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domingo, 29/03/2026

Anvisa proíbe chip hormonal e apreende remédios falsificados

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Anvisa publicou nesta sexta-feira uma série de decisões importantes para a saúde pública. Entre as medidas, está a proibição do uso, venda e fabricação dos chamados ‘chips hormonais’, que são implantes com o hormônio nesterona, pois não há comprovação de sua segurança e eficácia para esse uso. Todos os estoques desse produto devem ser recolhidos.

A agência também identificou e apreendeu lotes de medicamentos falsificados no mercado, entre eles o Mounjaro, indicado para diabetes, que apresentava embalagens com impressão borrada e datas de validade falsas. Outro medicamento afetado foi o Enhertu, usado no tratamento de câncer, com frascos diferentes do padrão original.

Além disso, lotes falsificados de Botox foram encontrados, com diferenças nas datas de fabricação e validade. No caso do imunoterápico Opdivo, utilizado contra vários tipos de câncer, também foram apreendidos lotes suspeitos de adulteração.

A Anvisa alerta ainda para a apreensão de diversos anabolizantes e hormônios sem registro, como boldenona, oxandrolona, testosterona, anastrozol e oximetolona, além de um lote de tirzepatida sem fabricante regular.

Foi também proibida a venda de muitos produtos vendidos como naturais ou fitoterápicos sem autorização da agência, incluindo versões de “Ozempic natural”, ora-pro-nóbis, ginkgo biloba, maca peruana, entre outros. Farmácias de manipulação que vendem fórmulas padronizadas sem prescrição individualizada foram alvo de medidas sanitárias.

Houve recolhimentos por riscos à qualidade, como um lote de furosemida injetável contendo partícula de vidro, e lotes de maleato de enalapril com manchas, embora sem risco confirmado. Também foram interditados lotes de água para injetáveis e solução fisiológica da empresa Equiplex por suspeita de contaminação.

A Anvisa atualizou regras para resíduos de medicamentos veterinários em alimentos, incluindo restrições no uso do umifoxolaner para bovinos destinados à produção de leite para consumo humano.

A agência recomenda que pacientes, clínicas e farmácias verifiquem sempre o número do lote, a integridade da embalagem e a procedência dos medicamentos. Qualquer suspeita de falsificação ou irregularidade deve ser comunicada às autoridades. Estas ações reforçam o alerta sobre o aumento da circulação de medicamentos falsificados e produtos hormonais e naturais vendidos ilegalmente no país.

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