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Alta do PIB de 2018 sobe de 2,80% para 2,89%, prevê Focus

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    No Focus agora divulgado pelo BC, a projeção para a produção industrial de 2018 passou de avanço de 3,51% para alta de 3,76%. Marcos Santos/USP Imagens

    O mercado financeiro alterou sua projeção para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2018. A expectativa de alta para o PIB este ano passou de 2,80% para 2,89% no Relatório de Mercado Focus divulgado na manhã desta segunda-feira, 26. Há um mês, a perspectiva estava em 2,66%. Para 2019, o mercado manteve a previsão de alta do PIB, em 3,00% Quatro semanas atrás, a expectativa já era de 3,00%.

    O Banco Central atualizou suas projeções para o PIB no Relatório Trimestral de Inflação (RTI) divulgado em dezembro. O crescimento projetado para 2017 – dado ainda não divulgado oficialmente pelo IBGE – é de 1,0%. Para 2018, a estimativa é de 2,6%.

    No Focus agora divulgado pelo BC, a projeção para a produção industrial de 2018 passou de avanço de 3,51% para alta de 3,76%. Há um mês, estava em 3,18%. No caso de 2019, a estimativa de crescimento da produção industrial foi de 3,20% para 3,35%, ante 3,00% quatro semanas antes.

    No início de fevereiro, o IBGE informou que a produção industrial subiu 2,8% em dezembro ante novembro, encerrando 2017 com alta acumulada de 2,5%.

    No Focus desta segunda, a projeção para o indicador que mede a relação entre a dívida líquida do setor público e o PIB para 2018 foi de 55,30% para 55,10%. Há um mês, estava em 55,40%. Para 2019, a expectativa no boletim Focus em manteve em 57,70%, ante 58,00% de um mês atrás.

    Balança comercial

    Os economistas do mercado financeiro alteraram suas projeções para a balança comercial em 2018. A estimativa de superávit comercial este ano caiu de US$ 54,60 bilhões para US$ 54,29 bilhões da última semana para esta, ante US$ 54,50 bilhões de um mês antes. Para 2019, a estimativa de superávit seguiu em US$ 45,0 bilhões, ante US$ 46,0 bilhões de um mês antes.

    Na estimativa mais recente do BC, atualizada na Nota do Setor Externo divulgada em dezembro de 2017, o saldo positivo de 2018 ficará em US$ 59,0 bilhões.

    No caso da conta corrente, as previsões contidas no Focus para 2018 passaram de déficit de US$ 26,80 bilhões para déficit de US$ 26,60 bilhões. Há um mês, o déficit estimado era de US$ 27,20 bilhões. A estimativa do BC para o déficit em conta em 2018 é de US$ 18,4 bilhões.

    O mercado também alterou a projeção de rombo nas contas externas em 2019, de US$ 39,10 bilhões para US$ 38,80 bilhões. Um mês atrás, o rombo projetado era de US$ 40,00 bilhões.

    Para os analistas consultados semanalmente pelo BC, o ingresso de Investimento Direto no País (IDP) será mais do que suficiente para cobrir o resultado deficitário, tanto em 2018 quanto em 2019. A mediana das previsões para o IDP este ano seguiu em US$ 80,00 bilhões. Há um mês, estava no mesmo patamar. A projeção atual do BC para 2018 também é de IDP de US$ 80,0 bilhões.

    Para 2019, a perspectiva de volume de entradas de investimento direto, de acordo com o Focus, seguiu em US$ 80,0 bilhões. Há quatro semanas, o valor projetado era o mesmo.

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      Economia

      Prévia do PIB deve mostrar sinais de fraqueza econômica no final de 2019

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      Dados de novembro da economia, como indústria e varejo, vieram piores do que o esperado, o que deve estar refletido no IBC-Br

      Economia: o IBGE divulga o PIB fechado de 2019 só no dia 04 de março (Mario Tama/Getty Images)

      São Paulo — O vai-e-vem das expectativas econômicas no Brasil segue sem respiro. O dado de novembro do IBC-Br, índice considerado pelo mercado como uma prévia do PIB, será divulgado pelo Banco Central às 9 horas desta quinta-feira (16).

      A expectativa é de frustração, já que os dados daquele mês na indústria, serviços e comércio varejista, divulgados entre esta semana e a passada, mostraram um desempenho aquém do esperado.

      A indústria foi a primeira decepção, na ultima quinta-feira (09). Após três meses de recuperação, a produção industrial recuou 1,2% em novembro ante outubro e 1,7% ante novembro de 2018. A expectativa já era de recuo, porém menor, de 0,7% na comparação mensal.

      Nesta terça-feira (14) saíram os dados de serviços, mais uma ducha de água fria. Após dois meses de alta, o setor recuou 0,1% em novembro na comparação com outubro. Em relação a novembro de 2018 houve alta de 1,8% e o resultado foi positivo em 0,9% no acumulado de 2019. O volume, no entanto, segue 9,8% abaixo daquele registrado em novembro de 2014.

      Ontem, foi a vez de o comércio varejista decepcionar. Apesar da 7ª alta seguida, o volume de vendas cresceu 0,6% em novembro sobre outubro, metade do esperado pelo mercado, e 2,9% na comparação com novembro de 2018.

      “Na avaliação geral, parece que a economia perdeu um pouco de fôlego em novembro e dezembro”, diz Sérgio Vale, da MB Associados.

      Logo após a divulgação dos dados do varejo, o Itaú Unibanco ampliou sua previsão de queda para o IBC-Br de novembro, de -0,2% para -0,3%. “Isso reforça nossa visão de um PIB de 2020 avançando mais próximo de 2% do que de 3%”, diz Luka Barbosa, economista do Itaú Unibanco, que prevê 2,2% para o dado anual.

      A corretora Necton foi na mesma direção, revisando a previsão do IBC-Br de novembro de 0,7% para estabilidade. A mudança, segundo eles, refletiu justamente os resultados abaixo do esperado nos setores já citados.

      A consultoria 4E manteve sua expectativa de que o índice venha em 0,2%, enquanto o BNP Paribas revisou sua projeção, de estabilidade para queda de 0,2%. “O índice deve refletir a decepção do crescimento de novembro. À época, a percepção era de que o mês estava melhor”, diz Gustavo Arruda, economista do BNP responsável por Brasil.

      A incerteza deve manter o mercado atento para os novos sinais da atividade. O Banco Central divulga o IBC-Br de dezembro em 14 de fevereiro, enquanto o IBGE divulga o PIB fechado de 2019 só no dia 04 de março.

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      Economia

      Fed vê perspectivas econômicas “favoráveis” nos EUA no início de 2020

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      PIB dos EUA cresceu 2,1% no terceiro trimestre de 2019 e mercado de trabalho continua mostrando força, com taxa de desemprego de 3,5% em dezembro

      Dólar: FED deve manter juros em patamar de 1,5% a 1,75% (Douglas Sacha/Getty Images)

      Washington — A economia dos Estados Unidos começa 2020 com uma perspectiva “favorável”, apesar de algumas preocupações geradas pelas tensões comerciais com outros países, disse nesta quarta-feira o Federal Reserve (Fed) no chamado “livro bege”, um relatório do banco central sobre o estado da economia americana.

      “As expectativas a curto prazo permanecem modestamente favoráveis em todo o país”, diz o documento.

      O setor manufatureiro tem situação estável, e os gastos dos consumidores continuam a ser o principal motor da economia, segundo o relatório, que também aponta que as preocupações comerciais continuam a assombrar os agricultores, embora a trégua com a China pareça ter ajudado a diminuir essas tensões.

      As informações do “livro bege” serão usadas na primeira reunião do comitê de política monetária do Fed deste ano, nos próximos dias 28 e 29, para avaliar a evolução dos juros, atualmente no patamar de 1,5% a 1,75%. Analistas do mercado não preveem alterações nas taxas básicas, justamente devido ao bom panorama da economia.

      O presidente dos EUA, Donald Trump, criticou várias vezes o banco central – que tem autonomia em relação ao governo – e insiste que a instituição deveria baixar os juros “a zero ou menos” para contribuir com a expansão econômica do país.

      O PIB dos EUA cresceu 2,1% no terceiro trimestre de 2019 em relação ao mesmo período no ano anterior, segundo o cálculo oficial definitivo. Por sua vez, o mercado de trabalho continua mostrando força e terminou dezembro com taxa de desemprego de 3,5%, o menor nível dos últimos 50 anos.

       

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      Economia

      Economistas melhoram previsão para déficit e dívida bruta em 2020 e 2021

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      De acordo com relatório Prisma Fiscal, déficit primário deve ser de 82,3 bilhões em 2020 apesar da meta permitir buraco de 124,1 bilhões

      Real: para 2021, projeção segundo o relatório Prisma passou a ser de déficit primário de 47,151 bilhões de reais (Nelson_A_Ishikawa/Getty Images)

      Brasília — Economistas melhoraram as perspectivas para os resultados primários do governo central (Tesouro, Banco Central e Previdência) em 2020 e 2021, prevendo uma folga ainda maior para o cumprimento das metas fiscais, conforme relatório Prisma Fiscal divulgado nesta quinta-feira pelo Ministério da Economia.

      No relatório, eles também passaram a ver a dívida bruta em níveis mais baixos.

      De acordo com a mediana dos dados coletados até o quinto dia útil deste mês, a estimativa passou a ser de déficit primário de 82,335 bilhões de reais em 2020, sobre saldo negativo de 83,992 bilhões de reais calculado antes.

      A meta oficial para o ano é de um rombo bem maior, de 124,1 bilhões de reais.

      Para 2021, a projeção segundo o relatório Prisma passou a ser de déficit primário de 47,151 bilhões de reais, ligeiramente abaixo do patamar de 47,613 bilhões de reais no levantamento do mês passado. A meta indicada para o próximo ano é de um déficit de 68,5 bilhões de reais.

      Apesar da melhoria apontada nas estimativas, o país fechará 2020 no vermelho pelo sétimo ano consecutivo, sem conseguir economizar para pagar os juros da dívida pública. Na prática, isso faz o tamanho da dívida aumentar.

      Para 2020, os economistas consultados pelo Prisma agora veem a dívida batendo em 78% do Produto Interno Bruto (PIB), melhor que o nível de 79% apontado anteriormente.

      Já para 2021, a expectativa é de que a dívida irá ficar praticamente estável a 78,07% do PIB, sobre 79,45% no levantamento divulgado em dezembro.

      Nesta semana, o secretário especial de Fazenda, Waldery Rodrigues, reforçou que a dívida bruta do Brasil não mais ultrapassará o patamar de 80% do PIB, nos cálculos do governo, ajudada pela redução na conta de juros na esteira da redução da Selic a seu menor patamar histórico. Atualmente, a taxa está em 4,5% ao ano.

      Também contribuíram para tanto, em 2019, a devolução antecipada de empréstimos pelo BNDES ao Tesouro e um primário melhor que o inicialmente esperado, auxiliado por receitas extraordinárias, especialmente as ligadas a leilões de petróleo.

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