Um advogado conhecido em Brasília enfrenta problemas após acumular uma dívida de R$ 300 mil com uma agenciadora de acompanhantes. Vídeos obtidos pela coluna Na Mira mostram uma mulher da capital federal revisando detalhadamente o valor devido pelo profissional, que tentou negociar um desconto no montante.
Apesar do prestígio no meio jurídico, o advogado procurou um acordo para parcelar o valor em três vezes de R$ 66 mil cada, somado a pagamentos intermediários que totalizaram R$ 260 mil. No entanto, o profissional descumpriu os prazos combinados, o que fez com que a agenciadora cancelasse o desconto e restabelecesse o valor total da dívida.
O esquema envolvia encontros organizados pela agenciadora com um grupo diversificado de acompanhantes, inclusive mulheres cisgênero e transexuais, que atendiam a preferências específicas e fetiches do advogado. Durante as sessões, as acompanhantes chegavam a usar luvas cirúrgicas para praticar técnicas consideradas extremas.
Cada evento noturno custava aproximadamente R$ 50 mil, com repasses de cerca de R$ 10 mil para cada participante. A agenciadora também prestava suporte quando o advogado passava mal devido ao consumo exagerado de álcool e drogas, controlando despesas e mantendo sigilo para proteger a imagem do jurista.
Com o atraso nos pagamentos, foi oferecido como garantia um relógio de luxo da marca Rolex, avaliado pelo advogado em R$ 180 mil, mas que depois se revelou uma réplica sem valor comercial.
Após tentativas de negociação e compromissos de pagamento não cumpridos, a situação culminou em uma queixa oficial à Polícia Civil do Distrito Federal. Documentos, mensagens e registros em vídeo foram entregues às autoridades como provas da dívida e das atividades relacionadas.
A defesa da agenciadora tentou contato com o advogado e seu escritório para resolver o caso fora da justiça, mas não obteve resposta. Agora, o caso está sob investigação oficial, com a disputa financeira e os registros particulares do advogado sendo usados como evidências no processo.
