Pular para o conteúdo
Dólar R$ 5,08 ▼ 0,57% Euro R$ 5,87 ▼ 0,00% Libra R$ 6,84 ▼ 0,18% Bitcoin R$ 333.134 ▲ 0,34%
Aconteceu

Advogada nega feminicídio em prisão do namorado de Isabelle

Imagem cedida ao Metrópoles

João Munhoz Neto, de 34 anos, foi preso suspeito no caso da morte de Isabelle Caracristi, estudante de 22 anos encontrada sem vida em uma área comum de um condomínio no bairro Aldeota, em Fortaleza (CE). Contudo, a defesa do namorado contesta a prisão, alegando que não houve feminicídio.

A advogada Lígia Peixe afirmou que, no momento do falecimento de Isabelle, João não estava no local. “O que ele tem a ver com isso? Foi suicídio. Estão querendo simular um feminicídio, inclusive psicológico. A prisão dele não ajuda em nada a dor de uma mãe”, declarou.

João Munhoz Neto foi detido quando estava em um prédio na Avenida Santos Dumont, em Fortaleza, sob suspeita de obstrução da Justiça. Após a prisão, ele foi encaminhado para a 2ª Delegacia de Defesa da Mulher, situada no bairro Papicu.

Isabelle Caracristi morava com João e a mãe dele no condomínio onde foi encontrada morta. Segundo a mãe da jovem, Isorlanda Caracristi, o relacionamento entre ambos começou em julho e evoluiu rapidamente, o que causou preocupação à mãe.

Isorlanda chegou a marcar um almoço para conhecer João, que, segundo ela, disse não ser casado. No entanto, a defesa revelou que ele é casado e está em processo amigável de divórcio. Isso pode ter gerado descontentamento na mãe de Isabelle.

A Polícia Civil do Ceará informou que o caso é investigado sob a perspectiva de gênero. O suspeito prestou depoimento antes e depois da prisão, teve seu celular apreendido e está sendo alvo de análises.

Além de João Munhoz Neto, sete testemunhas já foram ouvidas, e mais depoimentos devem ocorrer nos próximos dias. Perícias foram realizadas no local e no corpo da vítima, cujo laudo indicou politraumatismo como causa da morte, sem evidência de gravidez ou substâncias tóxicas.

O inquérito é comandado pelo Grupo Especial de Investigação, composto por diversas delegacias e pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa. A análise inclui dispositivos eletrônicos e imagens de câmeras de segurança. Outros exames complementares estão em andamento e devem ser concluídos em até dez dias conforme a legislação.

A mãe de João Munhoz Neto também foi alvo de ação policial, com apreensão de aparelho eletrônico em Caucaia (CE).

A última mensagem que Isorlanda Caracristi recebeu de sua filha foi: “Mãe, eu te amo. Não esquece o frango na air fryer”.

Isorlanda ressaltou ter percebido comportamentos estranhos do namorado da filha, como tentar entrar em uma sala de atendimento durante exame ginecológico, o que a deixou em alerta.

O caso segue sendo investigado com diligência e cautela pelas autoridades, que buscam esclarecer todos os detalhes envolvendo o ocorrido.

Publicidade
Boletim Imprensa Pública

Comece o dia bem informado

O essencial do DF, do Entorno e do Brasil, de graça, no seu e-mail.