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Brasil

Advogado do ex-marido da produtora de ‘Dark Horse’ fala sobre possível delação, mas considera discussão precoce

O advogado de defesa de Wemerson Marinho da Gama, ex-marido de Karina Gama, proprietária da produtora do filme “Dark Horse”, declarou que a delação é apenas uma das possibilidades consideradas pela defesa, ao comentar notícias de que Wemerson teria procurado a Procuradoria-Geral da República para delatar a ex-companheira.

André Hespanhol, advogado, ressaltou que “a delação é apenas uma das hipóteses em qualquer defesa criminal e falar sobre isso neste momento inicial do inquérito é prematuro.”

Essa possível colaboração ocorre em um inquérito sob relatoria do ministro do Supremo Tribunal Federal, Flávio Dino, que investiga o destino de emendas do deputado federal Mario Frias (PL-SP).

A investigação apura um possível desvio de verbas públicas que poderiam ter sido destinadas ao filme “Dark Horse”, que aborda a figura do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Outra linha de investigação examina repasses feitos pelo banqueiro Daniel Vorcaro a pedido do presidenciável Flávio Bolsonaro (PL).

Mario Frias, Karina Gama e Wemerson foram alvos de buscas e apreensões em 10 de setembro, autorizadas pelo ministro Flávio Dino. Eles negam irregularidades relacionadas ao filme.

O ex-marido de Karina, Wemerson, é mencionado na investigação por ter tido autorização para movimentar uma conta da Academia Nacional da Cultura, uma das instituições administradas por Karina que está sob apuração.

Ele também teve ligação com a empresa GTrend, que já prestou serviços ao gabinete de Mario Frias, fazendo parte da rede de pessoas relacionadas à gestão dos recursos públicos sob investigação.

A operação investiga crimes possíveis como peculato, fraude e lavagem de dinheiro, que poderiam ter financiado a produção do filme.

O inquérito onde estaria sendo discutida a delação verifica a suposta apropriação indevida de R$ 2 milhões em emendas destinadas a projetos sociais via Instituto Conhecer Brasil, liderado por Karina Gama, que recebeu esses recursos.

Também estão incluídas na investigação despesas com cotas parlamentares e verbas de campanha. De acordo com a apuração, a produtora recebeu R$ 750 mil em emendas de Mario Frias.

Além disso, o deputado teria transferido R$ 645 mil para a produtora Go Up entre novembro e dezembro de 2025, valor incompatível com seu salário oficial de R$ 46,4 mil, segundo a Polícia Federal.

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