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Mundo

Ativos brasileiros no mercado externo continuam voláteis após vitória de Lula

Reprodução

O mercado financeiro internacional começou esta terça-feira (27/10) mostrando forte volatilidade, mantendo as oscilações nos preços dos ativos brasileiros negociados fora do país. Essa instabilidade decorre da confirmação da vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno das eleições brasileiras, realizado no domingo (25/10).

Após a pior reação do mercado a um resultado eleitoral desde 2002, os ativos e recibos de ações (ADRs) do Brasil no exterior refletem os impactos políticos e econômicos da reeleição do presidente petista.

Na manhã desta terça, durante o pré-mercado, o fundo de índice iShares MSCI Brazil ETF (EWZ), que é o principal fundo brasileiro negociado na Bolsa de Nova York (NYSE Arca), iniciou o pregão com queda de aproximadamente 7,14%, valendo US$ 31,71, em comparação ao fechamento do dia anterior.

Ao longo das primeiras horas, o ativo apresentou leve recuperação, estabilizando em torno de US$ 34,24, alta de 0,26% em relação ao fechamento da segunda-feira, que foi de US$ 34,15.

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No pregão da segunda-feira, o mesmo fundo registrou queda de 19,82%, caindo de US$ 42,59 na sexta para US$ 34,15 no encerramento.

Desempenho dos principais ativos brasileiros no exterior

  • Petrobras (PBR): As ações ordinárias e preferenciais apresentaram pouca variação, com investidores cautelosos devido a incertezas sobre investimentos e dividendos.
  • Vale (VALE): Segue acompanhando o mercado de commodities, especialmente o minério de ferro na China, com oscilações moderadas.
  • Setor financeiro (Itaú, Bradesco e Nu Holdings): Teve volume expressivo de negociação, em meio às expectativas sobre taxas de juros e políticas fiscais no Brasil.

O interesse dos investidores estrangeiros por ativos brasileiros está variando entre busca por diversificação frente às bolsas de tecnologia dos Estados Unidos e dúvidas sobre as direções econômica e fiscal do novo mandato de Lula.

No mercado doméstico, a B3 registrou forte queda na segunda-feira, fechando em 177.608 pontos, queda de 13,88%, marcando um dos piores resultados da história da bolsa.

No início do pregão, houve interrupção temporária das negociações (circuit breaker) para conter os impactos da queda acentuada do Ibovespa futuro, que opera antes da abertura oficial do mercado. As operações foram retomadas às 10h40, mas a volatilidade seguiu alta, com o índice caindo até 16,94% às 10h46.

Durante a manhã, a bolsa continuou instável, com leve recuperação após as 11h30, ainda assim encerrando o dia com perdas significativas.

Já o dólar comercial fechou a segunda-feira em alta, cotado a R$ 5,40, valorização de 8,22% em relação ao fechamento da sexta-feira anterior.

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