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Saúde

Anvisa libera o primeiro remédio genérico de semaglutida no Brasil

Foto: Divulgação

VITOR HUGO BATISTA
FOLHAPRESS

A Anvisa autorizou o uso do primeiro medicamento genérico que contém semaglutida no Brasil, produzido pela farmacêutica EMS, responsável pelo Ozivy. A decisão foi divulgada no Diário Oficial da União.

Com essa aprovação, a EMS passa a oferecer uma nova versão genérica da semaglutida, disponível em quatro formatos de canetas com solução de 1,34 mg/mL, com volumes de 1,5 mL ou 3 mL.

Essas canetas genéricas não têm nome comercial, conforme a regra para medicamentos genéricos, mas o registro está relacionado ao processo que criou o Ozivy.

A semaglutida pertence à categoria dos análogos do GLP-1, que atuam de forma semelhante ao hormônio natural, ajudando a controlar o apetite e o metabolismo, facilitando a perda de peso.

Por outro lado, a tirzepatida, presente no Mounjaro, age em dois hormônios (GLP-1 e GIP), o que a torna um duplo agonista. Isso, no entanto, não significa que seja necessariamente mais potente.

O Ozivy foi pioneiro na aprovação de semaglutida pela Anvisa após o fim da patente da substância em março. A exclusividade da fabricação pertencia à farmacêutica Novo Nordisk, que produz Ozempic e Wegovy.

Desde julho, o Ozivy está na Lista de Medicamentos de Referência da Anvisa, que estabelece os padrões para eficácia, segurança e qualidade para outros medicamentos à base de semaglutida no país, sejam genéricos ou similares.

Medicamentos genéricos têm o mesmo princípio ativo, dose e forma que os originais e precisam provar que são equivalentes para serem aprovados.

Por lei, o preço do genérico deve ser pelo menos 35% menor que o do original. Quando lançado, o Ozivy custava entre R$ 452 e R$ 498 por caneta, então o genérico deve ficar entre R$ 293 e R$ 323.

O Ozempic, da Novo Nordisk, custa entre R$ 975 e R$ 999, dependendo da dosagem.

A Anvisa também aprovou o medicamento similar Semaclique, da Germed, que contém semaglutida na mesma concentração de 1,34 mg/mL.

Diferentemente do genérico, o similar tem marca comercial, e nem sempre pode ser trocado pelo original, segundo as regras da Anvisa.

PERGUNTAS E RESPOSTAS SOBRE A SEMAGLUTIDA

– O que é a semaglutida?

A semaglutida é o princípio ativo de medicamentos como Ozempic e Wegovy. Ela imita a ação do hormônio GLP-1, que é produzido pelo corpo e ajuda a controlar o açúcar no sangue e a sensação de saciedade, colaborando para a perda de peso. A tirzepatida, do Mounjaro, age em dois hormônios, o GLP-1 e o GIP.

– O que é o Ozivy?

É um remédio à base de semaglutida fabricado pela EMS. Foi o primeiro medicamento do tipo aprovado após a perda da patente da substância no Brasil. É indicado para adultos com diabetes tipo 2 que precisam controlar melhor a doença, sendo usado junto com dieta e exercícios. É aplicado como uma injeção semanal por meio de caneta.

– O novo genérico já está disponível?

Não. Apesar da aprovação da Anvisa, ainda faltam etapas, como a definição do preço pela CMED, para que o medicamento chegue às farmácias.

– Qual será o preço do genérico?

O preço ainda será definido. Pela lei, os genéricos devem custar pelo menos 35% menos que os originais, mas o preço final pode variar.

– O que é um medicamento genérico?

É um remédio com o mesmo princípio ativo, dose, forma e via de administração do medicamento original. Para ser aprovado, precisa provar que tem a mesma eficácia e segurança. O genérico não tem marca, mostrando apenas o nome do princípio ativo.

– O que muda para quem usa Ozempic?

A entrada de novos medicamentos de semaglutida no mercado aumenta a variedade e a concorrência, mas não garante que possam ser trocados diretamente. Isso depende da regulamentação e dos testes aprovados pela Anvisa.

– Qual a diferença entre genérico e similar?

Ambos precisam cumprir requisitos de qualidade, segurança e eficácia, mas são vendidos de formas diferentes. O genérico não tem marca, enquanto o similar tem nome comercial. O genérico pode ser trocado pelo original, mas o similar só pode ser se for aprovado para isso pela Anvisa. Em geral, genéricos e similares não devem ser trocados entre si.

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