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Atual governador do ES, Paulo Hartung, decretou luto oficial de sete dias pelo assassinato de Camata

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Gerson Camata: ex-senador e ex-governador do Espírito Santo Gerson Camata (MDB) foi morto a tiros nesta quarta em Vitória (ES) (Geraldo Magela/Agência Senado)

O corpo do ex-governador do Espírito Santo e ex-senador Gerson Camata (MDB), de 77 anos, assassinado a tiros por um ex-assessor em frente a um restaurante na Praia do Canto em Vitória, será velado e enterrado hoje (27). O velório será de manhã no Palácio Anchieta, sede do governo capixaba, aberto ao público.

O sepultamento está previsto para as 15h no Cemitério da Serra, na região metropolitana de Vitória. O governador do Espírito Santo, Paulo Hartung, decretou ontem (26) luto oficial de sete dias no estado pela morte de Gerson Camata.

O secretário de Segurança Pública do Espírito Santo, Nylton Rodrigues, afirmou que Marcos Venício Moreira Andrade, de 66 anos, confessou ser o autor do disparo que matou o ex-governador. O acusado está preso. A arma utilizada no crime, sem registro, também foi apreendida pela Polícia Civil.Segundo o secretário, Marcos Venício foi assessor de Gerson Camata por cerca de 20 anos e, atualmente, o ex-governador movia uma ação judicial contra o ex-auxiliar, na qual a Justiça já havia determinado o bloqueio de R$ 60 mil da conta bancária do autor do crime.

Governador do ES decreta luto oficial

O governador do Espírito Santo, Paulo Hartung, decretou luto oficial de sete dias no estado em homenagem ao ex-governador Gerson Camata, que foi morto a tiros na tarde desta quarta-feira (26), em Vitória. O autor do crime foi Marco Venício Moreira Andrade, de 66 anos. Ele foi assessor de Camata por cerca de 20 anos e era processado pelo ex-governador.

“Recebi com muita tristeza a notícia da morte de um amigo, nosso querido ex-governador Gerson Camata. Gerson foi o primeiro governador eleito no nosso estado no período da redemocratização do país. Fez um governo realizador e que entrou para a história dos capixabas”, escreveu em nota. O governador disse ainda que suspendeu todas as suas agendas de trabalho para “acompanhar de perto” a apuração do crime. “Estou colocando o Palácio Anchieta à disposição da família Camata para que o funeral seja realizado na sede oficial do governo”.

O governador eleito do Espírito Santo, Renato Casagrande (PSB), que assume o comando do estado na próxima semana, também manifestou seu pesar pela morte de Gerson Camata. Pelo Twitter, ele se disse “consternado” com o crime e elogiou a trajetória do ex-governador.

“Consternado com o brutal assassinato do ex-governador Gerson Camata. Lamentável que um homem como ele, que tanto contribuiu para o desenvolvimento do nosso Estado, tenha perdido a vida de forma tão trágica”, escreveu. Fonte: Portal Exame

 

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Mortes de mais jovens por covid-19 indicam avanço de vacina

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Faixa etária das vítimas vem mudando nos últimos dois meses

© Tânia Rêgo /Agência Brasil.

Se no primeiro ano da pandemia de covid-19 no Brasil, que começou em março de 2020, de 70% a 80% dos óbitos estavam concentrados entre pessoas com mais de 60 anos, em março deste ano os números começaram a mudar e as mortes de pessoas mais novas, até 59 anos, já passam da metade.

É o que mostram os dados do Portal da Transparência do Registro Civil, que agrupa as informações sobre o número de mortes por suspeita ou confirmação de covid-19. Os dados dos cartórios sobre a pandemia começam no dia 16 de março de 2020. O levantamento feito pela reportagem da Agência Brasil inclui as informações lançadas até o início da tarde de hoje (18).

O coordenador do sistema InfoGripe da Fundação Osvaldo Cruz (Fiocruz), Marcelo Gomes, explica que essa tendência de redução da idade dos óbitos é influenciada por dois fatores. O primeiro deles é o avanço da vacinação no país, que iniciou no fim de janeiro pelas pessoas mais velhas.

“Agora a gente já está, felizmente, com uma população acima de 70 anos com uma cobertura de segunda dose bastante expressiva, acima de 80 anos já temos 80% da população com a segunda dose e passados mais de 20 dias da imunização. Pessoas de 60 anos já estão com uma cobertura de primeira dose bastante significativa, mas de segunda dose ainda não. Mas como as pessoas de 70 anos ou mais eram uma parcela importante dos óbitos, já começa, felizmente, a surtir um efeito”, afirmou Gomes em entrevista à Agência Brasil.

O outro fator apontado por ele para a redução da faixa etária dos óbitos é a maior circulação das pessoas em idades mais ativas.

“A outra parte se explica porque, quando a gente teve aquela subida [de casos e óbitos por covid-19] fortíssima a partir de fevereiro, nessas fases de crescimento muito acelerado, é usual a gente observar um aumento proporcional, relativo, da população mais exposta, ou seja, a que circula mais, que é a mais jovem. Teve um efeito desse período de transmissão acelerada, que afeta a população mais ativa.”

O InfoGripe monitora os casos de internação por síndrome respiratória aguda grave (SRAG) e, desde o ano passado, o indicador contabiliza os casos de covid-19. Entre os pacientes testados e com resultado positivo para vírus respiratórios, 96,1% constataram SARS-CoV-2 em 2021. No ano passado, foram 98% dos casos positivos para o novo coronavírus.

Segundo Gomes, o indicador de transmissibilidade de vírus respiratórios, que entrou no boletim do grupo de pesquisa esta semana, aponta que o vírus causador da pandemia está com circulação extremamente elevada na maior parte do país, o que impacta nos óbitos de pessoas mais jovens.

“O vírus em si, por mais que tenhamos novas cepas circulando, não tem nenhum dado sólido que mostre maior letalidade ou maior agravamento para a população mais jovem. A gente tem algumas cepas que estão com indício de serem mais transmissíveis, mas não com uma diferença significativa em termos de público afetado, de gravidade. Então, se a gente está com número agora relativamente maior em pessoas mais jovens, parte disso é justamente porque o número de infecções realmente está em um patamar extremamente elevado, é uma consequência disso.”

Transmissão

O pesquisador considera que os níveis de transmissão estão “inaceitáveis” e afirma que a queda na contaminação e nos óbitos verificada depois de abril não deve servir de parâmetro para diminuir a vigilância contra a covid-19.

“Nós melhoramos em relação a março deste ano. Só que março não é um referencial, porque março foi um pico completamente catastrófico, era uma situação completamente fora de escala. Então, a gente saiu de uma situação completamente absurda, mas a gente ainda não chegou em uma situação que a gente possa considerar sequer razoável.”

Ele alerta que, mesmo com a vacinação avançando, ainda não é o momento de voltar à “vida normal”. Segundo o pesquisador, se as pessoas vacinadas não continuarem tomando cuidado, podem acabar mais expostas à doença do que quem ainda não se imunizou.

“Está muito claro que as vacinas ajudam enormemente, mas elas não são uma armadura perfeita, não é uma barreira completamente intransponível. A eficácia não é 100%, ela não evita que todas as pessoas vacinadas desenvolvam caso grave ou venham a óbito. Não. Algumas dessas pessoas vão precisar se hospitalizar e, eventualmente, vão vir a falecer, mas num percentual menor do que os não vacinados. Agora, não é porque se vacinou que vai passar a se descuidar, já que pode aumentar tanto a exposição que passa a ficar com mais risco do que o não vacinado, que está se cuidando. Daí inverte a eficácia, porque ela leva em conta também o nível de exposição”.

De acordo com Gomes, é necessário que a queda na transmissão do novo coronavírus se sustente por um período mais longo, até atingir níveis pré-pandemia, para que então sejam retiradas as medidas restritivas de circulação e segurança sanitária, como distanciamento social e uso de máscara. Agência Brasil

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Randolfe e Renan abandonam sessão da CPI que ouve médicos

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Randolfe Rodrigues e Renan Calheiros abandonaram sessão da CPI Foto: Agência Senado/Marcos Oliveira

Ao deixar a sessão do colegiado, Renan disse que se recusava a fazer perguntas aos convidados

O relator da CPI da Pandemia, senador Renan Calheiros (MDB-AL), o vice-presidente, Randolfe Rodrigues (Rede-AP), e o senador Humberto Costa (PT-PE) abandonaram a sessão do colegiado realizada nesta sexta-feira (18), que teve como convidados médicos infectologistas favoráveis ao tratamento precoce contra a Covid-19.

Antes de deixar a sessão, Renan disse que se recusava a fazer perguntas aos convidados e ainda acusou o presidente Jair Bolsonaro de compartilhar “práticas criminosas”. Os médicos participantes da CPI nesta sexta são Ricardo Ariel Zimerman e Francisco Eduardo Cardoso Alves.

– Com todo respeito, mas eu me recuso a fazer qualquer pergunta aos depoentes. Não dá para continuar nesta situação. A CPI tem papel de dissuadir práticas criminosas, como essa do presidente da República – disse Calheiros.

Em resposta, o senador Luis Carlos Heinze (PP-RS) manifestou-se e disse lamentar-se pelo posicionamento de Renan de não ouvir dos depoentes. O parlamentar disse que Renan deveria questionar os médicos sobre a pesquisa de Manaus a respeito da hidroxicloroquina, mas foi ignorado por Renan.

– Dois pesos, duas medidas. Aqui tem médicos. A doutora Natália [Pasternak] não tratou nenhum paciente. Não tem o que perguntar por que não te interessa o tratamento que vossa excelência e muitos outros negam – apontou Heinze.

Além do presidente da CPI, senador Omar Aziz (PSD-AM), seguem na sessão os senadores Ciro Nogueira (PP-PI), Eduardo Girão (Podemos-CE), Marcos do Val (Podemos-ES), Jorginho Mello (PL-SC), além de Heinze. Tasso Jereissati (PSDB-CE), considerado independente, também registrou presença de forma virtual na sessão.

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Número de crianças vítimas de acidente de trabalho cresceu 30% em 2020

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Dados são de observatório do Ministério Público do Trabalho

Natal – Nos estacionamentos à beira-mar, crianças trabalham lavando o vidro dos carros (Valter Campanato/Agência Brasil)

O número de crianças brasileiras de 5 a 13 anos de idade que sofreram acidentes graves enquanto desempenhavam alguma atividade que pode ser classificada como trabalho infantil aumentou em 30% entre 2019 e 2020.

Dados atualizados do Observatório da Prevenção e da Erradicação do Trabalho Infantil, divulgados hoje (17), apontam que as ocorrências registradas no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), do Ministério da Saúde, saltaram de 83, em 2019, para 108 notificações em 2020.

O resultado do ano passado é o pior registrado desde 2007, superando as 104 notificações de 2011.

O mais preocupante, na avaliação de especialistas, é que o resultado não representa a real dimensão do problema, já que a subnotificação é um dos aspectos inerentes ao trabalho infantil, destacou o subsecretário de Pesquisa e Desenvolvimento da Secretaria de Pesquisa e Análise de Informações do Ministério Público do Trabalho (MPT), o procurador Luis Fabiano de Assis.

“A necessidade de políticas públicas baseadas em evidências é clara. Nosso [do Observatório] objetivo é maximizar a possibilidade de uma decisão de política pública de alocação de recursos, priorização, enfrentamento, combate, prisões, atuação do Estado e da sociedade civil, e de todas estas ações serem efetivas”, disse Assis ao justificar a importância dos dados reunidos pelo projeto conjunto do MPT e da Organização Internacional do Trabalho (OIT).

Mais de 30% das denúncias de trabalho infantil que chegam ao conhecimento das autoridades públicas por meio do Disque Direitos Humanos (Disque 100) dizem respeito ao trabalho infantil doméstico. Cerca de 15% tratam do aliciamento de crianças e adolescentes pelo narcotráfico.

Já a Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos indica que, entre 2012 e 2018, houve uma média de 6.459 protocolos de denúncias anuais de exploração do trabalho infantil. Em 2019, este número caiu para 4.246. Em 2020, mais uma queda e o registro de 2.371 denúncias.

 

O secretário Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente,Maurício Cunha,concede entrevista à Agência Brasil

O secretário Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente, Maurício Cunha – Marcello Casal JrAgência Brasil

“É necessária uma avaliação mais profunda. Talvez, tenhamos aqui uma tendência à subnotificação, como está acontecendo em relação aos casos de violência em geral contra crianças e adolescentes, considerando o distanciamento que esta criança teve da escola devido à pandemia”, afirmou o secretário dos Direitos da Criança e Adolescentes, Maurício Cunha

Jovens

Entre adolescentes de 14 a 17 anos com vínculo empregatício, foram registradas, em 2020, 556 notificações de acidentes de trabalho em geral (e não apenas graves), de acordo com o Observatório da Prevenção e da Erradicação do Trabalho Infantil,. Menos da metade das 1.202 ocorrências de 2019.

Para Assis, contudo, a redução não é resultado de medidas para assegurar a integridade dos aprendizes.

“Com o fechamento de empresas [devido à pandemia], houve uma redução do número de postos de trabalho. Talvez o número destas notificações tenha diminuído devido à redução [dos postos de trabalho em] que os adolescentes se expõem [aos riscos]”, disse o subsecretário, afirmando que, no geral, os resultados compilados pelo observatório em 2020 são piores que os de 2019.

“Não podemos esperar que quase nenhum dos dados tenha melhorado [em 2020] durante a pandemia, com exceção, talvez, dos de acidentes de trabalho [gerais] no setor formal”.

As informações compiladas pelo observatório também revelam que, entre 2012 e 2020, ao menos 46 adolescentes regularmente contratados morreram em consequência de acidentes de trabalho. Três destes óbitos ocorreram em 2020. Um, em 2019. O pior resultado do período, no entanto, ocorreu em 2012, quando 12 adolescentes perderam a vida trabalhando.

Um em cada cinco dos 18,8 mil acidentes envolvendo jovens de 14 a 17 anos com vínculo empregatício entre 2012 e 2020 foi causado por veículos de transporte (21% do total). Em seguida, vem a operação de máquinas e equipamentos (18%), tombos (13%), mobiliário e acessórios (10%), agente químico (9%), ferramentas manuais (8%), quedas de altura (7%), motocicleta (6%), entre outras causas.

Entre as atividades econômicas que mais causaram acidentes entre adolescentes figuravam o comércio varejista de mercadorias em geral, com predominância de produtos alimentícios – hipermercados e supermercados (21%), restaurantes e outros estabelecimentos de serviços de alimentação e bebidas (9%) e serviços de assistência social sem alojamento (4%).

As informações podem ser consultados na plataforma SmartLab.

Prejuízos

Durante o seminário digital que o MPT realizou esta manhã para apresentar os resultados, o secretário Nacional dos Direitos da Criança e Adolescentes, Maurício Cunha, afirmou que o ingresso precoce no mercado de trabalho de forma indevida, sem acompanhamento, oferece consequências que vão além dos riscos à integridade física.

“Além de reproduzir o ciclo de pobreza familiar, o trabalho infantil prejudica a aprendizagem, quando não a tira [a criança ou o adolescente] da escola e a torna vulnerável, em diversos aspectos, incluindo saúde, exposição à violência, assédio sexual, esforços físicos intensos, acidentes, entre outros. Quanto mais precoce a entrada no mercado de trabalho, menor é a renda obtida ao longo da vida adulta”, comentou o representante do Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos, afirmando que o trabalho infantil perpetua “os altos níveis de desigualdade social”.

No mesmo sentido, a secretária executiva do Fórum Nacional de Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil, Isa de Oliveira, falou sobre o desafio de o Estado brasileiro oferecer às famílias condições de manter as crianças estudando e em segurança integral “em meio a um cenário nada otimista”.

“Além do desafio de incluir as crianças que já não estavam [matriculadas] nas escolas, temos agora que [resgatar] aquelas que se afastaram em consequência da exclusão digital e das dificuldades familiares. Esta será uma estratégia importante para enfrentarmos o trabalho infantil”, destacou Isa, enfatizando que a pobreza é uma causa estrutural do trabalho infantil que só pode ser enfrentada com políticas de proteção social à população.

“Temos que estabelecer um patamar de compreensão e de consenso de que o trabalho infantil e seu aumento não acontecem por acaso. Isso resulta de decisões políticas, de omissões, que levam e motivam o agravamento desta violação aos direitos humanos e fundamentais de crianças e adolescentes. É necessário exigir a efetiva implementação de políticas públicas [de assistência]”, disse a secretária.

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Operação Le Mans: PF investiga contrabando de brasileiros ao exterior

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Grupo cobrava para enviar brasileiros ao México e depois aos EUA

Sede da Polícia Federal em Brasília

A Polícia Federal deflagrou hoje (17) a Operação Le Mans, com o objetivo de “encerrar as atividades de associação criminosa voltada ao contrabando de migrantes”. De acordo com os investigadores, a operação já prendeu alguns responsáveis pelo transporte de migrantes em território nacional e por pagamentos para o funcionamento do esquema criminoso.

Em nota, a PF informa que as apurações contabilizam o envio recente de 14 brasileiros ao México, país onde ainda se encontram aguardando instruções para cruzar a fronteira com os Estados Unidos. Outros sete brasileiros estão em São Paulo, onde aguardam orientações do grupo criminoso para migrar para o exterior.

“As investigações prosseguem para localizar as vítimas que ainda se encontram no México e aquelas que ainda não deixaram o território brasileiro. A promoção de entrada ilegal de brasileiro em país estrangeiro, com a finalidade de obter vantagem econômica, é crime punido com reclusão de até cinco anos”, informa a PF.

Dois mandados de busca e apreensão e dois mandados de prisão preventiva expedidos pela 35ª Vara Federal (Seção Judiciária de Minas Gerais), estão sendo cumpridos nos municípios mineiros de São Joaquim de Bicas e Abre Campo.

Segundo a PF, as investigações tiveram início em razão da fuga de um homem com a filha de 3 anos para o Paraguai. “Após sua prisão, em 5 de junho, na fronteira com o Paraguai, e a recuperação da criança pela mãe, as investigações também identificaram a existência de associação criminosa envolvida na promoção de migração ilegal de brasileiros para os Estados Unidos da América, com o fim de obter vantagem econômica”, detalha a PF.

Agência Brasil

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Jovem de 23 anos diagnosticado com variante peruana morre no Rio Grande do Sul

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Em 23 de maio, Jairo foi transferido de avião para o Hospital de Clínicas de Porto Alegre, onde veio a óbito na manhã desta quinta-feira, 17.

(crédito: Fusion Medical Animation/Unsplash)

Um paciente diagnosticado com a variante peruana da covid-19, a C37, morreu em Porto Alegre. Jairo Dias Piazer Junior, de 23 anos, estava internado na capital gaúcha desde o dia 21 de maio. Este era o primeiro caso da variante no Estado. O caminhoneiro era natural de Itaqui, cidade da fronteira oeste, e retornava de uma viagem a São Paulo. Já no caminho de volta para a cidade, começou a sentir os sintomas da doença, tendo seu quadro agravado no dia 21, quando foi internado no Hospital São Patrício, em Itaqui. Em 23 de maio, Jairo foi transferido de avião para o Hospital de Clínicas de Porto Alegre, onde veio a óbito na manhã desta quinta-feira, 17.
A assessoria da Prefeitura de Itaqui informou, em nota, que todos os contatos feitos por Jairo já estão sendo investigados, bem como outras informações a respeito da variante C37. Já o Hospital de Clínicas ressaltou, também em nota, que na data de hoje o paciente já era considerado não contaminante, ou seja, já não transmitia mais o vírus.
Butantan detecta variantes
Em mapeamento inédito, o Instituto Butantan identificou 19 variantes do coronavírus no Estado de São Paulo. Segundo os dados do estudo, a cepa predominante é a Gama (P.1), identificada originalmente em Manaus. Conforme esse levantamento, a variante peruana também já foi registrada na região da Baixada Santista.
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Senadores pretendem abrir a caixa de documentos da CPI da Covid

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Comissão vai retirar o sigilo de documentos considerados de interesse público e sem justificativa para serem mantidos em segredo. Colegiado tem 1,5 terabytes de arquivos do Executivo e de empresas. Governistas questionam a decisão

Randolfe Rodrigues, Omar Aziz e Renan Calheiros defenderam a reclassificação dos documentos, feita pela Consultoria Legislativa e pela secretaria da CPI – (crédito: Pedro França/Agência Senado)

A CPI da Covid vai retirar, ainda nesta semana, o sigilo de um terço dos documentos recebidos pela comissão. O colegiado tem 1,5 terabytes de arquivos do governo federal e de empresas, resultantes de pedidos diversos de informação. Parte do material, porém, foi mal classificada ou colocada sob segredo sem justificativa. De acordo com senadores, existem casos de documentos que estão abertos no Portal da Transparência, mas foram enviados aos parlamentares com solicitação de sigilo. Durante a sessão de ontem, governistas questionaram a mudança de status dos conteúdos.

Segundo o presidente da CPI, Omar Aziz (PSD-AM), no pacote de documentos existem informações que não necessitam da classificação de sigilosos. Ele citou como exemplo uma mensagem do embaixador do Brasil nos Estados Unidos, Nestor Foster, comemorando a doação de 2 milhões de comprimidos de cloroquina para o país. “Habemus cloroquina” (temos cloroquina), escreveu o diplomata. O medicamento é recomendado pelo presidente Jair Bolsonaro e por outros negacionistas no governo para o tratamento da covid-19, embora não tenha eficácia comprovada contra a doença.

Para Aziz, esse não é o tipo de mensagem que um embaixador deveria enviar durante uma pandemia e lembrou do número de mortos pelo novo coronavírus (até ontem, 493.693). Ele foi severo com Foster. “Se isso for sigiloso, eu não sei. Se um embaixador escreve isso dessa forma, não dá para levar a sério. Eu não acreditei que fosse verdade o palavreado do embaixador”, reprovou. “E a Comissão de Relações Exteriores tem de tomar providência em relação a esse tipo de linguajar. Vamos chegar até o fim da semana com 500 mil mortos. Cidades inteiras se foram. (…) Não estamos vivendo um filme. É a realidade.”

O senador governista Marcos Rogério (DEM-RO) sugeriu ao colegiado que pedisse aos próprios órgãos e empresas a reclassificação dos documentos. Também apoiador do Planalto, Ciro Nogueira (PP-PI) fez coro. “Existe uma preocupação que está bem expressa no Conselho de Ética. Não podemos revelar documentos sigilosos em poder da CPI”, argumentou. “Não vejo disputa política na situação, mas tem de ter cuidado. Com um grupo avaliando, pode chegar a um bom termo, sem que no futuro seja levantado que a CPI cometeu algum crime.”

O presidente da comissão refutou a ideia. “Há até documentos que estão no Portal da Transparência, e o governador mandou para cá como sigiloso, uma forma de tentar obstruir a investigação”, rebateu Aziz. “Vamos ter os cuidados. Queremos manter a CPI na investigação concreta. Vamos reclassificar o que não entendemos como sigiloso. Agora, mandar de volta para eles dizerem, vamos terminar a CPI e não teremos uma resposta”, acrescentou.

O vice-presidente do colegiado, Randolfe Rodrigues (Rede-AP), destacou que o assunto já foi deliberado. “Há duas semanas, esta comissão apreciou requerimento do senador Renan Calheiros (MDB-AL). O que ocorreu a partir daí foi um trabalho exaustivo da consultoria da Casa com a secretaria da comissão para ver, dos documentos, quais podem ser desclassificados”, disse. “O que faz a classificação de sigilo é a lei, mas vieram documentos de empresas privadas. Empresa privada fazendo classificação de sigilo ofende a legislação.”

 

 

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