vinculado a recursos orçamentários, principalmente para investimentos de médio e longo prazo nos setores imobiliário, rural, e de infraestrutura. As fontes incluem depósitos à vista, caderneta de poupança, fundos e programas públicos.
Nelson Barbosa, diretor de Planejamento e Relações Institucionais do BNDES, afirmou que o observatório possibilitará avaliar impactos importantes, como geração de empregos, aumento de renda, e redução das emissões de gases de efeito estufa. Além disso, promoverá um debate técnico-científico baseado em dados robustos.
Maria Fernanda Coelho, presidente da ABDE, destacou que a plataforma irá criar metodologias para medir os efeitos econômicos, sociais e ambientais, acompanhando a eficácia do crédito e apoiando a tomada de decisões por políticas públicas e órgãos reguladores. Segundo ela, trata-se de aplicar inteligência para o desenvolvimento.
O projeto terá financiamento inicial do BNDES por 12 meses e contará com a participação de outras instituições do Sistema Nacional de Fomento (SNF). A plataforma será desenvolvida em parceria entre a ABDE e uma instituição de ensino superior, a ser definida, que contribuirá com suporte técnico e científico para curadoria de dados e desenvolvimento das metodologias.
A formalização da parceria está prevista para maio de 2026, com início das atividades técnicas nos meses seguintes. As primeiras publicações deverão ser divulgadas ainda em 2026.

