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Brasil

Apostadores têm R$ 1,4 bilhão para sacar após proibição das bets

Washington Costa/MF

Dario Durigan, ministro da Fazenda, informou que brasileiros ainda possuem R$ 1,4 bilhão disponíveis para saque em casas de apostas online, conhecidas como bets. Esse valor corresponde aos recursos que permanecem em contas de usuários desde que a Medida Provisória (MP) proibiu a operação dessas plataformas no país.

Segundo dados do governo federal divulgados na última sexta-feira (2/10), R$ 652 milhões já foram resgatados desde o início da MP. Isso representa uma redução de aproximadamente 30% no volume retido, que inicialmente somava cerca de R$ 2,1 bilhões.

Os recursos pertencem a cerca de 28,6 milhões de brasileiros, estimados a partir de CPFs ativos nessas plataformas. Esses usuários precisam solicitar o saque até as 23h59 do dia 5 de outubro. Após este prazo, os valores remanescentes serão devolvidos via sistema bancário, com intermediação da Caixa Econômica Federal, se necessário.

Proibição das apostas

A Medida Provisória proibiu a exploração, oferta e publicidade de apostas de quota fixa em todo o território nacional, afetando tanto plataformas digitais quanto operações físicas. Como consequência, novas apostas foram suspensas imediatamente e muitos sites começaram a ser bloqueados.

O Ministério da Fazenda apontou que a movimentação financeira diária do setor, que antes era de cerca de R$ 600 milhões, caiu para zero após a implementação da medida, demonstrando seu impacto imediato no mercado.

Durante a fiscalização, foram identificados casos considerados atípicos, como 48 contas com saldo superior a R$ 500 mil. Essas contas estão sendo investigadas por suspeita de irregularidades, incluindo possíveis práticas de lavagem de dinheiro.

Além do bloqueio das operações, houve uma ação vigorosa contra a estrutura digital das apostas. Mais de 10 mil sites foram derrubados, assim como milhares de páginas em redes sociais e aplicativos ligados à atividade, com o objetivo de impedir a continuidade das apostas por meios informais.

Com a medida, a partir de 6 de outubro, os sites e aplicativos proibidos deverão cessar completamente suas atividades no país. O governo reforça que a iniciativa visa controlar os impactos econômicos e sociais causados pelo crescimento acelerado do setor.

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