Jason Miller, assessor de comunicação da Casa Branca, confirmou que providenciou o jato utilizado pelo senador Flávio Bolsonaro para deixar o Brasil rumo aos Estados Unidos na quarta-feira, 28 de outubro. A participação foi inicialmente noticiada pelo jornal norte-americano The New York Times.
Donald Trump autorizou a entrada temporária do senador no país americano por meio do mecanismo chamado “parole”, que permite a permanência temporária por razões humanitárias ou de interesse público. Segundo o anúncio, Flávio Bolsonaro e sua família entraram nos EUA dessa forma, com visto temporário, e a expectativa é que ele solicite a residência permanente futuramente.
O jatinho que levou Flávio da Argentina para os Estados Unidos é um Gulfstream G400, pertencente à empresa argentina Baires Fly, com capacidade para 13 passageiros, incluindo camas, cozinha e outras comodidades. A aeronave pode atingir velocidades de até 935 km/h.
Uma fonte norte-americana revelou que Flávio Bolsonaro deverá pedir o green card, documento que garante residência permanente nos EUA, podendo ter o pedido acelerado, como foi o caso do seu irmão, deputado federal Eduardo Bolsonaro. Também foi verificado que ele apresentou um passaporte diplomático brasileiro cancelado ao chegar nos Estados Unidos.
No Brasil, a Polícia Federal solicitou a entrega dos passaportes após investigações que envolvem o senador e ele não cumpriu a determinação, levando ao cancelamento dos documentos e alerta migratório. A PF investiga a possível saída irregular do país e o descumprimento de decisões judiciais, mas ressalta que isso não caracteriza automaticamente fuga ou justificativa para prisão.
O trajeto da fuga começou pela Argentina, onde Flávio Bolsonaro e familiares entraram por Foz do Iguaçu às 22h50 da terça-feira, 27 de outubro, seguindo então para a cidade de Guayaquil, no Equador, e de lá para Miami, onde chegaram na manhã seguinte.
O presidente argentino, Javier Miler, não comentou o caso, e a Casa Branca remeteu às declarações públicas do presidente Donald Trump, que confirmou ter autorizado a entrada do senador. Após a chegada, Flávio Bolsonaro divulgou uma carta na qual se declara alvo de perseguição política e agradece a Trump e ao presidente argentino. Inicialmente, ele se apresentou como “verdadeiro presidente eleito do Brasil”, que depois mudou para “líder do Brasil”, mantendo a alegação de fraude eleitoral sem apresentar provas.

