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Assassinato de mulher no Sol Nascente é investigado como 31º feminicídio do DF em 2019

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Tipificação de crime foi modificada após filho da vítima matar ex-padrasto. Gláucia Sotero da Silva, de 45 anos, foi asfixiada por ‘esganadura’, diz polícia.

Gláucia Sotero da Silva, de 45 anos – morte dela é investigada como 31º feminicídio registrado no DF em 2019 — Foto: TV Globo/Reprodução

A morte de Gláucia Sotero da Silva, no Sol Nascente, passou a ser investigada como o 31º caso de feminicídio no Distrito Federal em 2019. A informação foi dada nesta quinta-feira (21), pelo delegado Maurício Iacozzilli, da 23ª DP, de Ceilândia.

“Fizemos todos os protocolos da investigação. Agora aguardamos o laudo que deve sair em 15 dias”, disse o delegado.

O crime, que era tratado como “morte natural”, passou a ser investigado como feminicídio depois que o filho de Gláucia assassinou o ex-padrasto, no último sábado (16). O rapaz, de 20 anos, disse que o homem era responsável pela morte da mãe, que tinha 45 anos.

O corpo de Gláucia foi descoberto na casa onde morava, também no Sol Nascente, por uma irmã dela, que chamou a Polícia Civil. Os investigadores disseram que como não havia sinais de violência, em um primeiro momento, não pensaram na hipótese de feminicídio.

No entanto, após o assassinato do ex-marido da vítima e a denúncia do filho dela, a investigação avançou.

“Verificou-se a existência de indícios de feminicídio, tendo como suspeito o companheiro da vítima”, disse a polícia no começo desta semana.

Nesta quinta, a tipificação do crime foi confirmada. De acordo com as investigações, o ex-companheiro havia feito ameaças recentes à mulher.

O assassinato do ex-padrasto

Por volta das 15h de sábado (16), três jovens entraram na casa de Bruno Rodrigues Vital, de 30 anos, e o mataram com um tiro na cabeça. Um deles era filho de Gláucia, outro sobrinho e o terceiro, um “conhecido”.

Até a última atualização desta reportagem, apenas o sobrinho de Gláucia estava preso. Ele foi encontrado pela Polícia Militar ainda na noite de sábado.

Feminicídios no DF

Com a mudança na tipificação da morte de Gláucia Sotero da Silva, o DF passa a ter 31 casos de feminicídio registrados neste ano.  veja abaixo:

FEMINICÍDIOS NO DF EM 2019

  • 5 de janeiro: Vanilma dos Santos, 30 anos

  • 28 de janeiro: Diva Maria Maia da Silva, 69 anos

  • 30 de janeiro: Veigma Martins, 56 anos

  • 11 de março: Cevilha Moreira dos Santos, 45 anos

  • 17 de março: Maria dos Santos Gaudêncio, 52 anos

  • 29 de março: Edileuza Gomes de Lima, 68 anos

  • 31 de março: Isabella Borges, 25 anos

  • 14 de abril: Luana Bezerra da Silva, 28 anos

  • 21 de abril: Elaine Maria Sousa, 49 anos

  • 6 de maio: Jacqueline dos Santos Pereira, 39 anos

  • 9 de maio: Cacia Regina Pereira da Silva, 47 anos

  • 9 de maio: Maria de Jesus do Nascimento Lima, 29 anos

  • 20 de maio: Débora Tereza Correa, 43 anos

  • 12 de junho: Francisca Naíde de Oliveira Queiroz, 57 anos

  • 12 de julho: Genir Pereira de Sousa, de 47 anos.

  • 22 de julho: Joyce Oliveira Azevedo, 21 anos

  • 8 de agosto: Maria Almeida do Vale, 68 anos

  • 20 de agosto: Iram Francisca de Vasconcelos, 68 anos

  • 23 de agosto: Letícia Sousa Curado Melo, 26 anos

  • 26 de agosto Talita Valadares de Lavôr, 38 anos

  • 29 de agosto: Cristiane Mendes de Sá, 41 anos

  • 1º de setembro: Pedrolina Silva, de 50 anos

  • 12 de setembro: Lilian Cristina da Silva Nunes, 25 anos

  • 15 de setembro: Graizielle Feitoza de Carvalho, 31 anos

  • 26 de setembro: Queila Rejane da Costa Martins, 43 anos

  • 29 de setembro: Adriana Maria de Almeida. 29 anos

  • 30 de setembro: Tatiana Luz da Costa, 35 anos

  • 17 de outubro: Noélia Rodrigues de Oliveira, 38 anos

  • 1º de novembro: Renata Alves dos Santos, 26 anos

  • 14 de novembro: Necivânia Eugênio de Caldas, 34 anos

  • 15 de novembro: Gláucia Sotero da Silva, 45 anos

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Corpo de homem carbonizado é encontrado no Riacho Fundo II

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Primeiras informações dos Bombeiros indicam que a vítima é um rapaz de 28 anos.

As causas do incêndio que matou um homem ainda são investigadas
(foto: PMDF/Divulgação)

O Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal atendeu na madrugada desta quinta-feira (12/12) um incêndio em uma residência localizada na QN 8 do Riacho Fundo II. Ao chegar ao local, os militares identificaram que o fogo estava concentrado em um cômodo no térreo. Após o controle das chamas, um corpo do sexo masculino foi encontrado carbonizado.
Equipe de peritos da Polícia Civil está no local para identificar as causas do incêndio. Segundo informações preliminares da polícia, a vítima tinha 28 anos. A 29ª Delegacia de Polícia está investigando o caso.
Para atender esta ocorrência, foram designados três viaturas e 14 militares do 36º Grupamento de Bombeiro Militar, do Recanto das Emas.
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‘Vamos atrás de justiça’, diz família de homem morto por PM em Águas Claras

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Revoltados, familiares de Kley Hebert Gusmão, 51, não se conformam com o caso

Cerca de 50 pessoas se despediram de Kley Hebert Gusmão, morto após uma briga com PM
(foto: Walder Galvão/CB/ DA Press)

O clima de revolta marca o velório de Kley Hebert Gusmão, 51 anos, morto com um tiro por um policial militar em Águas Claras. Familiares da vítima não se conformam com o crime e pedem por justiça. “É um absurdo que isso tenha acontecido e o policial tenha saído impune. Não podemos deixar a vida de um inocente ser tirada dessa forma”, ressaltou a madrasta de Kley, Mônica Bona, 60.

A cerimônia fúnebre começou por volta das 8h desta quarta-feira (11/12), na Capela 9 do Cemitério Campo da Esperança, na Asa Sul. Cerca de 50 pessoas, entre e amigos e familiares, se reuniram para se despedir de Kley. “Ele tinha dois filhos e perdeu a esposa há cerca de 5 anos. Como essas pessoas vão ficar?”, questiona Mônica.
De acordo com ela, Kley era uma boa pessoa e que não faria mal a ninguém. “Se esse PM tinha problema com ele, por que não procurou a polícia? Esse militar não acabou só com uma pessoa, mas, sim, com uma família”, lamentou Mônica.
A mulher ressalta que, até o momento, as polícias Civil e Militar não deram nenhum posicionamento sobre o ocorrido para os familiares. “Estamos em choque. Até agora, não nos foi dito nada. Tem um vídeo do momento da morte que mostra que ele não tinha condições de se defender. Porém, vamos atrás de Justiça”, destacou.

Entenda o caso

Na segunda-feira (9/11), uma discussão entre vizinhos terminou em tragédia. Um policial militar atirou contra Kley, no Areal, em Águas Claras. A vítima foi socorrida ao Hospital Regional de Ceilândia (HRC), mas não resistiu ao ferimento morreu horas depois.
De acordo com o registro da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), o policial se dirigia à portaria do prédio para registrar uma reclamação por perturbação. Ele se encontrou com Kley nas escadas de um dos blocos, e os dois começaram uma briga física.
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Polícia prende acusados de praticar golpes de estelionato no DF

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Grupo de São Paulo ligava para as vítimas em Brasília e pedia o pagamento de uma dívida que estava em fase de protesto. Oito pessoas foram presas preventivamente

A ação faz parte da operação Protestos, da Coordenação de Repressão aos Crimes contra o Consumidor, a Propriedade Imaterial e à Fraudes (Corf)
(foto: Juliana Andrade/CB/DA.Press)

Oito pessoas foram presas em São Paulo acusadas de aplicar golpes no Distrito Federal. O grupo é suspeito de ligar para vítimas, em nome de cartórios, e pedir pagamento de dívidas que estavam em fase de protesto ou em protesto (ato formal de inadimplência comprovada). A ação faz parte da operação Protestos, da Coordenação de Repressão aos Crimes contra o Consumidor, a Propriedade Imaterial e à Fraudes (Corf).
Com as informações dos títulos, que são dados públicos, os criminosos ligavam para as vítimas fingindo se serventuário de um cartório extrajudicial e afirmando que aquele título tinha chegado para protesto. “Eles convenciam a vítima a pagar, dizendo que estavam alí para facilitar a vida dela, e que evitaria que o nome dela fosse negativado”, detalhou a delegada da Corf Isabel de Moraes. As vítimas depositavam o dinheiro em contas de laranjas do grupo criminoso, acreditando que era uma conta de tabeliões.
As investigações começaram em 2018, após uma vítima pagar cerca de R$ 6 mil  em dois títulos e ser cobrada depois pelo pagamento. A suspeita é de que eles praticavam o golpe desde 2014. A polícia estima que os criminosos tenham faturado cerca de R$ 4 milhões com o crime.
A delegada explica que o grupo dava preferência para dívidas de valores maiores, acima de R$ 1 mil. Há indícios de que houve, pelo menos, 81 tentativas de aplicar o golpe no DF. A Polícia não tem informações de quantas pessoas chegaram a fazer o pagamento. Além de Brasília, o grupo atuava em Mato Grosso do Sul e Goiás. “Normalmente a prática do estelionato é feita fora do estado que ela está, porque isso dificulta o trabalho da polícia”, comenta Isabel de Moraes.
Para não cair em golpes desse tipo, a polícia orienta as pessoas a não fazer nenhum depósito em contas de terceiros, seja ela jurídica, seja  física. “Não conheço nenhum cartório que entre em contato por telefone ou e-mail para avisar que um título está sendo protestado. Existe uma carta registrada. Para pagar o título, entre em contato com a empresa e veja se isso é real”, destaca.
Se condenado, o grupo vai responder por associação criminosa, estelionato na forma continuada e os que emprestaram a conta bancária para o depósito por receptação e associação.
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