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Arquidiocese de SP e Confederação Israelita celebram 50 anos da ‘Nostra Aetate’

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A Arquidiocese de São Paulo e a Confederação Israelita do Brasil (Conib) celebraram na noite de quarta-feira, 2, os 50 anos da publicação da Declaração Nostra Aetate, aprovada pelo Concílio Vaticano II e promulgada pelo papa Paulo VI em 28 de outubro de 1965, em Roma. Da comemoração, no Teatro Tuca, da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), participou o cardeal suíço Kurt Koch, presidente do Pontifício Conselho para a Promoção da Unidade dos Cristãos e da Comissão para as Relações Religiosas com os Judeus.

Cerca de 250 pessoas, incluindo autoridades civis e eclesiásticas, ouviram o discurso, que ele leu em português, embora fale alemão, italiano e inglês, sobre o conteúdo e a atualidade da Nostra Aetate (Em Nossa Época).

O arcebispo de São Paulo, cardeal d. Odilo Scherer, um dos oradores da noite, disse que as comunidades católica e judaica mantêm um bom diálogo na sua arquidiocese e têm trabalhado juntas na defesa dos direitos humanos. O presidente da Confederação Israelita do Brasil (Conib), Fernando Lottenberg, salientou a ação do cardeal d. Paulo Evaristo Arns e do rabino Henry Sobel no combate à ditadura militar, nos anos 1970. Foi esse também o tom do discurso do rabino Michel Schlelesinger, sucessor de Sobel na presidência da Congregação Israelita Paulista (CIP).

Todos lembraram a estreita ligação do cristianismo com o povo de Israel, escolhido por Deus para Antiga Aliança. “Israel, o povo de Deus, e a Igreja são inter-relacionados e interdependentes”, afirmou Koch, advertindo que não se entende Jesus sem Israel. A declaração Nostra Aetate, disse ainda o cardeal suíço, faz justiça aos judeus, depois de séculos de conflitos, perseguição e discriminação contra eles. “Essa declação deve ser uma bússola útil para a conciliação entre cristãos e judeus”, acrescentou.

Documento

A Nostra Aetate (Em Nossa Época), um dos 16 documentos do Vaticano II, que publicou constituições, decretos e declarações, foi aprovada na última sessão do Concílio. Um primeiro texto, que seria o quarto capítulo do Decreto sobre o ecumenismo, com o título “A atitude dos católicos perante os não-cristãos, em particular perante os judeus”, foi apresentado em novembro de 1963 pelo Secretariado para a União dos Cristãos, mas não chegou a ser debatido, por falta de tempo. Reapareceu em 1964 como Declaração “de Iudaeis et non-Christianis”, bastante modificado.

O novo esquema foi debatido em setembro de 1964 e remodelado, voltando a debate no dia 18 de novembro de 1964, agora com o título “De Ecclesiae habitudine ad religiones non-christianas”, sem mencionar os judeus no título. O texto recebeu 242 votos com modificações no dia 20 de novembro e só chegou ao plenário em setembro de 1965, tendo sido votado nos dias 14 e 15 de outubro. Finalmente, na Sessão Pública de 28 de outubro, recebeu 2.221 votos favoráveis, 88 contrários e 3 nulos. Foi promulgado no mesmo dia pelo papa, com o título Declaração Nostra Aetate sobre as Relações da Igreja com as Religiões não-cristãs.

Escrito em latim (com edição bilíngue em muitos países), Nostra Aetate tem 19 artigos distribuídos em seis partes – Preâmbulo, As diversas Religiões não-Cristãs., A Religião Muçulmana, a Religião Judaica, a Fraternidade Universal com Exclusão de qualquer Discriminação e Promulgação. O judaísmo, com oito artigos, ocupa o maior espaço da declaração. O texto justifica, no primeiro parágrafo, a importância dada ao povo judeu: “Perscrutando o Mistério a Igreja, este Sacrossanto Concílio recorda o vínculo pelo qual o Novo Testamento está espiritualmente ligado à estirpe de Abraão”.

O Concílio destaca que todos os fiéis cristãos, “filhos de Abraão segundo a fé, estavam incluídos no chamamento do mesmo Patriarca e que a salvação da Igreja estava misteriosamente prefigurada no êxodo do povo eleito da terra da escravidão”. É por isso, continua o documento, que a Igreja não pode esquecer que, por meio daquele povo, com o qual Deus estabeleceu a Antiga Aliança, ela recebeu a Revelação do Antigo Testamento…” Nostra Aetate acrescenta, mais adiante, que sendo tão grande o patrimônio espiritual comum aos Cristãos e Judeus, o Concílio “quer fomentar e recomendar a ambas as partes mútuo reconhecimento e apreço”.

O Concílio lembra que “os principais dos judeus (autoridades), com seus seguidores, insistiram na morte de Cristo”, mas afirma que “aquilo que se perpetrou na sua Paixão não pode indistintamente ser imputado a todos os judeus que então viviam, nem aos de hoje”. Em seguida, o texto adverte que “embora a Igreja seja o novo povo de Deus, os judeus, no entanto, não devem ser apresentados nem como condenados por Deus, nem como amaldiçoados, como se isso decorresse das Sagradas Escrituras”. O Concílio lamenta “os ódios, as perseguições, as manifestações anti-semíticas, em qualquer tempo e por qualquer pessoa dirigidas contra os judeus”.

Foi do papa João XXIII, declarado santo no ano passado, a iniciativa de incluir o debate sobre as relações com os judeus no plenário do Concílio. Ele encarregou o Secretariado para a União dos Cristãos, no início do trabalho preparatório da reunião, em 1960, de elaborar um pronunciamento sobre o tema. Houve resistência e alguns padres conciliares (bispos participantes) alegaram que o documento não estaria em conformidade com as doutrina tradicional, pois os escritos cristãos com frequência haviam condenado o povo judeu por infidelidade. João XXIII insistiu e começou por retirar das preces rezadas na Semana Santa uma alusão “aos pérfidos judeus”, que culpava o povo de Israel pela crucifixão de Cristo.

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Economia cresce 7,5% no DF em comparação a 2º trimestre de 2020

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Números foram apresentados nesta quarta (15) em transmissão ao vivo pelos canais da Codeplan e Secretaria de Economia

“Dois fatores são muito importantes para entender a retomada da economia: a vacinação e os programas do GDF, como o Refis e o Pró-Economia, que num contexto de crise ajudam o setor empresarial a planejar melhor suas ações. Com isso, consegue-se manter o emprego e a renda e ainda ampliar as ofertas, com o aumento de ocupação de novas vagas, como inclusive comprova a Ped dos últimos três meses”Jean Lima, presidente da Codeplan

No segundo trimestre de 2021, a atividade econômica do Distrito Federal, mensurado pelo Índice de Desempenho Econômico do Distrito Federal (Idecon-DF), evoluiu 7,5% em comparação ao mesmo período do ano anterior (2020), sendo o maior crescimento em toda a série histórica do indicador, iniciada em 2012. Os setores que contribuíram para esse resultado foram o da indústria e o de serviços, 11,2% e 7,4%, respectivamente. Já a Agropecuária registrou índice negativo de 0,8/%.

No acumulado dos seis primeiros meses de 2021, a economia do DF expandiu 3,8% em relação ao primeiro semestre há um ano (2020). Os números mostram que a economia local reagiu em relação ao segundo trimestre de 2020, o período mais afetado pela pandemia do Coronavírus, como explica Jean Lima, presidente da Codeplan.

“Dois fatores são muito importantes para entender a retomada da economia: a vacinação e os programas do GDF, como o Refis e o Pró-Economia, que num contexto de crise ajudam o setor empresarial a planejar melhor suas ações. Com isso, consegue-se manter o emprego e a renda e ainda ampliar as ofertas, com o aumento de ocupação de novas vagas, como inclusive comprova a Ped dos últimos três meses”, apontou Lima.

Apesar dos bons números, os resultados trimestrais mostram uma diferente evolução da economia nacional em relação à brasiliense. Isso, deve-se, principalmente, ao perfil produtivo local, onde o setor de serviços determina a dinâmica da atividade econômica, já que representa 95,3% da estrutura produtiva do DF, com grande influência da atividade administração, defesa, saúde e educação públicas e seguridade social. Os setores industrial (4,2%) e o agropecuário (0,5%) possuem menor representatividade.

“A economia do Distrito Federal cresceu 7,5% no segundo trimestre de 2021 em relação ao mesmo trimestre do ano anterior, evidenciando uma melhora significativa do desempenho produtivo local. Vale mencionar que, apesar do resultado brasileiro parecer maior, isso se deve, em parte, ao fato de a economia nacional ter experimentado quedas muito mais expressivas que as distritais em todos os trimestres de 2020. Dessa forma, é factível pensar que o efeito base, que é a comparação com um patamar de referência contraído, foi muito superior para o Brasil do que para o DF. Tanto que, no acumulado em quatro trimestres, o crescimento econômico da capital, calculado em 1,9%, foi superior ao brasileiro (1,8%)”, explicou Jessica Milker, gerente de contas e estudos setoriais da Codeplan.

A secretária adjunta de Economia, Ana Paula Cardoso, participou da apresentação dos dados. Ela avalia que o cenário atual é otimista. “Percebemos um cenário que, depois de toda a crise, e com os reflexos da retomada econômica, inclusive com a influência da vacinação, nos mostra possibilidades positivas de reação”, avalia.

Responsáveis pelo crescimento

– Indústria: Com peso 4,2% na economia da capital, a indústria, registrou aumento de 11,2% no segundo trimestre de 2021 comparando com o mesmo período de 2020.

A construção, responsável por 2,2% da atividade econômica brasiliense e 51,1% do setor industrial, evoluiu 16,6% no confronto dos segundos trimestres de 2021 e 2020. O ritmo de obras no DF aumentou o nível de ocupados na atividade, o que contribuiu para o crescimento desse segmento produtivo. No país, a atividade subiu 13,1%.

O grupo “outros da indústria” cresceu 5,7% no segundo trimestre do ano. O desempenho foi influenciado, em parte, pelos consumos de água e energia elétrica, que ficaram acima do registrado em igual período de 2020. O grupo agrega as atividades das indústrias extrativas e eletricidade e gás, água, esgoto, atividades de gestão de resíduos e descontaminação.

– Serviços: O setor de serviços representa 95,3% da economia local, sendo o maior responsável pelo desempenho econômico do Distrito Federal. Em três meses, abril a junho, o setor cresceu 7,4% em relação a igual período do ano anterior.

De acordo com o Idecon-DF, a atividade comercial foi a que mais cresceu no segundo trimestre de 2021, 19,4%, frente ao mesmo trimestre do ano anterior.

Metodologia

O Idecon é calculado pela Codeplan, trimestralmente, desde 2012, por meio de uma metodologia própria, adaptada a partir de parâmetros de cálculo do Produto Interno Bruto (PIB) do Distrito Federal. O mesmo é uma medida do desempenho da atividade econômica do Distrito Federal no curto prazo, cujo o objetivo é oferecer um indicador que seja tempestivo, capaz de informar e orientar a tomada de decisão dos diversos atores da sociedade da capital federal.

Tempo de Economia

Tempo de Economia é um programa quinzenal da Secretaria de Economia transmitido pelo canal da pasta no YouTube. O debate virtual conta com a participação de especialistas, setor produtivo e representantes do poder público para debater perspectivas e ações pós-covid-19 sob diferentes aspectos.

*Com informações da Codeplan-DF

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Vacina contra HPV: DF está abaixo da meta de imunizados; veja como se proteger

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Todas as meninas de 9 a 14 anos, e meninos com idade entre 11 e 14 anos devem ser vacinados contra o papilomavírus humano, HPV, na sigla em inglês. A imunização, nesta idade, protege contra uma série de doenças sexualmente transmissíveis, quando iniciada a vida sexual, e até mesmo do câncer.

A vacina, aplicada em duas doses, é indicada pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI). No Distrito Federal, a campanha existe desde 2013 para as meninas e desde 2017 para os meninos. No entanto, a meta de alcançar 80% do público não foi atingida.

Segundo os indicadores de imunização da Secretaria de Saúde do DF, de 2013 a junho de 2021, apenas 41,2% das meninas receberam duas doses da vacina contra HPV. Já entre os meninos, de 2017 até junho de 2021, somente 24,3% foram imunizados.

“O desconhecimento sobre a importância da vacinação e a falta de conhecimento sobre o próprio vírus podem explicar os índices abaixo da meta”, diz a enfermeira Milena Fontes, da Secretaria da Saúde do DF.

 

Milena Fontes aponta ainda que muitos jovens não procuram os serviços de saúde, além do que, informações divergentes que circulam a respeito da vacina, atrapalham a campanha.

O que é o HPV?

O HPV é uma infecção sexualmente transmissível de alta prevalência que pode causar desde verrugas genitais e no ânus até neoplasias, como câncer no colo do útero, no pênis, na boca e no ânus. Dos mais de 150 tipos diferentes do vírus, 13 são considerados de alto risco, podendo causar, além dos tumores cervicais, câncer de ânus, vulva, vagina e de pênis.

Altamente contagioso, muitas vezes assintomático e sem cura, ele é transmitido principalmente durante a relação sexual sem proteção. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), é o vírus sexualmente transmissível mais comum.

Além da observação dos sinais aparentes, como as verrugas, há exames específicos que devem ser feitos de forma regular. Eles incluem o Papanicolau, disponível pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em todas as unidades básicas.

Outros exames específicos como a colposcopia e a peniscopia são realizados a partir da identificação das lesões previamente mencionadas, e também estão disponíveis na rede pública de saúde. Os médicos explicam que nem sempre a pessoa com HPV desenvolve sintomas, mas, ainda assim, pode infectar outros indivíduos pelo contato sexual.

Onde buscar a vacina contra HPV no DF?

Vacina contra HPV distribuída pelo SUS para a rede pública de Saúde — Foto: TV Globo/Reprodução

Vacina contra HPV distribuída pelo SUS para a rede pública de Saúde — Foto: TV Globo/Reprodução

A vacina também é aplicada na rede privada.

O sucesso da Austrália contra o HPV

A Austrália é o primeiro candidato a erradicar o câncer de colo de útero nas próximas décadas, de acordo com a International Papillomavirus Society (IPS), organização internacional que reúne médicos especialistas em HPV.

A campanha no país começou em 2007, com vacinação de meninas nas escolas. Cinco anos depois, a incidência de verrugas genitais na população já havia reduzido em 90%, destaca o médico brasileiro Edison Natal Fedrizzi, membro do IPS.

Em 2013, os meninos foram incluídos na campanha e, em 2015, a incidência de HPV entre mulheres de 18 a 24 anos despencou de 22,7%, registrado dez anos antes, para 1,1%.

“É inaceitável a gente ainda ter morte por câncer de colo de útero no Brasil, uma doença que se previne com vacina”, disse o médico.

 

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GDF discute meios de aproximação com a Argentina

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Secretários distritais receberam representantes da embaixada do país no Palácio do BuritiO secretário de Governo, José Humberto Pires, seguindo as diretrizes do governador Ibaneis Rocha de apoiar as iniciativas que incrementem a economia e as relações diplomáticas, recebeu diplomatas argentinos no Palácio do Buriti para discutir meios de aproximação entre o DF e a Argentina. Também representaram o GDF o secretário executivo de Cidades, Valmir Lemos de Oliveira, e a chefe do Escritório de Assuntos Internacionais (EAI), Renata Zuquim.

Cooperação no âmbito educacional e a retomada da rota direta entre os aeroportos de Brasília e Buenos Aires foram alguns dos pontos discutidos na reunião | Foto: Segov-DF

Da parte argentina, participaram do encontro o ministro conselheiro e chefe da Chancelaria da Embaixada Argentina no Brasil, Pablo Antonio de Angelis; o ministro-chefe da Seção Econômica e Comercial, Rodrigo Bardoneschi, e a conselheira Maria Emilia Cortes.

Entre os temas abordados, foram apontadas as vantagens estratégicas de incrementar as relações comerciais entre as redes supermercadistas de ambos os locais, bem como de retomar a rota direta entre os aeroportos de Brasília e Buenos Aires, além de um potencial de cooperação entre Brasília e a Argentina no âmbito educacional.

O secretário de Governo, José Humberto Pires, seguindo as diretrizes do Governador Ibaneis Rocha de apoiar as iniciativas que incrementem a economia e as relações diplomáticas, recebeu diplomatas argentinos no Palácio do Buriti para discutir meios de aproximação entre o DF e a Argentina. Também representaram o GDF o secretário executivo de Cidades, Valmir Lemos de Oliveira, e a chefe do Escritório de Assuntos Internacionais (EAI), Renata Zuquim.

Para o secretário de Governo, o DF simboliza uma região brasileira em franco crescimento. “Brasília é uma síntese do Brasil e é uma síntese do Centro-Oeste, daí a importância de canalizarmos essas parcerias”, afirmou José Humberto.

Já a chefe do EAI salientou a relação entre Brasília e Buenos Aires: “São cidades irmãs, que possuem interesses e iniciativas em comum, e tanto o comércio quanto a educação e o turismo se interligam na promoção do desenvolvimento mútuo”.

*Com informações do Escritório de Assuntos Internacionais (EAI)

 

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Da escola pública para uma universidade espanhola

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Estudante do CEM 3 de Taguatinga conseguiu doações e vai estudar na Andaluzia. Oportunidade veio com o projeto Escolas Interculturais Bilíngues

O sonho de Daniel Arruda Ulisses da Silva Sousa começa a tomar forma. Ele foi estudante da rede pública do Distrito Federal e vai cursar engenharia civil na Universidad de Jaén, da Espanha. Nesta segunda-feira (13), o embaixador Fernando García Casas recebeu o estudante na sede da Embaixada da Espanha no Brasil, junto com a secretária de Educação, Hélvia Paranaguá, para parabenizá-lo pelo desempenho escolar.

Para ajudar nas primeiras despesas, como passagem e documentação, Daniel recebeu ajuda de colaboradores da cidade, que fizeram doações por meio de uma vaquinha on-line | Foto: Mary Leal/Secom-SEEDF

Daniel estudou no Centro de Ensino Médio 3 de Taguatinga e se formou no ciclo letivo de 2020. Conseguiu a bolsa pelo destaque no desempenho das aulas no projeto Escolas Interculturais Bilíngues, da Secretaria de Educação em parceria com a Embaixada da Espanha.

“Sempre vi o estudo da língua estrangeira como uma porta para o crescimento dos estudantes e esse projeto tem mostrado isso a jovens da nossa rede pública”Hélvia Paranaguá, secretária de Educação

“Esta é uma segunda-feira muito emocionante para todos nós. Daniel mereceu e vai estudar em uma das 800 melhores universidades do mundo. A Universidad de Jaén está entre as 50 melhores instituições criadas recentemente”, destacou Fernando García Casas.

“Essa oportunidade de estudo será um divisor de águas na vida do Daniel. Vai ser uma contribuição importantíssima na sua formação. Eu sempre vi o estudo da língua estrangeira como uma porta para o crescimento dos estudantes e esse projeto tem mostrado isso a jovens da nossa rede pública”, frisou Hélvia Paranaguá.

A bolsa de estudos conquistada por Daniel tem duração de quatro anos e inclui um valor anual de 2.200 euros para cobrir os custos de moradia. Para ajudar nas primeiras despesas, como passagem e documentação, colaboradores da cidade entregaram um presente ao estudante: fizeram doações, por meio de vaquinha on-line.

A Embaixada da Espanha e colaboradores da cidade também entregaram um presente a Daniel. Fizeram uma arrecadação financeira para ajudar nas despesas com o intercâmbio.

3escolas públicas do DF contam atualmente com o projeto Escolas Interculturais Bilingues

As aulas na Universidad de Jaén começam já em setembro e ele deve embarcar nos próximos dias. Daniel tem ótimas expectativas para essa nova jornada do conhecimento. “Já estou com o pezinho na Espanha. Estou muito emocionado e animado. Represento não só o CEM 3, mas todos os estudantes da rede pública”, diz.

“Tudo foi conquistado com a contribuição de muitos professores, família e amigos. É uma honra conhecer a cultura espanhola. Eu me apaixonei por esse país. Esse projeto vai agregar muito a todos que participam porque são momentos de compartilhamento de experiências inesquecíveis”, comemora o estudante.

“Essa oportunidade está sendo demais para todos. É o reconhecimento pelo esforço do Daniel que sempre foi bom filho. Ele me dá orgulho! Meu coração está apertado de ficar longe, mas estou feliz por ele”, disse Edna Ulisses, mãe do jovem.

A Embaixada da Espanha vai mandar 50 estudantes brasileiros para atuar na Universidad de Jaén por meio de projetos de incentivo a educação em vários estados.

Escola Interculturais Bilíngues

As atividades do projeto Escola Interculturais Bilíngues começaram em 2019 e, atualmente, funcionam em três escolas do Distrito Federal. Assim como o Centro de Ensino Médio 3 de Taguatinga tem parceria com a Embaixada da Espanha, o Centro Educacional do Lago Norte tem com a Embaixada da França e o Centro Educacional do Lago Sul com a Casa Thomas Jefferson.

As ações ocorrem no turno e contraturno com aulas de língua estrangeira. Os professores são todos da Secretaria de Educação e recebem preparação das parceiras.

*Com informações da Secretaria de Educação do DF

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Trecho 2 do Sol Nascente/Pôr do Sol está 60% pavimentado

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Ibaneis Rocha vistoriou, nesta sexta-feira (10), as obras das quadras 105 e 128. Investimento de mais de R$ 16 milhões gera 150 oportunidades

O Trecho 2 do Sol Nascente/Pôr do Sol está 60% asfaltado. O Governo do Distrito Federal (GDF) investe mais de R$ 16 milhões em 91 ruas, 23 quilômetros de calçadas e 52 mil metros quadrados de meios-fios. As obras que incluem serviços de drenagem, como a execução de lagoas de detenção e construção de bocas de lobo, não só beneficiam os 150 mil moradores, mas também geram 150 oportunidade de empregos.

Acompanhado do secretário de Governo, José Humberto Pires, do presidente da Companhia Habitacional DF (Codhab-DF), Wellington Luiz, e do administrador da cidade Cláudio Ferreira, o governador Ibaneis Rocha vistoriou, nesta sexta-feira (10), os serviços da quadra 105 e 128 da região. “São diversas obras de energia, creches sendo construídas, duas escolas que serão licitadas pela Secretaria de Educação. São só notícias boas para a população”, comentou o chefe do Executivo local.

José Donato, 65 anos, não esconde a felicidade ao falar sobre o asfalto que não existia quando ele se mudou para a região. “Fui um dos primeiros a chegar aqui. Era poeira e lama diariamente”, lembra o letrista. “Eu trabalho em casa, recebo meus clientes aqui, então para mim fez total diferença e tenho certeza que para toda a comunidade”, garante.

O GDF anunciou o início da emissão de 108 cartas de Habite-se, documento final para licenciar a construção de uma casa ou prédio | Paulo H Carvalho / Agência Brasília

Vizinha de José, Eliete Silva, 51 anos, concorda com ele. A dona de casa, assim como os outros moradores, sofria com as fortes chuvas ou a época de estiagem. “A casa não parava limpa e a gente sempre ficava preocupado quando ia chover. Agora estamos tranquilos com relação a isso. Foi uma grande vitória”, comemora.

A rua onde José e Eliete moram se juntam a mais 51 vias de pavimento asfáltico. Dessas, 33 estão prontinhas para o uso dos moradores. A outras 39 são de pavimento intertravado, ou seja, feito de blocos de concreto – 11 delas já recebem serviços. “Visam a sustentabilidade, uma vez que são permeáveis. É utilizado em locais onde o tráfego é mais leve”, explica o engenheiro da Secretaria de Obras e Infraestrutura, João Vitor Fideles.

Durante a visita, o governador também anunciou o início da emissão de 108 cartas de Habite-se, documento final para licenciar a construção de uma casa ou prédio. “Outras 53 famílias já estão com o documento. Estamos trabalhando para regularizar e escriturar cerca de 23 mil imóveis em todo Sol Nascente/Pôr do Sol”, adiantou o presidente da Codhab, Wellington Luiz.

Outras obras

O Sol Nascente/Pôr do Sol já conta com um restaurante comunitário e um Centro de Referência de Assistência Social (Cras). Em breve, também vai ganhar uma creche para crianças de até 6 anos, além de um terminal rodoviário e um quartel do Corpo de Bombeiros Militar (CBMDF).

“O Sol Nascente/Pôr do Sol teve um crescimento desordenado. Em parceria com órgãos do governo local estamos trazendo uma nova realidade para os moradores”, reforça o administrador da cidade, Cláudio Ferreira.

Por meio do programa Água Legal, a Companhia de Saneamento Ambiental do DF (Caesb) regulariza e amplia os serviços de saneamento para os moradores. Já foram feitas 501 ligações, beneficiando 1.730 mil pessoas dos trechos 1 e 2. Atualmente, as equipes trabalham também no Trecho 3 construindo 747 ligações, melhorando a vida de 2.580 moradores.

Ainda serão executadas 1.632 ligações no Sol Nascente/Pôr do Sol com investimento de R$ 1,6 milhão, totalizando a entrega de 24.480 metros de redes de água para 5.600 mil pessoas. A previsão de entrega é para o primeiro semestre de 2022.

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Polícia Federal faz buscas em investigação sobre o Sistema S no DF

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Operação apura possíveis irregularidades em contratos firmados pelo Senai e pelo IEL com empresas de propriedade de dirigente do Sistema S, o que é proibido pela lei

(crédito: Cristiano Costa/ Sistema Fibra )

A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta sexta-feira (10/9), a Operação Sierra, que investiga uma série de irregularidades nas administrações regionais do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) e Instituto Euvaldo Lodi (IEL). São cumpridos quatro mandados de busca e apreensão, no DF e no Rio de Janeiro.

De acordo com a Polícia Federal, IEL firmou contratos de prestação de serviços com empresas de propriedade de dirigente do Sistema S, o que é proibido pela lei. As investigações apontam que as empresas beneficiadas receberam cerca de R$ 3 milhões.

Os possíveis crimes cometidos são de furto qualificado, falsidade documental e associação criminosa, com penas que podem chegar a 16 anos de reclusão.

Em nota, o IEL disse que recebe com tranquilidade a investigação da PF. De acordo com o Instituto, os mesmos fatos também são apurados internamente e judicialmente, em ações que o IEL busca ressarcimento. “O Instituto Euvaldo Lodi do Distrito Federal está colaborando integralmente com as apurações, pois é o maior interessado no resultado, uma vez que estamos diante de fatos que prejudicaram não só os cofres do Instituto, mas também a sua imagem”, diz a nota.

Veja a nota completa

O Instituto Euvaldo Lodi do Distrito Federal (IEL-DF) recebeu com tranquilidade busca e apreensão pela Polícia Federal na manhã desta sexta-feira, dia 10 de setembro de 2021, tendo em vista que o objeto da busca é decorrente também de apuração interna e de ações judiciais de ressarcimento impetradas pelo próprio IEL-DF contra empresas contratadas pelo Instituto nos anos de 2015 e 2016.

As ações de ressarcimento impetradas pelo IEL-DF tramitam em varas cíveis da Justiça do Distrito Federal e estão em fase de instrução. Com as ações, o IEL-DF busca o ressarcimento dos valores pagos às empresas.

O IEL-DF esclarece também que a apuração de todos estes eventos foi devidamente levada à conhecimento do Tribunal de Contas da União (TCU) pelo Instituto e que não há qualquer relação das empresas investigadas com dirigentes do Sistema S.

O Instituto Euvaldo Lodi do Distrito Federal está colaborando integralmente com as apurações, pois é o maior interessado no resultado, uma vez que estamos diante de fatos que prejudicaram não só os cofres do Instituto, mas também a sua imagem.

Instituto Euvaldo Lodi do Distrito Federal

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