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Aconteceu

Agiota debocha e ostenta dinheiro após morte de feirante no DF

Reprodução

Uma operação da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) desmantelou uma organização criminosa especializada em agiotagem, extorsão e lavagem de dinheiro, que atuava no Distrito Federal, Goiás e Tocantins.

A investigação, coordenada pela Coordenação de Repressão aos Crimes Patrimoniais (Corpatri), revelou que o grupo acumulava grandes quantias de dinheiro ilegal obtido por meio da cobrança abusiva de juros.

Um vídeo obtido na investigação mostra Adailton Fernandes de Oliveira, agiota e um dos presos na operação, exibindo pilhas de dinheiro enquanto menospreza a situação das vítimas.

A pesquisa apontou que Adailton se gabava de seu lucro fácil e ironizava a situação financeira das pessoas endividadas.

O início das investigações ocorreu após a morte de um comerciante de 68 anos, figura conhecida da Feira dos Goianos, em Taguatinga. O idoso morreu devido ao estresse financeiro causado pelas dívidas com o grupo criminoso, que aplicava juros de até 20% ao mês.

Além da morte, a extorsão continuou com a filha da vítima, que passou a receber ameaças para assumir os débitos do pai.

A PCDF identificou que o grupo era composto por dois núcleos independentes, um deles envolvendo cidadãos colombianos e outro comandado por Adailton, com suporte de segurança e organização.

Entre os suspeitos está um sargento reformado da Polícia Militar do Estado de Goiás (PMGO), que oferecia proteção logística e participava da intimidação das vítimas.

Doze mandados de prisão preventiva foram cumpridos nas cidades de Palmas e Araguaína, em Tocantins, e em Goiânia, Senador Canedo e Formoso, em Goiás.

A Justiça determinou o bloqueio de até R$ 10 milhões nas contas dos suspeitos e o sequestro de bens obtidos com os lucros ilegais.

Os envolvidos responderão por crimes como usura, extorsão, organização criminosa armada, lavagem de dinheiro e coação no curso do processo.

A Polícia Civil ressalta que nenhuma cobrança pode envolver intimidação ou violência e continua investigando para identificar outras vítimas do esquema.

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