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Barcelona vive 5º dia de protestos após condenação de líderes separatistas

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Apesar da condenação dos líderes separatistas, a Justiça da Bélgica decidiu também deixar em liberdade condicional o líder independentista Carles Puigdemont

Catalunha: ao menos 18 pessoas ficaram feridas durante os protestos (Jon Nazca/Reuters)

A cidade de Barcelona vive nesta sexta-feira, 18, a quinta rodada de protestos após a condenação de líderes separatistas da Catalunha a penas de prisão que vão de 9 a 13 anos. A cidade espanhola voltou a registrar confrontos com a polícia na noite de quinta-feira, 17, quando um grupo de manifestantes de ultradireita e antisseparatistas tentou invadir um protesto separatista. As autoridades de saúde da Catalunha informaram que 18 pessoas ficaram feridas e a polícia local deteve 11 cidadãos.

Ao menos 46 voos com chegada ou saída da Catalunha foram cancelados nesta sexta-feira em razão de uma greve geral convocada por sindicatos pró-independência, segundo as autoridades espanholas. Os protestos bloquearam uma estrada na fronteira da região com a França em La Jonquera, a principal via em direção ao país vizinho.

O clássico entre Barcelona e Real Madrid, pela 10ª rodada do Campeonato Espanhol, programado para o dia 26 de outubro na capital catalã, foi adiado para uma data que ainda será definida pelos clubes em consequência da tensão na região.

O comitê de competição, órgão disciplinar da Real Federação Espanhola de Futebol (RFEF), concordou com o “adiamento do jogo previsto para o dia 26 de outubro de 2019 devido a causas excepcionais”, afirma a decisão anunciada nesta Sexta.

A Justiça da Bélgica decidiu também nesta sexta deixar em liberdade condicional o líder independentista catalão Carles Puigdemont, enquanto examina a ordem de extradição emitida pela Espanha contra ele, anunciou seu gabinete em um comunicado.

Espanha: protestos em Barcelona contra a prisão de líderes separatistas da Catalunha

O juiz belga “concordou em deixá-lo em liberdade (…) sem fiança e apenas com a obrigação de comunicar seu domicílio, viagens e atividades”, afirma a nota do gabinete de Puigdemont. Ele seguiu para a Bélgica em 2017 após a tentativa de secessão da Catalunha da Espanha.

Nova votação

O líder regional da Catalunha, Quim Torra, sugeriu na quinta-feira uma nova votação sobre a independência na região espanhola durante seu mandato em resposta à condenação de seus ex-líderes pela tentativa de secessão de 2017.

“Defenderei que essa legislatura (que expira no início de 2022) seja concluída com o exercício novamente do direito à autodeterminação”, disse ao Parlamento regional. “Todos conhecemos as dificuldades impostas pela repressão e pelo medo. Mas devemos seguir em frente e não ser intimidados por ameaças e proibições”, acrescentou.

Até quarta-feira (16) à meia-noite, com vários carros em chamas em Barcelona e coquetéis molotov lançados contra a polícia, Torra não condenou os atos. Em sua participação parlamentar, pediu apenas para “isolar e separar os provocadores e agitadores dos manifestantes separatistas”, mas também que sejam investigadas as ações da polícia subordinada a seu próprio governo por supostos excessos.

O chefe do governo espanhol de esquerda, Pedro Sánchez, que durante a quarta-feira se reuniu com lideranças dos principais partidos políticos, não anunciou qualquer medida extraordinária em relação aos distúrbios, como foi reivindicado pela oposição de direita, em plena campanha para as eleições legislativas de 10 de novembro.

Entre as medidas solicitadas está a aplicação da Lei de Segurança Nacional, que colocaria nas mãos do Estado as competências quanto à segurança da Catalunha e poderia, inclusive, abrir caminho para uma intervenção da autonomia regional, como a realizada em 2017 após a tentativa de secessão. (Com agências internacionais).

 

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Incêndios florestais se aproximam de Sidney e deixam Austrália em alerta

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Pelo menos três pessoas morreram e cerca de cem ficaram feridas, incluindo 20 bombeiros, por consequência da devastação pelas chamas

Incêndios: autoridades da Austrália declararam estado de emergência em parte do leste do país nesta terça-feira (AAP Image/Dan Peled/Reuters)

Johns River — As autoridades da Austrália declararam estado de emergência em parte do leste do país nesta terça-feira, por causa dos incêndios florestais registrados há uma semana e que já atingiram os arredores de Sidney.

Pelo menos três pessoas morreram e cerca de cem ficaram feridas, incluindo 20 bombeiros, por consequência da devastação pelas chamas, que queimaram cerca de 200 edifícios.

O Corpo de Bombeiros Rural divulgou nesta terça-feira que 85 focos permanecem ativos, mais da metade fora de controle e pelo menos 14 deles no nível de emergência.

Cerca de três mil soldados combatem as chamas em um dia com condições “catastróficas”. A temperatura deve atingir 37 graus com rajadas de vento de até 65 quilômetros por hora.

“O comportamento das chamas no front dos incêndios florestais está sendo fortalecido pelos ventos quentes e secos”, disse o comissário do Corpo de Bombeiros Rural, Shane Fitzsimmons, alertando que as piores condições são esperadas à noite .

O cheiro de fumaça é sentido quando se viaja na Pacific Highway, que corre ao longo da costa leste da Austrália. Em alguns trechos é possível ver como o fogo atravessou a estrada e varreu os dois lados.

A cidade de Johns River, localizada a 275 quilômetros de Sydney, é uma das áreas mais afetadas pelos incêndios.

No bairro de South Turramurra, 14 quilômetros ao norte de Sydney, foram declarados dois surtos e outras partes da cidade permanecem em alerta devido à proximidade de alguns incêndios florestais.

O comissário do Corpo de Bombeiros Rural alertou para a “dificuldade de controlar incêndios” e pediu às pessoas nas áreas de risco a “deixarem suas casas agora” e irem aos centros para desalojados antes que a situação piore.

Milhares de pessoas deixaram suas casas em resposta a esta recomendação e mais de 600 escolas permanecem fechadas.

Mais de três mil bombeiros, com a ajuda de voluntários e 60 aeronaves carregadas com água, combatem o fogo ao longo de uma faixa de mil quilômetros na costa leste da Austrália.

Desde o início do ano, os incêndios queimaram mais de 9 mil quilômetros quadrados, quase o dobro do tamanho do Distrito Federal, para termos de comparação.

A estação de incêndio na Austrália varia de acordo com a região do país e as condições climáticas, embora geralmente sejam registradas no verão do sul (entre dezembro a março).

Nos últimos anos, os incêndios florestais no país – que este ano também sofreu uma seca severa – aumentaram em intensidade e especialistas vinculam essa virulência aos efeitos das mudanças climáticas.

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Partido Trabalhista britânico sofre ataque cibernético antes de eleição

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Partido informou que o ataque foi de larga escala, mas não houve nenhuma invasão de dados

Reino Unido: a eleição será no dia 12 de dezembro (Jack Taylor/Getty Images)

Londres — O Partido Trabalhista do Reino Unido disse nesta terça-feira que suas plataformas digitais foram alvo de um ataque cibernético de larga escala, mas que acredita que não houve nenhuma invasão de dados, semanas antes de uma eleição nacional.

Um porta-voz da legenda disse que o partido de oposição ao governo do premiê Boris Johnson relatou o ataque ao Centro Nacional de Segurança Cibernética e que, embora a ação tenha “desacelerado algumas de nossas atividades de campanha”, estas haviam sido retomadas na manhã desta terça-feira.

O ataque foi uma tentativa fracassada e de curta duração de tirar o site dos trabalhistas do ar, disse uma autoridade de segurança com conhecimento do assunto à Reuters.

Uma investigação inicial indicou que a ação não foi particularmente sofisticada, disse a autoridade. “Na verdade foi bem cotidiano, nada mais do que seria de se esperar de forma frequente”.

Os serviços de segurança britânicos alertaram para o risco de ataques cibernéticos da Rússia e de outros países, inclusive durante eleições, quando os dois principais partidos do país lançaram campanhas na internet para direcionar suas mensagens ao público votante.

“Sofremos um ataque cibernético sofisticado e de larga escala contra nossas plataformas digitais trabalhistas”, disse o porta-voz em um comunicado.

“Adotamos ações rápidas, e estas tentativas fracassaram devido aos nossos sistemas de segurança robustos. A integridade de todas as nossas plataformas foi mantida e acreditamos que nenhuma invasão de dados ocorreu”.

O Centro Nacional de Segurança Cibernética, parte da agência de inteligência GCHQ, não estava disponível de imediato para comentar.

O Reino Unido vai às urnas no dia 12 de dezembro para uma votação que o primeiro-ministro, Boris Johnson, convocou para tentar romper o impasse da separação da União Europeia no Parlamento mais de três anos depois de o país votar a favor da desfiliação.

 

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China vai manter políticas macroeconômicas para atingir metas de 2019

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O primeiro-ministro da China afirmou que o governo fortalecerá o apoio à economia real

China: governo pretende quebrar barreiras ocultas ao investimento para melhorar o ambiente de negócios (Petar Kujundzic/Reuters)

Pequim — A China usará medidas de ajuste contracíclicas de maneira mais eficaz e vai manter as políticas macroeconômicas estáveis para garantir que as principais metas econômicas para este ano sejam alcançadas, afirmou nesta terça-feira o premiê Li Keqiang de acordo com a televisão estatal.

O governo melhorará o uso de títulos especiais de governos locais e fortalecerá o apoio à economia real, disse Li, segundo o veículo.

A China também quebrará barreiras ocultas ao investimento para melhorar o ambiente de negócios, acrescentou.

 

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