Pular para o conteúdo
Dólar R$ 5,08 ▼ 0,57% Euro R$ 5,87 ▼ 0,00% Libra R$ 6,84 ▼ 0,18% Bitcoin R$ 333.134 ▲ 0,34%
Economia

Bancos devolvem R$ 1,3 bilhão a apostadores de apostas online

Antônio Cruz/ Agência Brasil

Os bancos e instituições financeiras começaram a devolver nesta sexta-feira (9) cerca de R$ 1,325 bilhão que estava nas contas de apostadores depois do fim das plataformas de apostas online abrangidas pela Medida Provisória (MP) 1.394/2026, do governo federal.

A devolução deve alcançar aproximadamente 26,5 milhões de apostadores até a próxima quarta-feira (14). Os usuários tiveram até as 23h59 de segunda-feira (5) para retirar voluntariamente os valores das plataformas, que começaram a ser desativadas no dia seguinte.

As empresas de apostas enviaram até quinta-feira (8) os dados dos saldos vinculados aos CPFs e contas bancárias usadas nos depósitos para as instituições financeiras. A restituição seguirá o cronograma do governo, e os apostadores devem verificar as movimentações na conta usada para os depósitos.

Conforme o calendário divulgado, o período para devolução pelos bancos vai de 9 a 14 de outubro. Após essa data, a Caixa Econômica Federal ficará responsável pelos casos com impedimentos operacionais, intermediando os pagamentos que ainda estiverem pendentes.

O Ministério da Fazenda informou que as orientações para esta fase serão comunicadas pelos canais oficiais. O governo recomenda que os apostadores fiquem atentos aos comunicados oficiais e dos bancos.

Uma parte significativa dos valores está em contas com pouco saldo. O governo revelou que 86,2 milhões de contas tinham saldos entre R$ 0,01 e R$ 0,99, totalizando R$ 15,5 milhões. O número de contas é maior que o de apostadores, pois uma pessoa pode ter cadastro em mais de uma plataforma.

O governo também monitora os saldos altos que permaneceram nas plataformas. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, destacou que cerca de 40 CPFs estão em análise devido aos valores nas contas para investigar possíveis irregularidades, incluindo suspeitas de lavagem de dinheiro.

Para evitar fraudes na devolução dos valores, os apostadores devem consultar apenas os canais oficiais do governo e dos bancos, desconfiar de mensagens que cobrem taxas para liberar o dinheiro, não fornecer senhas ou códigos bancários a terceiros e confirmar diretamente com a instituição financeira qualquer informação sobre o pagamento. Não há necessidade de pagar qualquer valor para receber o saldo.

A medida provisória que determinou o encerramento das operações foi publicada em 25 de setembro e ainda precisa ser aprovada pelo Congresso Nacional para continuar válida.

Publicidade
Boletim Imprensa Pública

Comece o dia bem informado

O essencial do DF, do Entorno e do Brasil, de graça, no seu e-mail.