A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) deu permissão condicional para que a Petrobras reinicie a perfuração do poço Morpho, localizado na bacia da Foz do Amazonas, utilizando a sonda ODN II (NS-42). Esse aval foi comunicado à empresa na quarta-feira, 4, e só terá efeito após a comprovação de que todas as exigências de segurança foram cumpridas dentro dos prazos estabelecidos.
A operação da sonda estava suspensa pela ANP desde 4 de janeiro, devido a um incidente que causou vazamento de fluido de perfuração biodegradável, que não representa risco ao meio ambiente, segundo a Petrobras.
Em entrevista ao Estadão/Broadcast, a diretora de Exploração e Produção da Petrobras, Sylvia Anjos, antecipou que a licença seria liberada antes da vistoria da ANP no poço Morpho, inicialmente prevista para 9 a 13 de fevereiro, mas que ocorreu no dia 2 de fevereiro.
Como parte das condições para a retomada, a Petrobras deverá trocar todos os selos das juntas do riser (trechos das tubulações suspensas que ligam as linhas de produção às plataformas) seguindo o procedimento mais recente e enviar, em até cinco dias após a última peça instalada, fotos e análise que comprovem a adequação.
A empresa também precisa provar que treinou toda a equipe no novo protocolo para o BOP (equipamento de segurança), revisar o Plano de Manutenção Preventiva para diminuir o intervalo de coleta de dados dos sensores de vibração submarina nos primeiros 60 dias de operação, e usar juntas de riser reservas somente após apresentar certificados que confirmem inspeção ou reparo conforme as normas.
Estadão Conteúdo.
