O vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, afirmou que o acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia (UE), cujo acordo foi aprovado recentemente pelo Conselho Europeu, fortalecerá a cooperação internacional, a sustentabilidade e os investimentos entre os dois blocos. “Em um momento de instabilidade global e conflitos, este acordo é fundamental para o mundo”, disse Alckmin durante uma entrevista coletiva.
Ele mencionou que a assinatura do acordo deve ocorrer nos próximos dias, com negociações para que isso aconteça no dia 17 deste mês, no Paraguai. Alckmin espera que o acordo comece a valer ainda este ano.
Para isso, o Congresso brasileiro precisa aprovar uma lei que valide o acordo. Caso isso aconteça no primeiro semestre, o Brasil poderá avançar independente da aprovação dos outros países do Mercosul.
Alckmin enfatizou que o acordo entre Mercosul e UE será o maior acordo comercial entre blocos do mundo e terá grande importância para o comércio brasileiro. Ele explicou que a União Europeia é o destino principal ou segundo principal de exportação para 22 estados brasileiros e para 30% dos exportadores do país.
Além disso, o acordo deve incentivar investimentos e práticas sustentáveis, beneficiando tanto o Mercosul quanto a UE. “É uma situação em que todos ganham”, comentou.
EUA
O vice-presidente destacou que a aprovação do acordo não está relacionada às políticas tarifárias dos Estados Unidos, mas pode auxiliar no diálogo com esse país, mostrando que negociações podem superar divergências.
Ele também ressaltou que o Brasil é eficiente na produção e exportação de produtos agrícolas, e que a União Europeia é o segundo maior mercado para produtos industriais brasileiros.
Papel do presidente Lula
Alckmin mencionou que a atuação do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, enquanto presidente rotativo do Mercosul, foi fundamental para a evolução do acordo entre Mercosul e UE.
Questionado sobre as ações que ajudaram na aprovação, Alckmin afirmou: “O esforço do presidente Lula em defender o multilateralismo e a mudança do Brasil para uma postura sustentável, com compromisso de acabar com o desmatamento, foram essenciais.”
