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domingo, 29/03/2026

americanas vai parar de fechar muitas lojas e vai usá-las para entregar pedidos

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A empresa Americanas anunciou que não pretende mais fechar muitas lojas depois da recente reorganização. O presidente da empresa, Fernando Soares, disse que a intenção é manter a maioria das lojas abertas, realizando apenas pequenos ajustes no total de cerca de 1.470 unidades.

Nos últimos anos, a redução das lojas afetou o número de clientes, com 117 lojas fechadas em 2025 e quase 300 desde o início da reestruturação. Soares explicou que esses fechamentos foram parte do processo de ajuste da empresa e não indicam uma queda na demanda. Ele ressaltou que não é possível manter clientes quando a loja está fechada.

Agora, espera-se que a situação se estabilize e que a base de clientes volte a crescer. A Americanas já começou a abrir novas lojas pontualmente e acredita que em breve os consumidores aumentarão.

Atualmente, a empresa está presente em mais de 800 cidades e tem cerca de 95 milhões de visitas mensais nas suas lojas físicas, site e aplicativo. Nas redes sociais, conta com mais de 35 milhões de seguidores.

A Americanas também aposta no crescimento das vendas online, que hoje representam cerca de 4% do total. O foco está em aumentar a frequência de compras e o valor gasto pelos clientes, especialmente por meio do programa Cliente A, que incentiva mais gastos e visitas às lojas.

Uso das lojas como pontos de entrega

A empresa avalia que suas lojas físicas podem ser usadas como centros de distribuição para parceiros, abrindo espaço para parcerias com plataformas digitais que queiram crescer no Brasil.

Soares destacou que, com cerca de 1.500 lojas, a Americanas pode oferecer muitos pontos de entrega para marketplaces e outras plataformas de venda online.

Já existem parcerias em andamento, como com a empresa Magazine Luiza, que permite integração entre os marketplaces. O presidente ressaltou que todas as parcerias precisam focar no cliente e no funcionamento das lojas físicas.

No aspecto financeiro, Fernando Soares disse que a empresa está focada em aumentar os lucros totais, não apenas margens pontuais, e que subir preços pode prejudicar a competitividade.

Encerramento da recuperação judicial

A Americanas pediu para sair da recuperação judicial após cumprir as obrigações do plano de reestruturação. A decisão ainda precisa ser aprovada pela justiça.

Soares afirmou que essa saída é possível graças ao trabalho de transformação do negócio e à melhora dos resultados em 2025.

Em 2025, a empresa teve mais dinheiro em caixa do que em dívidas, conseguiu lucro e melhorou suas operações em R$ 770 milhões.

A estratégia da Americanas mudou, colocando as lojas físicas no centro do negócio. Antes, as vendas no digital e físico eram quase iguais, mas agora 95% da receita vem das lojas físicas e só 5% do digital.

A empresa ajustou sua atuação no marketplace, focando em parcerias estratégicas, e desativou sua fintech Ame. Soares afirmou que a loja física é o principal negócio e o digital complementa a experiência do cliente.

O diretor financeiro, Sebastien Durchon, disse que o pedido de saída antecipada da recuperação judicial mostra confiança no futuro e marca o fim de um ciclo de reestruturação.

Segundo ele, o plano foi executado em um prazo curto e a maioria dos fornecedores foi paga à vista. Isso demonstra o compromisso da Americanas com seus clientes, fornecedores e sócios.

Estadão Conteúdo

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