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AstraZeneca e Oxford suspendem testes de vacina por receio com segurança

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Porta-voz descreveu a pausa como “uma ação de rotina que deve acontecer sempre que houver uma doença potencialmente inexplicada em um testes”

Vacina: AstraZeneca suspendeu os testes de estágio final de sua aguardada candidata a vacina contra covid-19 (Paul Biris/Getty Images)

O porta-voz descreveu a pausa como “uma ação de rotina que deve acontecer sempre que houver uma doença potencialmente inexplicada em um dos testes, enquanto ela é investigada, garantindo a manutenção da integridade dos resultados”.

O porta-voz também disse que a empresa está “trabalhando para agilizar a revisão do evento único para minimizar qualquer impacto potencial no cronograma do teste”. As suspensões clínicas não são incomuns e ainda não está claro quanto tempo pode durar.

O progresso do teste da empresa — e de todas as vacinas em desenvolvimento — está sendo observado minuciosamente devido à necessidade urgente de opções que possam conter a pandemia global. Existem atualmente nove vacinas candidatas em testes de Fase 3. A vacina da AstraZeneca é o primeiro teste de vacina de Fase 3 suspensa até o momento.

A AstraZeneca deu início ao teste de Fase 3 nos EUA no final de agosto, e está sendo feito atualmente em 62 locais do território americano. Já os testes de fase 2/3 foram iniciados anteriormente no Reino Unido, Brasil e África do Sul.

O Brasil, por exemplo, encomendou 100 milhões de doses da vacina, segundo o Ministério da Saúde. O governo prevê investir 127 milhões de dólares no projeto e estima que cada dose da vacina vai custar 2,30 dólares.

Para a Organização Mundial da Saúde (OMS), a vacina britânica é a opção mais avançada no mundo em termos de testagem.

Na semana passada, a universidade e a farmacêutica assinaram um contrato com a biofarmacêutica anglo-sueca AstraZeneca para produzir sua vacina contra o novo coronavírus em larga escala.

Para aumentar a produção da vacina, a AstraZeneca vai pagar cerca 15 milhões de libras para a Oxford Biomédica — e a escala de produção pode ser aumentada caso necessário.

A Oxford Biomédica, por sua vez, espera receber um adicional de até 35 milhões de libras, mais o custo dos materiais para produzir a vacina em larga escala até o final de 2021 e atender a demanda global pro uma proteção contra a covid-19.

Quais são as fases de uma vacina?

Para uma vacina ou medicação ser aprovada e distribuída, ela precisa passar por três fases de testes. A fase 1 é a inicial, quando as empresas tentam comprovar a segurança de seus medicamentos em seres humanos; a segunda é a fase que tenta estabelecer que a vacina ou o remédio produz, sim, imunidade contra um vírus, já a fase 3 é a última fase do estudo e tenta demonstrar a eficácia da droga.

Uma vacina é finalmente disponibilizada para a população quando essa fase é finalizada e a proteção recebe um registro sanitário. Por fim, na fase 4, a vacina ou o remédio é disponibilizado para a população.

As outras que também estão na na fase três de testes são as versões da americana Moderna e a da chinesa Sinovac, que também será testada no Brasil.

Para a OMS, a vacina britânica é a opção mais avançada no mundo em termos de testagem.

Areitora da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), Soraia Smaili, em entrevista à GloboNews, afirmou que a vacina de Oxford pode ser distribuída no Brasil em junho de 2021, assim que o registro emergencial dela for aprovado.

A AstraZeneca e Oxford testarão sua vacina em mais de 50.000 pessoas no mundo todo. No Brasil, serão 5.000 voluntários testados em São Paulo, na Bahia e no Rio de Janeiro.

Em junho, o governo brasileiro anunciou uma parceria com Oxford para a produção de 100 milhões de doses quando a aprovação acontecer.

Antes a previsão da empresa anglo-sueca era que a vacina ficaria pronta já neste ano.

Como funciona a vacina de Oxford?

Chamada de ChAdOx1 (AZD1222), a proteção é baseada no adenovírus (grupo de vírus que causam problemas respiratórios, como resfriados) enfraquecido de um chimpazé. A vacina do Instituto de Biotecnologia de Pequim em parceria com a empresa chinesa CanSino também é feita com base no adenovírus

A opção também contém a sequência genética das espículas do SARS-CoV-2. “Quando a vacina entra nas células dentro do corpo, ela usa o código genético para produzir as espículas de proteínas do vírus. Isso induz a uma resposta imune, o que prepara o sistema imunológico para atacar a doença se ela infectar o corpo”, explica a universidade britânica em um comunicado publicado em seu site oficial.

A corrida pela cura

Nunca antes foi feito um esforço tão grande para a produção de uma vacina em um prazo tão curto — algumas empresas prometem que até o final do ano ou no máximo no início de 2021 já serão capazes de entregá-la para os países. A vacina do Ebola, considerada uma das mais rápidas em termos de produção, demorou cinco anos para ficar pronta e foi aprovada para uso nos Estados Unidos, por exemplo, somente no ano passado.

Uma pesquisa aponta que as chances de prováveis candidatas para uma vacina dar certo é de 6 a cada 100 e a produção pode levar até 10,7 anos. Para a covid-19, as farmacêuticas e companhias em geral estão literalmente correndo atrás de uma solução rápida.

Nenhum medicamento ou vacina contra a covid-19 foi aprovado até o momento para uso regular, de modo que todos os tratamentos são considerados experimentais.

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Ciência

Médico francês que defendeu hidroxicloroquina contra covid-19 admite estar errado

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Apesar de admitir que errou, Raoult continua a defender o uso da droga antimalária com a azitromicina; comunidade científica discorda

Hidroxicloroquina: medicação não traz benefícios para pacientes da covid-19 (CatLane/Getty Images)

“A hidroxicloroquina não reduz a mortalidade em casos do novo coronavírus“, disse Didier Raoult, médico francês que defendeu o uso da medicação para tratar a doença, em uma nota divulgada no National Center for Biotechnology Information (NCBI). A informação já havia sido confirmada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em meados de 2020, quando todos os estudos que averiguavam a eficácia da medicação no combate à pandemia foram pausados.

Em março do ano passado, Raoult fez um estudo com 42 pacientes internados por conta da covid-19. 16 deles foram tratados com a hidroxicloroquina, 8 com a combinação hidroxicloroquina-azitromicina e os outros 18 não receberam nada. Segundo a nota, no entanto, não houve diferença significativa entre os grupos para afirmar a eficácia da medicação.

Apesar de admitir que errou, Raoult continua a defender o uso da droga antimalária com a azitromicina e afirma que a combinação “foi capaz de reduzir o tempo de internação dos pacientes”.

A comunidade científica discorda. Um estudo realizado pela Universidade de Oxford mostrou que a cloroquina, além de não trazer benefícios para os infectados pelo SARS-CoV-2, também pode agravar os quadros em determinadas situações. Outra pesquisa mais recente, feita pelo Angers University Hospital com 250 pacientes, chegou a mesma conclusão.

A ineficácia do medicamento também foi comprovada por cientistas brasileiros. Cerca de 667 pacientes participaram do estudo, os homens eram a maioria e os voluntários tinham quadros leves ou moderados da doença. À época, a medicação foi administrada por até 15 dias e, no fim do período, nem o uso da cloroquina sozinha e nem quando combinada com a azitromicina demonstrou algum benefício em relação ao tratamento padrão para os casos da doença.

Raoult atualmente é alvo de uma investigação pelo Conselho Nacional da Ordem dos Médicos francês por conta de seus estudos sobre a cloroquina, bem como outros seis cientistas que participaram das pesquisas consideradas inexpressivas.

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Ciência

A ciência brasileira está na UTI – mas conseguiremos recuperá-la?

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Em tempos de coronavírus, produzir uma vacina nacional pode ser uma carta na manga. Mas, para Lucile Maria Floeter-Winter, da SBPC, isso não significa que os investimentos em ciência devem aumentar

Vacinação: em outros países, desenvolvimento científico é prioridade (Steve Parsons/Reuters)

A cada um real investido em ciência, existe um retorno de dez reais. A falta de investimento na área, entretanto, apenas aumenta o problema financeiro e causa atrasos no conhecimento científico do país. Sem verba, os laboratórios se tornam obsoletos, os insumos precisam ser cada vez mais importados de outros países, o que leva mais tempo, e é difícil manter talentos, que preferem oportunidades no exterior.

Para Lucile Maria Floeter-Winter, diretora da Sociedade Brasileira Para o Progresso da Ciência (SBPC), a falta de investimentos deixa o mercado da ciência brasileira menos atrativo tanto para empresas quanto para cientistas. “Isso não é levado em conta pela área econômica. Sem investimento, perdemos a competitividade, a soberania nacional e nos tornamos escravos de outros países”, diz Floeter-Winter.

Nosso parque de equipamentos na área biológica fica obsoleto muito rápido e a falta de investimento impede a renovação de equipamentos cruciais na pesquisa. A morosidade e a burocracia, que também são impedimentos importantes, atingem principalmente os insumos que são utilizados em pesquisa e não há mercado atrativo para a produção desses insumos no país.

Outro fator impactante importante reside na formação de pessoal qualificado. É difícil atrair jovens talentosos quando não há reconhecimento por seu trabalho, ou mesmo quando não há perspectivas de futuro – ou esses jovens acabam indo para outras atividades ou vão embora do país, o que é uma perda muito grande.

O que faz com que o capital estrangeiro e o setor privado brasileiro não invistam em pesquisas científicas no Brasil?

A covid-19 trouxe muitas lições que devem ser aprendidas, e a associação de instituições privadas com instituições públicas de pesquisa é uma das lições que precisam ser consolidadas. No Brasil não há tradição de uma união entre o setor privado e a ciência.

As empresas não estão acostumadas a fazer a demanda para a academia de perfis profissionais que elas podem absorver em seus quadros, o que poderia dar alguma perspectiva na formação de jovens doutores.

Já as empresas farmacêuticas estrangeiras, por exemplo, trazem as soluções das respectivas matrizes, que comumente são desenvolvidas por pessoas de seu país de origem.

Apesar dos problemas financeiros, os cientistas do Brasil conseguiram sequenciar o vírus da covid-19 antes do resto do mundo e fazem publicações quase que diariamente em relação ao novo coronavírus. O que isso mostra para o Brasil e para o resto do mundo?

Quando se fala em formação de pessoal qualificado, deve-se pensar no investimento feito desde a formação de ensino fundamental e básico, seguido pela formação superior, que se conclui com um doutorado de boa qualidade. Isso leva muito tempo.

O Brasil tem pesquisadores muito bem formados, a comunidade de cientistas brasileiros já é respeitada lá fora. O exemplo do sequenciamento do material genético do vírus é excelente.

Um grupo que já aplicava esse tipo de técnica em seus estudos (financiados pela FAPESP), pode rapidamente aplicar seu conhecimento e expertise resolvendo a sequência do material genético do coronavírus. Sem esse suporte de bons grupos atuantes em áreas diversas, não é possível estabelecer essa competência.

Existe a possibilidade real de uma vacina brasileira ser desenvolvida contra a covid-19? Quais são os maiores empecilhos nessa empreitada?

Há alguns grupos de pesquisa brasileira estudando o desenvolvimento de uma vacina contra o SARS-CoV-2. Os maiores empecilhos são a burocracia e a demora na aquisição de insumos.

Qual seria o impacto de o Brasil conseguir produzir uma vacina nacional para o SARS-CoV-2? Isso aumentaria a autoestima do brasileiro em relação ao que é feito dentro do próprio país e fomentaria mais investimentos no setor?

O impacto positivo seria enorme. Mas veja o caso do vírus zika, por exemplo: o Brasil conseguiu, em pouco tempo, estabelecer a correlação entre a presença do vírus na gestante e o nascimento de crianças com microcefalia — o que foi um achado brilhante e importante, impedindo um aumento do número de casos. Isso não foi suficiente para estimular o investimento em pesquisa.

Mesmo com vacinas aprovadas no momento, faz sentido seguir com as pesquisas para o desenvolvimento de outras imunizações contra a covid-19?

As vacinas da Pfizer e da Moderna foram desenvolvidas com a colaboração de cientistas que já vinham estudando a possibilidade de se fazer uma vacina de RNA há muito tempo.

As pesquisas devem sempre continuar, desde que estejam alicerçadas em bases da boa ciência, ou seja, utilizem o método científico para chegar a conclusões sólidas. É preciso lembrar que ciência é um processo dinâmico. Se não for alimentado constantemente, perde-se.

Por serem dinâmicos, os resultados podem ser agregados e novas hipóteses podem ser formuladas e testadas, esse é progresso que resulta do desenvolvimento científico, e a possibilidade de aplicação desses conhecimentos leva ao desenvolvimento tecnológico e à inovação.

Qual a importância financeira de se investir em ciência no Brasil?

Para cada valor investido em ciência, há um retorno de cerca de 10 vezes, ou seja, a cada real investido na área, existe um retorno de dez reais. Isso não é levado em conta pela área econômica.

Sem esse investimento perdemos a competitividade, a soberania nacional e nos tornamos escravos de outros países, tendo que sempre comprar a solução, que custa dez vezes mais do que um investimento inicial custaria.

Existe alguma forma de nos prepararmos para futuras pandemias?

Outras pandemias irão ocorrer. Respeitar o planeta Terra e seu ecossistema é a forma que o mundo deve adotar para evitar que novos agentes patogênicos se espalhem. O Brasil precisa aprender a respeitar suas florestas, o pantanal, proteger sua biodiversidade, que é riquíssima. Essa é a maneira de se preparar.

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Ciência

Falta de verba e burocracias: o que atrasa o desenvolvimento de uma vacina brasileira contra a covid-19

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A vacina em spray nasal, 100% brasileira, está ainda na fase de testes pré-clínicos e engatinha pela falta de investimentos na ciência no Brasil

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Ciência

Um asteroide vai atingir a Terra em 2022? Não é bem assim

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Segundo a Nasa, chances de o asteroide causar problemas são baixas. Se por um acaso nada afortunado o asteroide caísse na Terra, o impacto conseguiria causar uma explosão maior que Hiroshima e Nagasaki

Terra: risco de asteroide atingir planeta é baixo (NASA/Divulgação)

Um asteroide de cerca de 13 metros de diâmetro passará perto da Terra em maio de 2022, com um risco baixo de atingi-la, segundo a Nasa. O 2009 JF1, como é chamado, tem uma probabilidade de 0,026%, ou seja, de uma em 3.800, de causar problemas para o nosso planeta. Mas não é preciso se preocupar – na escala de Turim, que mede os objetos próximos à Terra, a chance de isso acontecer é igual a zero.

Já segundo a Agência Espacial Europeia (ESA, na sigla em inglês), a chance de o asteroide sofrer um impacto com a terra é de uma em 4.166. Em junho do ano passado, a ESA afirmou que “o asteroide pequeno não havia sido observado desde a sua descoberta há 11 anos”, e é daí que vem a incerteza sobre o seu posicionamento.

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A pedra espacial é considerada perigosa pela Nasa, sendo qualificada como um objeto próximo à Terra – aqueles que perto o suficiente para ser considerados uma ameaça. Apesar da proximidade, não é provável que ele acabe atingindo o planeta, deixando-o ileso (pelo menos dessa vez).

Isso porque, segundo a agência espacial americana, um asteroide menor do que 25 metros queima ao entrar na atmosfera terrestre, causando pouco ou nenhum dano. Mas se por um acaso nada afortunado o asteroide caísse na Terra, seu impacto conseguiria causar uma explosão equivalente a 230 quilotons de dinamite – mais forte até mesmo do que as bombas que destruíram as cidades japonesas de Hiroshima e Nagasaki.

Little Boy tinha um poder de destruição de 16 quilotons, enquanto a Fat Man possuía 20 quilotons. A mais potente criada pela humanidade foi a russa Tsar, desenvolvida pela União Soviética. Com 58 megatons, ela foi testada em 30 de outubro de 1961, em Nova Zembla, uma ilha no oceano Ártico — uma ameaça grande o suficiente para assustar os Estados Unidos durante o período da Guerra Fria. Nada páreo para o poder de um asteroide.

É por conta desse potencial destruidor que as agências espaciais do mundo todo estão trabalhando para desenvolver formas de proteger a Terra de ameaças causadas por asteroides. Em julho deste ano, a Nasa pode lançar a sua missão DART, com o objetivo de observar o par de asteroides Didymos, que ficam próximos da Terra e causar uma colisão para reduzir o seu potencial destruidor.

A ideia é entender como um asteroide pode prejudicar a vida das pessoas no planeta e evitar que isso aconteça. O menor integrante da dupla, chamado de Didymoon, orbita seu parceiro maior enquanto fazem a sua viagem pelo Sol — por isso, a missão quer saber se é possível fabricar uma colisão entre ambos os asteroides para alterar a orbita do pequeno objeto. A data marcada para a colisão, se tudo der certo, é 22 de setembro.

 

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Ciência

Pessoas com gene de neandertal podem ter menos risco de morte por covid-19

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O estudo conduzido no Canadá contradiz pesquisa que relacionava genes de neandertais ao risco de quadros graves da doença

Neandertais: gene pode reduzir o risco de morte por covid-19 (1971yes/Getty Images)

Quem possui esse gene tem menos risco de desenvolver quadros graves da covid-19, precisar de hospitalização ou morrer por complicações da infecção. Os resultados do estudo contradizem pesquisas anteriores, que concluíram que um agrupamento de genes Neandertais poderia aumentar o risco de casos graves de covid-19.

Os dados indicam que uma versão chamada de p46 da OAS1, quando em níveis elevados, faz com que um indivíduo tenha menos de um terço do risco de se infecção pelo novo coronavírus do que alguém com níveis baixos de p46 OAS1. Quando infectadas, essas pessoas têm 9% de risco de hospitalização, e 5% de desenvolver um quadro grave da covid-19, o que, segundo a análise, são considerados níveis baixos de risco.

“Essa forma protetora do OAS1 está presente nos africanos subsaarianos, mas foi perdida quando os ancestrais dos europeus modernos migraram para fora da África. Foi então reintroduzida na população europeia por meio do acasalamento com neandertais”, afirmou o co-autor do estudo Brent Richards, do Jewish General Hospital e da McGill University em Montreal, em entrevista à Reuters.

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Ciência

China se prepara para construir própria estação espacial

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Missões para iniciar a construção na órbita baixa da Terra estão previstas para 2022

CALT: expectativa é enviar 11 missões para a construção da estação espacial (Ma Jianbing/VCG/Getty Images)

Na corrida para se tornar uma referência em exploração espacial, a China está prestes a lançar três missões para começar a construir sua própria estação na órbita baixa da Terra.

A Academia Chinesa de Tecnologia de Veículos de Lançamento (CALT, na sigla em inglês) está na fase final de desenvolvimento de três foguetes que lançarão o primeiro módulo da estação espacial, uma nave de carga e reabastecimento e uma missão tripulada. Sem data confirmada, as missões estão previstas para 2022.

O planejamento da CALT está em andamento desde 1992 e seu objetivo é enviar 11 missões para a construção da estação e estabelecer uma presença tripulada de longo prazo.

O primeiro módulo já está em fase final na fábrica e logo deve ser transportado para o Centro de Lançamento Espacial em Wenchang, na costa nordeste da ilha de Hainan.

Chamado de Tianhe, ele será levado pelo foguete Long March 5B e servirá de alojamento para três astronautas por seis meses. Em 2022, um telescópio espacial chamado Xuntian também será enviado para ficar na órbita da estação espacial.

“Em breve concluiremos a construção da primeira estação espacial orbital tripulada de longo prazo da China, atingindo níveis mundiais avançados. Lá, realizaremos pesquisas científicas espaciais em larga escala”, disse Zhou Jianping, projetista-chefe do programa de voo espacial humano da China, em entrevista a um noticiário do país. A informação é da SpaceNews.

Recentemente, a China se tornou o terceiro país a trazer amostras da superfície da Lua com o retorno da sonda Chang’e5. Ela coletou dois quilos de solo de rochas lunares e acredita-se que o material coletado seja bilhões de anos mais novo do que aquele obtido pelos Estados Unidos e pela antiga União Soviética.

 

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quinta-feira, 28 de janeiro de 2021

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