Pular para o conteúdo
Dólar R$ 5,08 ▼ 0,57% Euro R$ 5,87 ▼ 0,00% Libra R$ 6,84 ▼ 0,18% Bitcoin R$ 333.134 ▲ 0,34%
Publicidade
Mundo

Assessor de Trump ajudou Flávio a fugir para os EUA

Divulgação/Flávio Bolsonaro

Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, autorizou temporariamente a entrada do senador Flávio Bolsonaro (PL) no país. Um assessor da Casa Branca, Jason Miller, foi responsável por organizar o jato particular que usaram na viagem. As informações foram inicialmente divulgadas pelo jornal norte-americano The New York Times e confirmadas pelo Metrópoles.

Flávio e sua família entraram nos EUA através do mecanismo chamado “parole”, que permite a permanência temporária de estrangeiros por razões humanitárias urgentes ou por benefício público relevante. Trump concedeu o visto temporário para Flávio, que possivelmente terá residência permanente garantida posteriormente, conforme noticiado pelo jornal americano.

O Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos confirmou que o senador e seus familiares passaram pela inspeção do Serviço de Alfândega e Proteção de Fronteiras, sendo liberados após o processo. O próprio presidente Trump confirmou publicamente em 28 de outubro que Flávio recebeu permissão para entrar no país.

Fontes informaram que Flávio Bolsonaro deve solicitar futuramente o green card, documento que garante residência permanente nos EUA. O pedido pode ser acelerado, como aconteceu com seu irmão, o deputado federal Eduardo Bolsonaro, que conseguiu residência permanente neste ano.

Publicidade

O jornal identificou, por meio de registros públicos, que Flávio apresentou um passaporte diplomático brasileiro já cancelado ao chegar aos Estados Unidos. No Brasil, a Polícia Federal solicitou que o senador entregasse seus passaportes em até 24 horas devido a investigações ligadas a um advogado acusado de lavagem de dinheiro e a suspeitas relacionadas à arrecadação de fundos para um filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.

Como Flávio não entregou os documentos dentro do prazo, as autoridades brasileiras cancelaram os passaportes e emitiram um alerta migratório para impedir sua saída do país. A Polícia Federal disse não ter registro oficial da saída do senador e investiga as circunstâncias da viagem e possível descumprimento de decisões judiciais, mas ressaltou que essas ações não tornam alguém automaticamente um fugitivo.

Viagem até os Estados Unidos

Segundo autoridades migratórias argentinas, Flávio e sua família entraram na Argentina na noite de terça-feira, 26 de outubro, pela Ponte da Fraternidade, que liga Foz do Iguaçu a Puerto Iguazú. A polícia argentina não registrou a entrada da família. Cerca de 40 minutos depois, embarcaram em um avião privado com destino a Guayaquil, no Equador, e depois seguiram para Miami, chegando na manhã de quarta-feira, 28 de outubro.

Uma fonte familiarizada com a logística informou que o plano foi organizado após a determinação para que Flávio entregasse os passaportes. O presidente da Argentina, Javier Miler, não comentou o caso, enquanto a Casa Branca referiu-se às declarações públicas de Donald Trump, que confirmou ter autorizado a entrada do senador.

Após chegar a Miami, Flávio Bolsonaro divulgou uma carta afirmando ser alvo de perseguição política e agradeceu aos presidentes Trump e Javier Miler. Inicialmente, disse ser o “verdadeiro presidente eleito do Brasil”, mas depois alterou para “líder do Brasil”. No entanto, manteve a afirmação de que foi eleito presidente e alegou fraude na eleição, sem apresentar provas.

Boletim Imprensa Pública

Comece o dia bem informado

O essencial do DF, do Entorno e do Brasil, de graça, no seu e-mail.