A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) intensificou as operações para capturar Maria Luiza da Silva Araujo Lopes, investigada por ser uma agiota ligada a uma organização criminosa. A suspeita é procurada por ordem judicial e possui mandado de prisão preventiva em aberto.
Com uma presença marcante nas redes sociais, Maria Luiza usava sua imagem jovial e tatuada para criar uma rotina pública de sensualidade. No entanto, a investigação revela que ela atuava violentamente na cobrança de dívidas com juros abusivos, utilizando ameaças para pressionar os devedores.
A operação da PCDF desarticulou um grupo que agia no Distrito Federal, Goiás e Tocantins, e que cobrava juros de até 20% ao mês por meio da extorsão e da agiotagem. O caso veio à tona após o falecimento de um comerciante idoso, que sofria grande pressão financeira e psicológica da quadrilha.
Após a morte do comerciante, o grupo continuou a ameaçar sua filha para que quitasse as dívidas familiares. As investigações também evidenciaram que o grupo contava com a colaboração de um sargento reformado da Polícia Militar de Goiás, envolvido nas ações de intimidação.
Durante a ação policial, foram emitidos 12 mandados de prisão preventiva, além de ordens de busca e apreensão em várias cidades. Foi determinado ainda o bloqueio de R$ 10 milhões nas contas dos suspeitos. Os investigados devem responder por crimes como usura, extorsão, organização criminosa armada, lavagem de dinheiro e coação.
A PCDF pede que qualquer informação sobre o paradeiro de Maria Luiza da Silva Araujo Lopes seja comunicada de forma anônima através dos canais oficiais de denúncia da corporação.
