Ao final da campanha para um possível quarto mandato como presidente do Brasil, Lula (PT) tem uma avaliação negativa do seu governo feita por 39% dos eleitores. Por outro lado, 36% consideram sua gestão boa ou ótima, enquanto 24% veem como regular. A imagem pessoal do presidente também está dividida, com 48% desaprovando e 49% aprovando-o.
Essa pesquisa foi realizada pelo Datafolha entre os dias 20 e 22, com 2.520 pessoas entrevistadas, e tem uma margem de erro de dois pontos para mais ou menos. O levantamento é registrado no Tribunal Superior Eleitoral.
Na última semana, 41% avaliavam o governo como ruim ou péssimo, com 35% dando uma avaliação positiva e 23% considerando-o regular. A desaprovação pessoal de Lula era de 50%, e a aprovação de 48%.
Lula enfrenta os piores índices de avaliação em seus mandatos e afirma que este é seu melhor período à frente do Palácio do Planalto. Com a aproximação do rival Flávio Bolsonaro (PL) no primeiro turno, o presidente antecipou benefícios eleitorais que somam cerca de R$ 290 bilhões, o que pressiona as finanças públicas do país.
Neste segundo turno, Lula anunciou aumento em programas para estudantes, antecipou pagamentos do Bolsa Família, lançou pacote para microempreendedores e zerou impostos federais sobre combustíveis.
Além disso, conquistou uma vitória importante na aprovação da mudança na jornada de trabalho de 6×1 para 5×2, uma medida aprovada pela população apesar de algumas controvérsias.
Durante o debate direto com Flávio Bolsonaro na Band, o tom foi agressivo, com trocas de acusações e pouco foco em propostas. Essa situação pode afastar eleitores que estavam indecisos, principalmente aqueles que avaliam o governo como regular.
Assim, quem avalia mal o governo ou desaprova Lula tende a não votar nele de forma alguma, tornando o pleito muito disputado e decidido por detalhes.


