Pular para o conteúdo
Dólar R$ 5,08 ▼ 0,57% Euro R$ 5,87 ▼ 0,00% Libra R$ 6,84 ▼ 0,18% Bitcoin R$ 333.134 ▲ 0,34%
Economia

Alta no índice de preços de alimentos da FAO em agosto com atenção ao clima

O fornecimento dos alimentos ocorrerá durante 12 meses e garantirá a oferta de uma alimentação adequada para cerca de 540 animais de diferentes espécies mantidos sob cuidados do Zoológico | Foto: Tony Oliveira/Agência Brasília

Os preços internacionais dos alimentos subiram em agosto, impulsionados por temperaturas elevadas e riscos climáticos que elevaram as preocupações sobre a oferta global, segundo a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO). O Índice de Preços de Alimentos da FAO atingiu uma média de 133,3 pontos em agosto, um aumento de 1,9% em relação a julho e 2,5% superior ao mesmo período do ano anterior.

O maior aumento do mês foi no Índice de Preços do Açúcar, com alta de 11,9% em agosto. Essa subida foi causada pela expectativa de menor produção de beterraba açucareira na União Europeia devido ao clima, preocupações com o El Niño na Ásia, redução da produção no Brasil e a decisão da Índia de importar açúcar bruto sem pagar tarifas.

O Índice de Preços dos Cereais subiu 2,2% comparado a julho, devido à forte demanda de importação, preocupações com a safra e incertezas no comércio global. O preço internacional do trigo aumentou 2,6% no mês, 15% acima do nível do ano anterior, refletindo problemas na logística de exportação do Mar Negro, expectativa de menor produção na Europa por clima quente e seco, e a queda do dólar.

O milho registrou alta de 2,5% em relação a julho, afetado por preocupações com a colheita nos Estados Unidos, perspectivas ruins na União Europeia, forte demanda para etanol e ração, além de dificuldades no fornecimento causadas pelo fechamento do Estreito de Ormuz e desafios nas exportações da Ucrânia. Os preços do arroz subiram 0,5%, impulsionados por compras constantes de países asiáticos e africanos.

O Índice de Preços dos Óleos Vegetais aumentou 1,1% em agosto, devido à alta dos preços do óleo de palma e da soja, motivada pela forte demanda global e preocupações com o El Niño no Sudeste Asiático. No entanto, os preços do óleo de canola e do girassol tiveram leve queda, refletindo a expectativa de oferta abundante na próxima safra.

O Índice de Preços da Carne subiu 1% em agosto, com alta nos preços das carnes de frango, suína e ovina. O aumento do preço da carne suína foi causado principalmente pelo calor, que prejudicou o crescimento dos animais na União Europeia. Já os preços da carne bovina internacional caíram, devido à concorrência entre exportadores do Brasil e Austrália após a China liberar cotas de importação. O índice de lácteos subiu 2,3% em julho, principalmente pela menor oferta de leite na União Europeia causada pelo clima quente e seco.

Em relatório separado sobre Oferta e Demanda de Cereais, a FAO projetou a produção global de cereais para 2026 em 2,98 bilhões de toneladas, uma queda de 2% em relação a 2025, mas ainda a segunda maior safra registrada. A previsão para o milho caiu para 1,31 bilhão de toneladas, com perdas na França e Polônia compensadas por ganhos no Brasil e Argentina. A produção global de trigo foi estimada em 810,7 milhões de toneladas, uma redução de 3,8% ante 2025. A produção de arroz deve cair para 553,1 milhões de toneladas na temporada 2026/27, 1,9% abaixo do recorde anterior.

Estadão Conteúdo.

Publicidade
Boletim Imprensa Pública

Comece o dia bem informado

O essencial do DF, do Entorno e do Brasil, de graça, no seu e-mail.