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sexta-feira, 16/01/2026

Avanços na proteção da Caatinga são destaque na Câmara após COP30

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Leônidas Cristino ressaltou a importância do bioma Caatinga durante reunião da Comissão de Meio Ambiente da Câmara dos Deputados. O encontro discutiu os progressos e desafios para preservação da Caatinga após os diálogos na COP30 em Belém (PA). Embora o bioma não tenha sido incluído na agenda principal da conferência, foi tema em eventos paralelos, ampliando sua visibilidade em instâncias internacionais.

Flavia Chuery, gerente de projeto para a COP30, mencionou painel dedicado à Caatinga, evidenciando sua função como sumidouro de carbono. Ela ressaltou que, mesmo sem consenso, o debate na conferência é significativo e importante para chamar atenção à causa.

Leônidas Cristino destacou que a Caatinga, que ocupa cerca de 70% do Nordeste, sempre foi pouco reconhecida, mas é essencial para o equilíbrio ambiental do país e para mitigar os efeitos das mudanças climáticas.

Investimentos e projetos em andamento

Thiago Belote Silva, diretor do Departamento de Florestas do Ministério do Meio Ambiente, anunciou plano para restaurar 12 milhões de hectares, dando prioridade para áreas da Caatinga. Ele também afirmou que a presença da Caatinga foi constante em discussões sobre restauração e conservação na COP30.

A integração entre acordos climáticos, biodiversidade e combate à desertificação foi reforçada durante o evento. Estudo da Unesp indicou que a Caatinga foi responsável pela captura de 40% do carbono anual no Brasil entre 2015 e 2022.

Para o estado do Ceará, totalmente inserido no bioma e o mais vulnerável, são utilizadas medidas específicas para orientar a conservação e o controle das emissões de gases de efeito estufa.

Rivaldo Couto dos Santos Júnior, do Ibama em Alagoas, comunicou que a fiscalização remota será adotada para monitorar o desmatamento da Caatinga.

Programas sociais e de desenvolvimento

O programa Sertão Vivo, idealizado pelo BNDES em cooperação com instituições internacionais, prevê investimento de R$ 1,8 bilhão para apoiar comunidades na Bahia, Ceará e Paraíba. Segundo Marcus Santiago, chefe do Departamento de Meio Ambiente do BNDES, até 1,8 milhão de pessoas poderão ser beneficiadas, incluindo 439 mil famílias de agricultores familiares em situação de vulnerabilidade.

Parte dos recursos vem do Fundo Verde para o Clima e do Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola, usando cadastro social para alcançar as famílias que mais necessitam.

Além disso, o Ministério do Meio Ambiente destacou os planos nacionais que visam o combate à desertificação e a recuperação da vegetação nativa, buscando gerar emprego, renda e segurança alimentar para a população. Complementarmente, o BNDES apoia o programa Floresta Viva, em parceria com o Banco do Nordeste, que é o principal financiador da agricultura familiar na região.

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