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Brasil

Aliados de Flávio Bolsonaro evitam autoacusação e culpam pacote de Lula pela derrota

Mauro Pimentel/AFP

Aliados de Flávio Bolsonaro apresentaram várias justificativas para a derrota nas eleições, onde Lula venceu com 51,79% dos votos contra 48,21%. Embora Flávio tenha liderado no primeiro turno, ele não reconheceu a vitória imediatamente e criticou o processo eleitoral.

Entre os apoiadores, alguns moderados alegaram que o governo Lula utilizou abuso de poder econômico com medidas como o perdão das dívidas dos microempreendedores e o aumento do benefício do Bolsa Família, o que teria influenciado o resultado.

Flávio Bolsonaro gravou um vídeo prometendo organizar a oposição para resistir, mas afastou o tom golpista anterior, focando em uma ação eleitoral contra a chapa de Lula por abuso de poder, sem questionar a votação em si.

O senador também afirmou ter sido alvo de uma grande campanha de fake news por parte do PT, e que o domingo da eleição não foi normal devido à ampliação do horário de votação, decisão do ministro do STF Cristiano Zanin, o que, segundo o TSE, não alterou o resultado final.

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Entre os aliados, poucos reconheceram erros na campanha, mas o ex-vereador Fernando Holiday admitiu que a falta de autocrítica pode levar a novas derrotas.

Outros políticos ligados a Flávio Bolsonaro também comentaram, como o deputado federal Nikolas Ferreira e o governador eleito do Rio de Janeiro, Douglas Ruas, que respeitaram a vontade dos eleitores.

Discussões internas apontam que a prorrogação da votação foi pedida tanto pelo PL quanto pelo PT, com justificativas diferentes – problemas com chuvas e falta de transporte público, respectivamente.

A ala moderada da campanha acredita que a influência dos votos após as 17h foi pequena e que o pacote de benefícios econômicos de R$ 290 bilhões, oferecido pelo governo Lula, teve papel decisivo na virada.

Esses aliados dizem que a campanha de Flávio Bolsonaro não conseguiu explorar bem o tema, sem parecer contrária aos benefícios entregues à população. A estratégia foi vista como um erro político e um abuso de poder.

Por fim, também ressaltaram o impacto da divulgação do uso do voto como prova de vida para o INSS, medida que foi adotada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro.

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