O Banco Central aprovou uma regra que permite aos bancos usarem os depósitos obrigatórios no Banco Central para compensar os valores que antecipam ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC).
Essa medida deve liberar cerca de R$ 30 bilhões para os bancos em 2026, sem prejudicar a liquidez do sistema financeiro.
O FGC é uma entidade que protege os clientes, garantindo que eles recebam até R$ 250 mil em caso da falência de um banco e até R$ 1 milhão a cada quatro anos por correntista.
O que acontece é que algumas instituições financeiras precisaram antecipar pagamentos para o FGC, que está recompondo seu fundo após a liquidação de alguns bancos, como o Banco Master.
Antes dessa mudança, os bancos tinham que deixar o dinheiro parado no Banco Central e ainda assim fazer esses pagamentos, o que diminuía a liquidez e poderia aumentar juros.
Agora, com a nova regra, os bancos podem descontar esses pagamentos usando os depósitos obrigatórios, mantendo mais dinheiro disponível para o mercado.
Os bancos podem escolher usar esse desconto sobre o dinheiro que está em contas-correntes ou em investimentos de prazo, como Certificados de Depósito Bancário (CDB).
O valor usado para compensar será reposto aos poucos, mês a mês, conforme as parcelas antecipadas forem vencendo.
Segundo o Banco Central, essa decisão ajuda a fortalecer o fundo que protege os clientes e, ao mesmo tempo, evita que falte dinheiro circulando no sistema, garantindo que o crédito continue estável.

